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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Resenha || As Coisas, de Tobias Carvalho

Editora Record, 2018 || 144 páginas || Skoob
Sinopse: Sensível e implacável por trás de uma escrita limpa e simples, As Coisas traz uma costura de vivências humanas sob a ótica de um jovem homossexual. O personagem constante dessas histórias trabalha, viaja, estuda, cruza ruas de metrópoles agitadas, passa horas em aplicativos de encontros sexuais. Não há maquiagens para a solidão, nem disfarce para o sexo. Ele sente, ele quer, ele ganha e perde, transformando-se de história em história e construindo um arco narrativo que alicerça todo o livro. Vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2018, As Coisas é um panorama de vazios. Com histórias que vão da fugacidade das relações gays às barreiras experimentadas pela sexualidade, o protagonista frequente destes contos vai em uma jornada em busca de coisas que ele mesmo não pode definir: é onde reside a força do promissor livro de estreia de Tobias Carvalho.  

RESENHA ✍

As Coisas, livro de estréia de Tobias Carvalho, foi vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2018 na categoria contos. Não precisou muito além da informação sobre o conteúdo do livro (gay, atual e realista) para me interessar. Assim que bati o olho da sinopse, sabia que iria ler; e o Tobias me surpreendeu.
“O ruim e o bom do amor é que ele inunda. Foram meses de água caindo por todos os lados.”
São 23 contos curtos que nos apresenta um personagem em situações bem reais, explorando as possibilidades de um encontro marcado em aplicativo; relações baseadas em sexo, muito sexo, pouco diálogo, pouca emoção por trás de tudo, mas sempre intenso. Intensa também é a solidão do personagem, suas angústias, os fantasmas do passado que o perseguem, a confiança abalada, o vazio dos dias monocromáticos, das relações fugazes, do preconceito, da falta de confiança, do querer sair do próprio corpo.

As Coisas é um livro forte, que toca na ferida, deixa marcas, nos faz pensar, refletir, tentar entender, mergulhar a fundo no personagem, nas suas dúvidas, seus anseios e sua personalidade. E em suas aventuras sexuais, claro.

São contos intensos, a escrita crua. Livro acessível, bonito e necessário. Com certeza uma leitura para a qual voltarei mais vezes, e também um título que irei emprestar e incentivar a leitura.

Representatividade na literatura importa. Livros como As Coisas ganhando prêmios no nosso país é importante. Deveria importar mais. Tobias Carvalho estreou com uma obra impactante, e seu talento ficou claro. Já quero ler mais dele. Esse é um livro no qual muita gente vai se ver representado, não tão sozinho, e quem sabe inspira algumas pessoas a se libertar de preconceitos, da ignorância... Leiam! 🌈

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Resenha || À Beira da Loucura, de B.A. Paris

Editora Record, 2018 || 350 páginas || Skoob
Sinopse: Cass está sendo consumida pela culpa desde a noite em que viu uma mulher dentro de um carro parado na estrada perto de sua casa, durante uma terrível tempestade, e tomou a decisão de não sair para ajudá-la. No dia seguinte, aquela mesma mulher foi encontrada morta naquele exato lugar. Cass tenta se convencer de que não havia nada que pudesse ter feito. E, talvez, se tivesse ido ajudá-la, poderia ela mesma estar morta agora. Mas nada disso é o suficiente para aplacar a angústia que sente, principalmente considerando o fato de que o assassinato aconteceu ali do lado, bem perto de sua casa isolada ― e que o assassino ainda está à solta. Então, depois da tragédia, Cass começa a ter lapsos de memória: não consegue se lembrar de ter encomendado um alarme para casa, não sabe onde deixou o carro, muito menos por que teria comprado um carrinho de bebê quando nem filhos tem. A única coisa que ela não consegue esquecer é Jane, a mulher que poderia ter salvado, e a culpa terrível que a corrói por dentro. Tampouco consegue esquecer as ligações silenciosas que vem recebendo, nem a sensação de que está sendo observada. Seria possível que o assassino a tivesse visto, parada no acostamento, enquanto decidia se ajudaria a mulher ou não? Será que ele está tentando assustá-la para que ela não conte nada à polícia? Mas como alguém poderia acreditar em seus temores quando nem mesmo ela é capaz de saber o que é verdade e o que é mentira? E como Cass pode acreditar em si mesma quando tudo ao seu redor parece provar que está ficando louca?  

RESENHA ✍

À Beira da Loucura é o segundo livro de B.A. Paris publicado no Brasil pela Ed. Record. O primeiro, Entre Quatro Paredes, já foi resenhado por aqui. Meu primeiro contato com a autora foi ótimo e eu aproveitei bastante a leitura do thriller, que li de um só fôlego. A leitura rápida e envolvente se repete com esse segundo livro, que fui animada ler assim que chegou por aqui.

Nele conhecemos Cass, que uma noite de tempestade resolve cortar caminho por uma trilha escura, mas de fácil acesso para sua casa, apesar dos pedidos preocupados do marido, Matthew, para que não pegue o atalho. Ignorando sua própria preocupação, ela foge da tempestade por ali, onde se depara com um carro parado no meio do caminho estreito; dentro, uma mulher aparentemente alheia ao carro de Cass e ao fato de ela ter parado ali. Como a mulher não parece precisar de ajuda, e temendo pela própria segurança, ela vai embora.

No dia seguinte, uma notícia terrível chega até ela: o corpo de uma mulher é encontrado dentro de um carro estacionado perto de sua casa, e o assassino está a solta. A notícia a abala profundamente, e  Cass começa a questionar suas ações naquela noite. Ela devia ter saído do carro e oferecido ajuda, ou ligado para a polícia, mas não fez nada pela pobre mulher, e agora a culpa a perseguiria.

Após o ocorrido, ela começa a ter lapsos de memória, e ela começa a temer acabar como sua mãe, com demência, esquecendo de tudo e todos e passando seus últimos dias dependendo completamente de outras pessoas. Além dos lapsos, Cass começa a receber estranhas ligações em casa, silenciosas e anônimas. Alguém parece saber exatamente o que aconteceu, e agora está atrás dela. Ou seria tudo fruto de sua mente cada vez mais debilitada?


À Beira da Loucura foi uma leitura que me envolveu rapidamente, do primeiro ao último capítulo. Como boa fã de thrillers psicológicos, fiquei animada quando soube do lançamento, afinal gostei muito do primeiro livro da B.A. A narrativa em primeira pessoa prende o leitor, enquanto nossa narradora nada confiável tem crises cada vez mais frequentes e é quase totalmente consumida pelo pânico e pela culpa, depois de ser a última a ver Jane, a mulher do carro, com vida, e não ter feito nada para ajudá-la. O leitor confronta a questão: o que você teria feito, no lugar de Cass? Teria parado, no meio da tempestade? Teria ligado para a polícia, ou chamado por ajuda? E se fosse uma emboscada?

O final foi bem previsível para mim, e estranhamente parecido com o final de Entre Quatro Paredes, apesar de serem duas tramas distintas. Matei a charada muito antes da personagem, o que acabou desanimando um pouco, apesar de o ritmo no final do livro ser bem intenso, com o fôlego renovado de todas as revelações.

É um thriller que recomendo, principalmente se você está começando no gênero e ainda não conhece a autora. Se já leu ou ficou com vontade, me conta aqui nos comentários :)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Resenha || O Fascismo Eterno, de Umberto Eco

Editora Record, 2018 || 64 páginas || Skoob
Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1997, como parte do livro Cinco escritos morais, O fascismo eterno chega aos leitores em nova edição no momento de ascensão mundial do flerte com o fascismo. Segundo Umberto Eco, entre as possíveis características do Ur-Fascismo, o fascismo eterno do título, estão o medo do diferente, a oposição à análise crítica, o machismo, a repressão e o controle da sexualidade, a exaltação de um líder, um constante estado de ameaça, entre outros. O fascismo, denuncia o autor, longe de ser apenas um momento histórico vivo na Itália, na Europa (e no Brasil) do século XX, é uma ameaça constante da nossa sociedade.  

RESENHA ✍

O Fascismo Eterno é um discurso do escritor italiano Umberto Eco publicado pela primeira vez em 1997, no livro "Cinco Escritos Morais", e nasceu do resultado de uma conferência que o mesmo realizou dois anos antes na Columbia University. Como italiano, tendo memórias sobre a Segunda Guerra e as ocupações de militares em seu país; e como italiano e bom conhecedor da história da Itália e o regime Mussolini, Umberto Eco explica nesse texto curto um pouco sobre como se deu a ditadura fascista em seu país e no mundo.

O fascismo, explica ele, tem algumas características que o definem na teoria, e que podem surgir juntos ou separados, também podendo tomar outras formas, usar outras máscaras e outros discursos. Citando o autor: "O termo 'fascismo' adapta-se a tudo porque é possível eliminar de um regime fascista um ou mais aspectos, e ele continuará sempre a ser reconhecido como fascista".

No nosso cenário atual, e relembrando a história de nosso país, líderes e presidentes, é importantíssimo ter conhecimento (e democratizar o acesso ao conhecimento) sobre o que faz o fascismo, os discursos que o acompanha e as personalidades daqueles que o perpetuam. É importante conseguir identificá-lo, para lutar contra ele.
"Tinham me dito que a guerra permanente era a condição normal de um jovem italiano".

Esse é um livro bem curto, com diagramação espaçosa e confortável para a leitura, que foi rápida. "O Fascismo Eterno" é bem interessante, mas não muito acessível considerando a escrita do autor, que pode não ser clara para todos. Sendo um livro de 64 páginas e resultado de um discurso, é de se esperar que o conteúdo seja reduzido, não tão detalhado.
"Estamos aqui para recordar o que aconteceu e para declarar solenemente que 'eles' não podem repetir o que fizeram. Mas quem são 'eles'?"
No mais, recomendo a leitura ;)

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Resenha || A Biblioteca Elementar, de Alberto Mussa

Record, 2018 || 192 páginas || Skoob
Sinopse: Na calada da noite, na hoje chamada Rua da Carioca, um homem de casaca, pistola na mão, ameaça outro com capa à espanhola e botas de cano longo. Atracam-se. A arma dispara. O de casaca cai ferido mortalmente. Há uma testemunha, cigana, que também tem lá suas culpas. Entre os crimes que perpassam este romance policial situado no Rio de Janeiro do século 18, apenas um é de fato relevante; apenas um resume e simboliza o livro. E, contraditoriamente, é o único crime que não acontece. Alberto Mussa opera com perícia a narrativa, conversando com o leitor e palpitando sobre os dilemas dos personagens sem abandonar o posto de narrador, ancorado em pesquisa do vocabulário da época, do contexto, das ruas do Rio, do tráfico de escravos, do contrabando de ouro e da ação inquisitorial, sempre com uma técnica primorosa.  

RESENHA ✍

Romance policial que se passa no Rio de Janeiro do século 18? Sim, por favor. A Biblioteca Elementar é o quinto livro do "Compêndio Mítico do Rio de Janeiro", iniciado com O Trono da Rainha Jinga. Autor premiado e um dos nomes mais proeminentes na nossa literatura atual, Alberto Mussa, escritor carioca, escreveu cinco tramas de mistério que se passam no Rio em cinco séculos diferentes, sendo A Biblioteca Elementar o último deles.

Neste livro somos apresentados ao Largo da Carioca, mais precisamente a Rua do Egito, que tem exatamente 19 casas e poucos habitantes. A quantidade pouca de gente não torna, de forma alguma, a rua menos movimentada. Quando um morador é atingido por uma bala e não resiste ao ferimento, muita podridão vem a tona naquela rua lamacenta.
"Amor, paixão são sentimentos abstratos, muito mais teóricos do que se costuma admitir. Poucos amam, na verdade, livremente; poucos amam além de si mesmos, ou dos limites constrangedores de suas circunstâncias."

Resenha || Menina Boa, Menina Má, de Ali Land

Record, 2018 || 376 páginas || Skoob
Sinopse: Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha. A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera...  

RESENHA ✍

Depois de ser testemunha de vários crimes cometidos pela própria mãe, uma assassina em série, e ter gravadas na pele marcas de agressão e tortura, Annie finalmente consegue denunciá-la para a polícia. Agora, depois de anos sofrendo os piores castigos e ter testemunhado a morte de mais de uma criança na própria casa, Annie, que agora atende pelo nome de Milly, está pronta para seguir em frente.

Milly foi adotada temporariamente por uma nova família; um psicólogo, que acompanha seu caso, sua mulher e sua filha, que odeia Milly desde o primeiro segundo, e que vai infernizá-la até que a intrusa, enfim, deixe sua casa.

Mas Milly viu o pior, foi criada no pior e viveu horrores indescritíveis. Ela é a vítima, certo? Ela precisa de cuidados, de amor e de uma família; ela guarda segredos e não vai deixar ninguém se intrometer nos seus planos.
"A sua voz, para mim, era como morfina. Contaminada, incapaz de proporcionar alívio e conforto, só medo e tentação. Ainda bem que já não ouço você nem a vejo em lugares onde sei que não pode estar..."
Ali Land cria uma personagem que desafia os leitores a duvidar de sua inocência. Ela é uma adolescente, uma garota que viveu toda sua vida esperando a próxima vítima, a próxima criança que seria levada para dentro de sua casa, e que jamais sairia de lá. Ela é também a filha da assassina; carrega seu sangue, seus genes. Ela estava lá, viu tudo, escutou tudo. E não falou toda a verdade.

O tempo todo da leitura (menos de um dia) fiquei confabulando, tentando entender essa personagem escorregadia, que a cada capítulo parecia mais próxima da explosão, mas que me surpreendia com sua frieza. Ali Land fez um retrato inteligente e detalhado de uma personagem com um pé na loucura. Foi uma leitura extremamente envolvente, viciante, e fiquei satisfeita com o que encontrei nesse Thriller psicológico, já tão bem comentado lá fora. Ali Land é um nome para se gravar.

Recomendo!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Resenha || No Ritmo do Amor, de Brittainy C. Cherry

Record, 2018 || 336 páginas || Skoob
Sinopse: A linda e encantadora Jasmine Greene nasceu para brilhar. Cantora nata, ela cresceu sabendo que tinha vindo ao mundo para ser famosa, pois sua mãe — uma artista frustrada que concentrava na filha todas as suas expectativas — não a deixava se esquecer disso um minuto sequer. Ela não tem tempo nem de ir à escola, é educada em casa e sofre com a rotina atribulada. Para Jasmine, o pior de tudo é não poder cantar soul, sua paixão. Mas ela não reclama, porque, na verdade, seu maior sonho é fazer com que a mãe tenha orgulho dela. Elliott Adams é uma alma atormentada. Para ele, cada dia é uma batalha a ser vencida. O rapaz tímido, humilde e franzino sofre bullying na escola por causa de sua aparência e por ser gago. Mas ele é mais forte do que imagina e encontrou em seu saxofone uma válvula de escape. Quando Jasmine finalmente consegue a permissão da mãe para frequentar a escola pela primeira vez na vida, sente que ganhou na loteria. Adora estar cercada de pessoas da sua idade, que vivem os mesmos dilemas e questionamentos... ela só odeia ver o garoto mais encantador que já conheceu na vida sofrer na mão dos valentões e fará tudo o que estiver ao seu alcance para mostrar a Elliott que ele não está sozinho. Aos poucos, esses dois jovens sofredores irão descobrir que têm muito mais em comum do que o amor pela música. Mas será que vão superar as reviravoltas que o destino preparou para eles?  

RESENHA ✍

Jasmine é uma garota extrovertida que encanta a todos com seu jeito doce e gentil; ninguém nunca diria que aquela adolescente guardava dentro de si sentimentos tão confusos e uma tristeza em seus olhos que só uma outra alma sensível como a sua seria capaz de enxergar. Sua vida é tentar agradar a mãe, uma mulher amarga e interesseira que está moldando a única filha para se tornar uma estrela do pop. Para isso, Jasmine participa de aulas intermináveis de balé, canto e dança, tudo para alcançar as expectativas da mãe, que ela nunca, por mais que se esforce e dê tudo de si, consegue agradar. Mas ninguém consegue ver esse lado feio da vida dela. Na escola ela é a garota mais popular e recebe toda atenção, e é lá que ela conhece Elliot.

Elliot é um garoto tímido e muito magro que também recebe toda a atenção na escola, para seu terror absoluto. Eli sofre bullying, agressões diárias que só se tornam mais e mais violentas. Ele está acostumado, afinal acredita que não pode fazer nada sobre isso; ele só não contava com a intervenção de Jasmine, a garota nova.
"Tecnicamente, eu não o vi - eu o senti primeiro, senti sua música tocar a minha pele." 

sábado, 28 de julho de 2018

Resenha || A Sede, de Jo Nesbø | Harry Hole #11

Editora Record, 2018 || 531 páginas || Skoob
Sinopse: Um assassino está a solta. Ele está na sua casa. E tem sede de sangue. Harry Hole está de volta para enfrentar o único assassino que escapou de suas garras. Uma mulher é morta em seu apartamento depois de um encontro marcado pelo Tinder. As marcas no corpo mostram que a polícia está lidando com um assassino peculiar, quase sobrenatural. No pescoço, uma mordida brutal, com alguns fragmentos de tinta e ferro. Em toda a parte, indícios de que o criminoso bebeu o sangue de sua vítima. Logo em seguida outra mulher morre em condições semelhantes. A equipe de investigação, agora liderada por Katrine Bratt, se vê pressionada pela mídia a solucionar esses casos o quanto antes. A repercussão é tamanha que o chefe de polícia, Mikael Bellman, precisa resolver os crimes o mais rápido possível para que sua reputação permaneça inabalada. Sua única saída é chantagear Harry Hole para trazê-lo de volta à Divisão de Homicídios. Ele não parece disposto a ajudar, mas semelhanças com casos passados colocam Harry frente a frente com o único monstro que já escapou de suas caçadas.  

RESENHA ✍

Um assassinato brutal deixa a polícia de Oslo em alerta. Um corpo de uma jovem mulher foi encontrado com a garganta dilacerada por uma mordida fatal, e no ferimento é encontrado fragmentos que levam os peritos a acreditar que o instrumento utilizado foi uma dentadura de ferro. O assassino também bebeu o sangue da vítima, em um curioso caso de vampirismo que, com a descoberta de novos corpos, parece que não vai parar tão cedo.

Uma equipe de investigação liderada por Katrine Bratt toma a frente para desvendar o caso, enquanto a mídia está em sua cola por mais informações. O peculiar modus operandi do criminoso chama a atenção pela brutalidade, e quando mais mulheres são mortas o chefe de polícia Mikael Bellman sabe que precisam resolver aquilo o quanto antes. Para isso, ele precisa convencer uma certa pessoa a ajudá-lo...


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Resenha || Uma Estranha em Casa, de Shari Lapena

Record, 2018 || 266 páginas || Skoob
Sinopse: Karen Krupp acorda no hospital, sem ter a menor ideia de como foi parar nele. Tom, seu marido, diz que a porta estava destrancada quando ele entrou em casa, as luzes acesas, e que a esposa provavelmente saiu às pressas quando estava preparando o jantar, pelo que ele viu na cozinha. Karen perdeu o controle do carro enquanto dirigia a toda a velocidade e bateu de frente num poste. O mais estranho: o acidente aconteceu num dos bairros mais perigosos da cidade. A polícia suspeita de que Karen esteja envolvida em algo obscuro, mas Tom tem certeza de que não. Ele está casado com ela há dois anos, conhece muito bem a mulher. Será mesmo? Vai perguntar tudo a Karen quando chegar ao hospital, depois de dizer que a ama e que está feliz por ela ter sobrevivido, é claro. Mas Tom não obtém resposta nenhuma... porque ela não se lembra de absolutamente nada.  

RESENHA ✍

Uma Estranha em Casa é o segundo livro publicado da escritora canadense Shari Lapena, que ganhou notoriedade em 2016 ao publicar seu primeiro romance, O Casal que Mora ao Lado, lançado aqui pela Editora Record no ano seguinte. O livro fez bastante sucesso e agora a autora está de volta com seu mais novo suspense.

Neste livro conhecemos os Krupp. Tom chega em casa depois do trabalho e tudo o que quer é relaxar ao lado de sua esposa, mas se surpreende ao não encontrá-la em casa. A porta está aberta, a comida está em cima da pia e sua bolsa está no quarto, mas Karen não está ali, nem na casa de conhecidos do casal.

Karen Krupp acorda no hospital depois de um acidente de carro causado por sua conduta indevida no trânsito, e na área mais perigosa da cidade. Ela estava correndo, algo que nunca fez antes, mas não sabe exatamente do quê. Com amnésia causada por um traumatismo craniano, ela não se lembra de nada sobre o que aconteceu naquela noite.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Resenha || Confissões de um Jovem Romancista, de Umberto Eco

Record, 2018 || 162 páginas || Skoob
Sinopse: Umberto Eco publicou seu primeiro romance, O nome da rosa, em 1980, quando tinha quase 50 anos. Nestas Confissões de um jovem romancista, escritas quase trinta anos depois de sua estreia na ficção, o autor rememora sua longa carreira como teórico e os principais trabalhos como romancista, refletindo sobre os processos que utiliza ao escrever ficção. Originalmente, os quatro ensaios do livro foram parte do programa Palestras Richard Ellmann sobre Literatura Moderna, na Universidade Emory, em Atlanta, Estados Unidos. Ao mesmo tempo medievalista, filósofo e estudioso da literatura contemporânea, Umberto Eco se mostra um "jovem romancista" que ainda surpreende ao ensinar sobre a arte da ficção e o poder das palavras.

RESENHA ✍

Esse é um livro de não-ficção do escritor italiano Umberto Eco (1932-2016); um grande filósofo, teórico e bibliófilo, mantedor de uma coleção com mais de 30 mil exemplares, obras raríssimas e de grande valor histórico, intelectual e monetário. No livro A Memória Vegetal (Record, 2010) Eco faz um estudo sobre a importância do livro na evolução das civilizações e o mundo da bibliofilia, no qual ele viveu e contribuiu muitíssimo durante boa parte de sua vida. E agora, mesmo depois de sua morte aos 84 anos, essa sua contribuição no universo literário é e será, sem dúvidas, objeto de estudo de diversas pessoas ao redor do mundo.

Entre as obras mais conhecidas do autor estão O Nome da Rosa, Baudolino e O Pêndulo de Foucault. Eco vendeu dezenas de milhões de exemplares como romancista, mas também compartilhou muito de seu processo de escrita, sua relação com os livros e com a ficção em muitos ensaios e pequenos textos que são referencia em universidades e cursos (já me deparei várias vezes com seu nome no curso de Biblioteconomia) internacionalmente.
"[...] aprendi que um romance não é apenas um fenômeno linguístico. Na poesia, é difícil traduzir as palavras porque o que importa é o seu som, assim como seus significados deliberadamente múltiplos, e é a escolha das palavras que determina o conteúdo. Numa narrativa, temos a situação contrária: o universo que o autor construiu, os acontecimentos que nele ocorrem é que ditam o ritmo, o estilo e até a escolha das palavras. A narrativa é governada pela regra latina, "Rem tene, verba sequentur" - "Prenda-se ao tema e as palavras virão" -, ao passo que na poesia a formulação deve ser mudada para: "Prenda-se às palavras e o tema virá." (p. 15)

terça-feira, 8 de maio de 2018

Resenha || Asiáticos Podres de Ricos, de Kevin Kwan

Editora Record, 2018 || 490 páginas || Skoob
Sinopse: Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.  

RESENHA ✍

Asiáticos Podres de Ricos é o primeiro romance publicado de Kevin Kwan, nascido em Cingapura. O livro anda fazendo bastante barulho desde seu lançamento lá fora, em 2013. Agora os leitores brasileiros finalmente terão a oportunidade de ler também, nesta linda edição publicada pela Editora Record. E aproveitem para ler logo, pois em breve teremos a adaptação nos cinemas :)

Neste livro conhecemos Rachel Chu, uma economista e professora universitária de Nova York cujo namorado, Nicholas Young é o herdeiro bilionário de uma família abastada de Cingapura. Mas ela não sabe disso ainda! Em dois anos de namoro Rachel nunca conheceu a família do namorado, então quando ele a convida para o casamento de seu melhor amigo em Cingapura, ela aceita, meio temerosa, afinal ela poderá conhecer os sogros e saber mais sobre a vida de Nick.

Quando Eleanor Young descobre que o filho está namorando e, pior, levará a tal para conhecer a família, logo começa a maquinar um plano para acabar com aquele romance despropositado. Afinal, seu filho irá herdar um império, ele é um Young, e os Youngs não se misturam com qualquer um. Seu filho só pode ter enlouquecido! E essa tal de Chu... É uma ninguém, uma simples professora de Nova York que certamente quer colocar as mãos no dinheiro do seu amado filho. Não, ela não irá sossegar até ver a garota voltar com o rabo entre as pernas. E ela não é a única a querer o fim desse relacionamento.
"- Não faço a menor ideia de quem essas pessoas são. Mas uma coisa eu posso garantir: essa gente é mais rica do que Deus."

terça-feira, 13 de março de 2018

Resenha || O Príncipe Serpente, de Elizabeth Hoyt | Trilogia dos Príncipes #3

Record, 2017 || 364 páginas || Skoob
Sinopse: O terceiro livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo. Quando o diabo encontra um anjo... Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência. Ele pode levar ao paraíso... O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois. Ou ao inferno. Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor... 

RESENHA ✍

O Príncipe Serpente é o terceiro e último volume da série que conquistou milhares de leitores pelo mundo e chegou ao Brasil em 2017 em edições de tirar o fôlego para a alegria dos fãs de romance de época: a Trilogia dos Príncipes, da autora americana Elizabeth Hoyt.

Neste livros vamos conhecer Lucy Craddock-Hayes e o visconde Simon Iddesleigh, que se conheceram em uma situação, digamos... constrangedora. No meio de um passeio, Lucy tropeça em um homem inconsciente na beira de uma estrada, muito machucado e completamente nu. A jovem toma então para si a tarefa de abrigar o enfermo e cuidar de sua saúde, contrariando seu pai ranzinza, mesmo não sabendo nada sobre sua história.
“Eu me lembrarei da senhorita por todos os dias da minha vida – murmurou ele tão baixo que ela quase não ouviu. – E não sei ao certo se isso é uma benção ou uma maldição. – Ele se ajoelhou, inclinando-se sobre as mãos dela, e Lucy sentiu os lábios quentes roçando na palma da sua mão fria."

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Resenha || Felicidade Para Humanos, de P.Z. Reizin

Record, 2018 || 392 páginas || Skoob
Sinopse: Não conte para ninguém, mas Jen é uma das minhas pessoas favoritas. (Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu.) Jen está triste. Aiden quer que ela seja feliz. Formou? Não necessariamente. É que Jen é uma mulher de trinta e poucos anos cujo namorado acabou de trocá-la por outra e Aiden é um programa de computador muito caro e complexo. Aiden conhece Jen melhor que ninguém. Com acesso a todos os seus dispositivos, Aiden sabe qual é a música mais tocada de sua playlist, consegue achar suas fotos preferidas e selecionar as citações que mais a inspiram nas redes sociais. A partir de observações e de algoritmos singulares, ele resolve procurar um novo parceiro para ela. E com a internet inteira à sua disposição, não precisa ir longe para encontrar o que conclui ser o espécime perfeito e arquitetar um encontro. O problema é que Jen não parece querer contribuir para o plano infalível de Aiden. Será que uma máquina muito inteligente artificialmente conseguirá desvendar a inteligência emocional para poder interferir de um jeito positivo na vida de Jen? E, o que é mais difícil, será que essa máquina vai descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes?  

RESENHA ✍

Felicidade Para Humanos é o livro perfeito para quem deseja uma leitura inteligente e instigante que envolve não só um romance fofo, mas também ficção científica. O livro lembra bastante alguns episódios da série Black Mirror, pois mostra a tecnologia interferindo na vida das pessoas e toda essa interação, cada vez mais forte e frequente, entre homem e máquina.

Em seu primeiro romance, o escritor P.Z. Reizin apresenta dois personagens que tem suas vidas interlaçadas de uma forma um pouco diferente...

Jen é uma mulher bem sucedida que está em uma nova fase em sua carreira como jornalista, agora trabalhando para uma empresa de tecnologia que testa inteligências artificiais. Seu trabalho consiste em manter conversas com Aiden, uma das inteligências, e escrever sobre a experiência. Seu namorado de longa data acabou de deixá-la, assumindo estar apaixonado por outra, e Jen passa seus dias ouvindo Lana del Rey acompanhada de uma taça de vinho, filmes clássicos e muita choradeira. Ela só não imagina que Aiden, seu objeto de trabalho, está observando tudo isso pelas telas de seu celular, computador e demais aparelhos.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Resenha || O Livro dos Títulos, de Pedro Cardoso

Record, 2017 || 192 páginas || Skoob
Sinopse: Genuíno Jesus Cristóvão do Amanhã nunca gostou de ler, mas sempre gostou dos livros. Frequentador assíduo da livraria do seu Velhinho Livreiro, formou imensa biblioteca. Após conhecer e se apaixonar por Constança, editora-chefe de uma ONG sueca ligada à Unesco, resolve escrever – para conquistar o coração da amada – o seu primeiro e único livro: O livro dos títulos . Ator, dramaturgo e roteirista de televisão, Pedro Cardoso – o eterno Agostinho de A grande família – apresenta-nos, neste seu primeiro romance, uma nova faceta de sua genialidade. Explorando de forma original e surpreendente o seu dom para o humor, revela uma visão que é, ao mesmo tempo, crítica do mundo insano em que vivemos, mas também delicada sobre o que nos torna humanos. Nas palavras do autor: “Este livro foi escrito sob o impacto de uma profunda preocupação com o futuro do Brasil; mas não é só disso que ele trata, porque nunca a vida é monotemática. Há nele também perplexidade diante da linguagem, fascínio pelo amor romântico e respeito para com a loucura; vale-se de uma distopia irônica para confirmar a esperança; e aposta na crença de que o humor é um bálsamo para todos os nossos males.”.  

RESENHA ✍

O Livro dos Títulos é o primeiro romance do ator e dramaturgo Pedro Cardoso, mais conhecido por interpretar o personagem Agostinho Carrara no seriado A Grande Família, que ficou no ar por 13 anos, papel que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional como melhor ator.

Neste livro conhecemos Genuíno Jesus, um jovem simples que nunca conseguiu ler um livro (as palavras nunca fixavam em sua mente ou pareciam fazer sentido), mas sempre adorou os livros. Passava horas na livraria admirando centenas de exemplares, e levando alguns para sua própria coleção; pois apesar de não conseguir ler os livros, Genuíno simplesmente não conseguia ficar longe deles. Eram seu maior vício.

E passava horas com um livro na mão, fingindo ler enquanto sua mente já estava bem longe. E foi essa sua mania de andar sempre com um livro na mão que o aproximou de Constança, uma jovem rica que, depois de uma conversa sobre um livro que ele nunca leu, o cativou rápida e profundamente. Mas ela tem sua própria vida, um namorado e um futuro brilhante, bem longe de Genuíno. Mas ele não quer saber, e continua fantasiando sobre sua amada e sobre o futuro deles, colocando todas as suas esperanças nesse romance fictício... E é exatamente isso que ele faz, arrebatado pela possibilidade de conquistar o amor daquela mulher: ele começa a escrever um livro.
"Eu nunca gostei de ler, mas sempre gostei de livros. Quando era jovem, e cria que toda a gente prestava atenção em mim o tempo todo, eu carregava sempre um livro comigo e fingia ler. Eu acreditava que, sendo um grande leitor, ninguém jamais sentiria pena de mim por eu estar constantemente sozinho. O livro me protegia da piedade dos outros."

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resenha || A Casa Inventada, de Lya Luft

Record, 2017 || 112 páginas || Skoob
Sinopse: Lya Luft retoma sua vertente mais literária, com sua prosa poética a compor lindas metáforas e reflexões sobre a vida Valendo-se de um gênero híbrido – mistura de romance, ensaio e autoficção –, Lya Luft traça o roteiro para a casa que se quer inventada, projetando, um a um, os cômodos, elementos e detalhes necessários a esta construção: a porta de espiar, o espelho de Pandora, a sala da família, o quarto das crianças, o porão das aflições, o pátio cotidiano, o jardim dos (a)deuses. A casa é, em um primeiro entendimento, o espaço físico, expressão de seus moradores. Mas também uma metáfora da existência: morada da família e dos afetos, da amizade e dos amores, mas também da dor, das frustações, dos traumas e até da morte, num entendimento de que tudo deve estar, harmoniosamente, ao abrigo desta casa que inventamos. Metade formada de escolhas; a outra metade, milagres.  

RESENHA ✍

Lya Luft é uma escritora e tradutora brasileira. Entre suas obras mais conhecidas estão Perdas e Ganhos, O Tigre na Sombra e O Tempo é um Rio que Corre, todos publicados pela editora Record. Como tradutora, Luft trouxe para o português autores como Virginia Woolf e Thomas Mann, e também livros de não-ficção, recebendo prêmios importantes na área. Mais de vinte obras literárias depois, Lya Luft continua escrevendo e tendo seus livros traduzidos para vários idiomas.

A Casa Inventada é seu livro mais recente, publicado pela Record em 2017. O livro, que se encaixa em vários gêneros, é um pouco romance, um pouco ensaio e carrega algo de autoficção, trazendo uma personagem que lembra e muito a vida da própria autora quando criança.
"Aqui não faço autobiografia, nem falo só em terceira pessoa: lembranças, incertezas, coisas que flutuam como destroços num mar revolvido pelas correntes da ficção. Ora escrevo como eu, ora como uma criatura que me espia nos espelhos, e que aqui chamarei Pandora. Mais tarde direi como ela me chama."

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Resenha || Destroçados, de Karin Slaughter

Record, 2017 || 448 páginas || Skoob
Sinopse: Existem segredos que não podem ser levados para túmulo O corpo de uma jovem é encontrado no fundo do gélido lago Grant, e um bilhete deixado sob uma pedra à sua margem sugere que ela tirou a própria vida. Mas, em questão de minutos, fica claro que aquilo não foi suicídio. Trata-se de um assassinato brutal, cometido a sangue-frio. Sara Linton, ex-médica legista do condado de Grant, hospedada na casa dos pais para passar o feriado de Ação de Graças, vê-se envolvida no caso quando o principal suspeito pede desesperadamente para falar com ela. Porém, quando ela chega à delegacia local, depara-se com uma tenebrosa cena na cela do prisioneiro: ele está morto, e as palavras “Não eu” foram rabiscadas na parede. Algo na confissão dele não faz sentido, então Sara convoca o Georgia Bureau of Investigation. Imediatamente, o agente especial Will Trent interrompe suas férias para se unir à equipe de investigação. No entanto, o que ele encontra é apenas uma muralha de silêncio no condado de Grant, uma comunidade extremamente unida, cujos habitantes possuem elos profundos. E a única pessoa que poderia contar a verdade sobre o que realmente aconteceu está morta.  

RESENHA ✍

Destroçados é o quarto livro da série de mistério Will Trent, da autora americana Karin Slaughter, best-seller em diversos países e elogiada por outros grandes nomes do gênero, como Gillian Flynn e Michael Connelly.

Uma jovem universitária é encontrada morta. A polícia prende o suspeito. O suspeito morre em sua cela e sob a guarda da detetive Lena Adams, em um claro caso de negligência. Sara Linton, viúva do chefe da delegacia e ex-médica do condado, se vê no meio do caso quando chega em Grant pela primeira vez desde sua tragédia pessoal, e essa pode ser sua chance de vingança contra a detetive responsável pela morte de seu marido. Para iniciar investigação, Sara aciona o Georgia Bureau of Investigation.
"Queria viver. Tinha de viver. Abriu a boca para berrar isso até que seus pulmões explodiram. Mas, logo em seguida, a escuridão."

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Resenha || Sonata em Auschwitz, de Luize Valente

Record, 2017 || 378 páginas || Skoob
Sinopse: Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto. A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.  

RESENHA ✍

Nesse livro vamos conhecer Amália, uma jovem portuguesa descendente de alemães que, após ouvir uma ligação misteriosa de seu pai, viaja para a Alemanha e posteriormente ao Brasil em busca de respostas sobre o passado misterioso de sua família, já que esse sempre foi um assunto proibido em sua casa. 

Determinada, persistente e curiosa, ela vai até às últimas consequências e acaba se deparando com uma história de compaixão, sacrifício, amor e morte.

Sonata em Auschwitz, livro escrito por Luize Valente e publicado recentemente pelo Grupo Editorial Record é uma história extremamente forte, emocionante e surpreendente sobre a procura por quem realmente somos.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Resenha || Segredo de Sangue, de Tess Gerritsen

Editora Record, 2017 || 340 páginas || Skoob
Sinopse: Um crime volta para cobrar mais vítimas no novo caso da detetive Jane Rizzoli e da legista Maura Isles. Cassandra Coyle, 26 anos, roteirista e produtora executiva de filmes de terror independentes, encontrada morta na cama de seu quarto com os dois globos oculares arrancados e deixados na palma de sua mão esquerda. Timothy McDougal, 25 anos, contador, encontrado morto na véspera do Natal num píer com três flechas enfiadas em seu peito nu. Dois homicídios completamente distintos com uma única relação: a causa da morte é uma incógnita. Resta à detetive Jane Rizzoli e à legista Maura Isles solucionar o mistério antes que o assassino faça sua próxima vítima.  

RESENHA ✍

Segredo de Sangue é o décimo segundo livro da série Rizzoli & Isles da escritora sino-americana Tess Gerritsen, que já vendeu mais de vinte milhões de exemplares em todo o mundo e foi traduzida para mais de 30 idiomas. Tess se formou em medicina e exerceu a profissão por alguns anos até o nascimento de seus filhos; em 1987, começou a escrever ficção e desistiu da carreira médica para se dedicar totalmente a escrita. Porém a medicina teve um impacto importante em sua vida e está presente em seus thrillers médicos, como Valsa Maldita (Record, 2016), e O Jardim de Ossos (Record, 2009).

Essa série tem como personagens principais a detetive Jane Rizzoli e a legista Maura Isles, que há muitos anos trabalham juntas e possuem uma longa e inabalável amizade. São como família uma para outra. Ambas mulheres fortes, são perito em suas respectivas áreas e conhecidas pelos casos chocantes nos quais atuaram.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Resenha || Diário de Viagem, de Albert Camus

Editora Record, 2017 || 128 páginas || Skoob
Sinopse: De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura Este Diário de viagem de Albert Camus, publicado na França em 1978, traz as impressões anotadas pelo escritor em duas viagens: aos Estados Unidos, em 1946, e à América do Sul (principalmente o Brasil) entre junho e agosto de 1949. Durante sua estada em nosso país, Camus registra observações preciosas sobre vários aspectos da vida brasileira, comentando ainda seus encontros com Aníbal Machado, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Augusto Frederico Schmidt, Oswald de Andrade, Mário Pedrosa e muitos outros. São de leitura obrigatória para o leitor brasileiro os comentários aguçados feitos pelo pensador francês sobre este “país em que as estações se confundem umas com as outras; onde os sangues misturam-se a tal ponto que a alma perdeu seus limites”.

RESENHA ✍

Albert Camus (1913-1960) foi um influente filósofo, jornalista e escritor nascido na Argélia. Entre seus principais trabalhos estão os livros O Estrangeiro (L'Étranger, no original); A Peste (La Peste) e O Mito de Sísifo, ensaio onde Camus introduz sua filosofia do absurdo, presente em boa parte de seus textos.

Diário de Viagem, lançado em 2017 pelo Grupo Editorial Record, traz os cadernos escritos por Albert Camus em viagem para os Estados Unidos, em 1946, e para a América do Sul em 1949. Esses cadernos foram editados e reunidos, reagrupados e editados por seu editor e pela Sra. Camus, através de comparações e exames dos manuscritos do filósofo. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Robopocalipse, de Daniel H. Wilson

Resultado de imagem para robopocalypse livroAutor: Daniel H. Wilson
Título original: Robopocalypse
Editora: Record
Ano: 2017
Páginas: 406
Skoob | Goodreads
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Ela está na sua casa. Ela está no seu carro. Ela está no céu. Ela está no seu bolso. E agora a tecnologia quer acabar com você. Uma inteligência artificial é criada, Archos. Em segundos de análise de dados, ela conclui que a humanidade é descartável. A partir disso, ela toma conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém perceba nenhuma conexão entre os acontecimentos. Então, no que ficou conhecido como a hora H, Archos lança um ataque total contra a raça humana. Por isso, para detê-la, a humanidade deverá fazer algo que jamais foi tentado antes: unir-se por um objetivo em comum.
"A tecnologia que auxilia a humanidade vai se rebelar em massa.
Uma nova guerra está para começar."

Robopocalipse é um livro de ficção científica escrito pelo autor Daniel H. Wilson, doutor em robótica. Quem melhor para falar de robôs que um especialista neles? Robopocalipse, primeiro de uma trilogia, fez e ainda faz um grande sucesso lá fora e teve seus direitos comprados pelo diretor Steven Spielberg. Se preparem pois vem filme por aí :)

2017 está sendo, para mim, o ano de sair da zona de conforto e me arriscar com livros diferentes; a ficção científica foi um gênero que me pegou de jeito esse ano e tive ótimas surpresas com as leituras que fiz, então quando a Record divulgou o lançamento desse livro eu fiquei maluca para ler; assim que consegui o exemplar, iniciei a leitura... Bem, na verdade eu devorei o livro.

As primeiras páginas de Robopocalipse me confundiram um pouco, pois a forma narrativa é diferente, o formato do livro é diferente e, claro, o universo apresentado é novo também. Mas minha confusão não durou muito e logo me vi totalmente imersa na trama.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O Príncipe Leopardo, de Elizabeth Hoyt | Trilogia dos Príncipes #2

Resultado de imagem para livro o principe leopardoAutora: Elizabeth Hoyt
Título original: The Leopard Prince
Série: Trilogia dos Príncipes #2
Editora: Record
Ano: 2017
Páginas: 350
Skoob | Goodreads
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo! A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor.
Resenha do primeiro livro AQUI.

Esse ano está sendo um dos melhores em questão de romance de época; vários livros maravilhosos foram lançados e eu tive a oportunidade de ler algumas das apostas do grupo editorial Record com o gênero. Tive ótimas surpresas e a Trilogia dos Príncipes de Elizabeth Hoyt foi uma delas.

Quando li O Príncipe Corvo, primeiro volume da trilogia, fiquei encantada com a qualidade, principalmente em se tratando da escrita da autora, que é ótima, e o humor muito presente nos diálogos e interações entre os protagonistas. Quando o segundo foi lançado, quis ler também; e é sobre O Príncipe Leopardo que falaremos hoje.

Neste livro conhecemos Georgina Maitland e Harry Pye: ela, uma aristocrata solteira e herdeira de uma grande fortuna; ele, o carrancudo administrador de suas terras. Quando um pequeno acidente faz com que eles passem um tempo a sós, ambos começam a se ver com outros olhos. Georgina vê nele um homem, mesmo sabendo que é errado, já Harry começa a enxergá-la com olhos menos preconceituosos, a admirá-la. Mas nada de bom pode surgir em uma relação íntima entre patroa e criado... Ou será que pode?