Favoritos de 2014 (em construção)

domingo, 14 de janeiro de 2018

Resenha || 1977: Enfield, de Guy Lyon Playfair

Darkside, 2017 || 288 páginas || Skoob
Sinopse: Enfield, subúrbio de Londres. Na fria noite de 31 de agosto de 1977, a vida de uma família simples e comum mudaria para sempre. Pequenas batidas e sons inexplicáveis, móveis caindo sem nenhum motivo aparente, esse parecia um verdadeiro caso de poltergeist. Desde os primeiros dias, os pesquisadores de atividades psíquicas Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair — que viveu muitos anos no Brasil, pesquisou a vida do médium Chico Xavier e tem experiência e conhecimento profundos sobre a popularização do espiritismo e o sincretismo cultural do nosso país — acompanharam o caso e conseguiram documentar mais de seiscentas páginas de transcrição de fitas cassetes e registros em vídeo dos surpreendentes e assustadores eventos, aqui relatados exatamente como aconteceram. Há anos, o caso Enfield é considerado um marco entre os episódios sobrenaturais mais bem documentados, chamando até hoje a atenção da mídia britânica e internacional, de diversos outros pesquisadores e, inclusive, de Ed e Lorraine Warren, além de ter inspirado os filmes Poltergeist e Invocação do Mal 2. Contudo, apenas com 1977 – Enfield é possível conhecer todos os detalhes do início ao fim deste caso que durou três anos — e com um final tão surpreendente quanto os das melhores histórias de terror.  

RESENHA ✍

1977: Enfield conta a experiência da família Harper e alguns envolvidos na intensa atividade paranormal com um poltergeist. O livro, narrado em primeira pessoa pelo pesquisador Guy Lyon Playfair, conta com detalhes a rotina da família Harper e os desdobramentos do que é até hoje o caso mais bem documentado de uma atividade paranormal. Por volta das 21:30 da noite de 31 de agosto de 1977, a família Harper começa a perceber que as batidas que os tem atormentado pelas duas últimas noites não são causadas por nenhum dos moradores da casa
"O que você faria se um de seus móveis de repente deslizasse pelo piso por conta própria, bem diante dos seus olhos? Pense por um instante e seja honesto consigo mesmo. O que você realmente faria?"
Então adoráveis vorazes, o que vocês fariam?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resenha || A Casa Inventada, de Lya Luft

Record, 2017 || 112 páginas || Skoob
Sinopse: Lya Luft retoma sua vertente mais literária, com sua prosa poética a compor lindas metáforas e reflexões sobre a vida Valendo-se de um gênero híbrido – mistura de romance, ensaio e autoficção –, Lya Luft traça o roteiro para a casa que se quer inventada, projetando, um a um, os cômodos, elementos e detalhes necessários a esta construção: a porta de espiar, o espelho de Pandora, a sala da família, o quarto das crianças, o porão das aflições, o pátio cotidiano, o jardim dos (a)deuses. A casa é, em um primeiro entendimento, o espaço físico, expressão de seus moradores. Mas também uma metáfora da existência: morada da família e dos afetos, da amizade e dos amores, mas também da dor, das frustações, dos traumas e até da morte, num entendimento de que tudo deve estar, harmoniosamente, ao abrigo desta casa que inventamos. Metade formada de escolhas; a outra metade, milagres.  

RESENHA ✍

Lya Luft é uma escritora e tradutora brasileira. Entre suas obras mais conhecidas estão Perdas e Ganhos, O Tigre na Sombra e O Tempo é um Rio que Corre, todos publicados pela editora Record. Como tradutora, Luft trouxe para o português autores como Virginia Woolf e Thomas Mann, e também livros de não-ficção, recebendo prêmios importantes na área. Mais de vinte obras literárias depois, Lya Luft continua escrevendo e tendo seus livros traduzidos para vários idiomas.

A Casa Inventada é seu livro mais recente, publicado pela Record em 2017. O livro, que se encaixa em vários gêneros, é um pouco romance, um pouco ensaio e carrega algo de autoficção, trazendo uma personagem que lembra e muito a vida da própria autora quando criança.
"Aqui não faço autobiografia, nem falo só em terceira pessoa: lembranças, incertezas, coisas que flutuam como destroços num mar revolvido pelas correntes da ficção. Ora escrevo como eu, ora como uma criatura que me espia nos espelhos, e que aqui chamarei Pandora. Mais tarde direi como ela me chama."

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Resenha || Destroçados, de Karin Slaughter

Record, 2017 || 448 páginas || Skoob
Sinopse: Existem segredos que não podem ser levados para túmulo O corpo de uma jovem é encontrado no fundo do gélido lago Grant, e um bilhete deixado sob uma pedra à sua margem sugere que ela tirou a própria vida. Mas, em questão de minutos, fica claro que aquilo não foi suicídio. Trata-se de um assassinato brutal, cometido a sangue-frio. Sara Linton, ex-médica legista do condado de Grant, hospedada na casa dos pais para passar o feriado de Ação de Graças, vê-se envolvida no caso quando o principal suspeito pede desesperadamente para falar com ela. Porém, quando ela chega à delegacia local, depara-se com uma tenebrosa cena na cela do prisioneiro: ele está morto, e as palavras “Não eu” foram rabiscadas na parede. Algo na confissão dele não faz sentido, então Sara convoca o Georgia Bureau of Investigation. Imediatamente, o agente especial Will Trent interrompe suas férias para se unir à equipe de investigação. No entanto, o que ele encontra é apenas uma muralha de silêncio no condado de Grant, uma comunidade extremamente unida, cujos habitantes possuem elos profundos. E a única pessoa que poderia contar a verdade sobre o que realmente aconteceu está morta.  

RESENHA ✍

Destroçados é o quarto livro da série de mistério Will Trent, da autora americana Karin Slaughter, best-seller em diversos países e elogiada por outros grandes nomes do gênero, como Gillian Flynn e Michael Connelly.

Uma jovem universitária é encontrada morta. A polícia prende o suspeito. O suspeito morre em sua cela e sob a guarda da detetive Lena Adams, em um claro caso de negligência. Sara Linton, viúva do chefe da delegacia e ex-médica do condado, se vê no meio do caso quando chega em Grant pela primeira vez desde sua tragédia pessoal, e essa pode ser sua chance de vingança contra a detetive responsável pela morte de seu marido. Para iniciar investigação, Sara aciona o Georgia Bureau of Investigation.
"Queria viver. Tinha de viver. Abriu a boca para berrar isso até que seus pulmões explodiram. Mas, logo em seguida, a escuridão."

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Lista | As Melhores Leituras de 2017 || Uma Leitora Voraz


Oláaa, leitores! Feliz ano novo!
Sei que andamos sumidas aqui no blog, mas estavamos precisando de uma semana para descansar e organizar todos os projetos que serão colocados em prática aqui no blog e na nossa conta do instagram (@umaleitoravorazblog).

Como já é tradição aqui no Uma Leitora Voraz mostrar as melhores leituras do ano, não podia faltar esse post! 2017 foi um ano incrível aqui no blog e tive o prazer de fazer leituras incríveis, muitas delas saindo da minha zona de conforto. Tem muuuita coisa legal, então vamos lá!

1 - A Senhora de Wildfell Hall, de Anne Brontë (Ed. Record)


A Senhora de Wildfell Hall é considerado o primeiro romance feminista, com uma protagonista feminina que desafia as convenções sociais do século 19 se separando do marido abusivo e criando sozinha o filho pequeno. A própria autora enfrentou duras criticas, mesmo sendo publicado seu livro sob um pseudônimo masculino, pois do contrário sua obra não seria publicada na época. Só por isso já chamou minha atenção, e sabia que a leitura seria incrível... mas o livro conseguiu me surpreender com uma trama mais intensa do que esperava, com passagens e diálogos que ficaram na minha cabeça por muito tempo depois que fechei o livro. Leitura mais que recomendada!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Resenha || Um Encontro de Sombras, de V.E. Schwab

Record, 2017 || 560 páginas || Skoob
Sinopse: Kell e Lila estão de volta nesta sequência de Um tom mais escuro de magia Quatro meses se passaram desde que a pedra sombria caíra nas mãos de Kell. Quatro meses desde que seu caminho cruzara com o de Delilah Bard. Quatro meses desde que Rhy fora ferido, que os gêmeos Dane foram derrotados e que a pedra fora enviada com o corpo moribundo de Holland, pelo portal, de volta para a Londres Preta. Em diversos aspectos, as coisas quase voltaram ao normal, apesar de Rhy ficar mais tempo sóbrio e de Kell estar sempre assolado pela própria culpa. Inquieto e tendo desistido dos contrabandos, Kell é frequentemente visitado por sonhos sobre acontecimentos mágicos de mau agouro, acordando apenas para pensar em Lila, que desapareceu no píer como sempre desejara fazer. Conforme a Londres Vermelha finaliza as preparações para os Jogos Elementais (uma competição de magia internacional e extravagante com o intuito de entreter e manter saudáveis os laços entre os países vizinhos), certo navio pirata se aproxima, trazendo velhos amigos de volta ao porto da capital. Mas, enquanto a Londres Vermelha está absorta em bajulações e nas emoções dos Jogos, outra Londres está gradualmente voltando à vida, e aqueles que se pensava estarem perdidos para sempre retornaram. Afinal, uma sombra que se esvai no meio da noite reaparece pela manhã, e tudo indica que a Londres Preta se ergueu novamente. Sendo assim, para manter o equilíbrio da magia, outra Londres deve perecer.  

RESENHA ✍

Um Encontro de Sombras é o segundo livro da série Shades of Magic, da escritora americana V.E. Schwab, que também publica como Victoria Schwab seus livros mais juvenis. Shades of Magic teve inicio com Um Tom Mais Escuro de Magia (resenha aqui), um dos melhores livros que li em 2017!

Nessa sequência acompanhamos os personagens quatro meses depois dos acontecimentos que marcaram o fim do primeiro livro, e sobre os quais eu não posso dar muitos detalhes por um bom motivo: spoilers. Então não se preocupem :)

Mas bem, vamos lá! Depois de várias revelações chocantes, traições e reviravoltas, nossos personagens poderiam muito bem estar procurando paz e sossego; mas essas palavras não existem no vocabulário de Kell, nosso Antari, e muito menos no vocabulário de Delilah Bard, nossa ladra que parece mais um imã para o perigo.
"O que quer que eu seja, que seja o suficiente."

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Melhores Quotes | Tartarugas Até Lá Embaixo, de John Green

Livro: Tartarugas Até Lá Embaixo, de John Green || Editora Intrínseca

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

QUOTES


"Não tem outro jeito. Quando as entidades superiores fazem tocar aquele sinal monótono exatamente às 12h37, você pensa: Agora eu decido ir almoçar, mas na verdade é o sinal que decide. A gente acha que é o pintor, mas é a tela." página 9 
"Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu." página 16
"O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo." página 28
"Tanta gente exalta a beleza dos olhos verdes e azuis, mas havia uma profundidade nos olhos castanhos de Davis que simplesmente não existe nas cores mais claras, e o olhar dele me fez sentir como se houvesse alguma coisa que valesse a pena ver também no castanho dos meus olhos." página 102
"Toda perda é única. Não dá para saber como é a dor de outra pessoa, da mesma forma que tocar o corpo de alguém não é o mesmo que viver naquele corpo." página 164

Resenha || Sonata em Auschwitz, de Luize Valente

Record, 2017 || 378 páginas || Skoob
Sinopse: Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto. A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.  

RESENHA ✍

Nesse livro vamos conhecer Amália, uma jovem portuguesa descendente de alemães que, após ouvir uma ligação misteriosa de seu pai, viaja para a Alemanha e posteriormente ao Brasil em busca de respostas sobre o passado misterioso de sua família, já que esse sempre foi um assunto proibido em sua casa. 

Determinada, persistente e curiosa, ela vai até às últimas consequências e acaba se deparando com uma história de compaixão, sacrifício, amor e morte.

Sonata em Auschwitz, livro escrito por Luize Valente e publicado recentemente pelo Grupo Editorial Record é uma história extremamente forte, emocionante e surpreendente sobre a procura por quem realmente somos.