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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Resenha || Filha da Fortuna, de Isabel Allende

Bertrand Brasil, 2018 || 378 páginas || Skoob
Sinopse: Edição com nova capa de um dos maiores clássicos da autora do best-seller A casa dos espíritos. Abandonada ainda bebê no Chile do século XIX, Eliza Sommers foi criada por uma prestigiosa família inglesa em Valparaíso, onde se apaixonou por Joaquín Andieta, um dos empregados do tio adotivo. A descoberta de ouro na Califórnia em 1849 mobiliza metade do país, que não hesita em içar velas e correr atrás da fortuna — inclusive Joaquín, que lhe promete um casamento tão logo volte com os bolsos cheios de ouro. Mas Eliza não está disposta a esperar e parte clandestinamente para a Califórnia em busca de seu amado. Viajando escondida no porão de um veleiro na companhia de homens e mulheres atraídos pela febre do ouro, a jovem conhece Tao Chi'en, um médico chinês que a conduz por uma inesquecível jornada pelos mistérios e contradições da condição humana. Retrato vibrante de uma época marcada pela violência e pela cobiça, Filha da fortuna é um livro sobre a redescoberta do amor, da amizade, da compaixão e da coragem, e é povoado de personagens que ficarão para sempre na memória e no coração dos leitores.  

RESENHA ✍

Filha da Fortuna é um clássico da autora chilena Isabel Allende,  um dos nomes mais reconhecidos e aclamados da literatura em língua espanhola e vencedora de diversos e importantes prêmios, como Hans Christian Andersen em 2012 por sua série As Aventuras da Águia e do Jaguar, também publicada pela Bertrand Brasil. Meu primeiro contato com o trabalho da escritora foi pelo seu romance mais conhecido, A Casa dos Espíritos, que li e resenhei em 2018 (aqui). O estilo da autora é emaranhar suas narrativas a fatos históricos; suas tramas tendem a ser mais descritivas por isso.

Filha da Fortuna foi uma leitura extraordinária. Comecei o livro com poucas expectativas, confesso, mas fui arrebatada e surpreendida pelo que encontrei aqui. Uma trama também repleta de detalhes e fatos históricos sobre o Chile e a Califórnia (como também outros lugares, mas com enfoque nesses dois) de 1843 a 1853.

Aqui encontramos não só uma aventura com personagens intensos, grandes amores e perdas, mas mergulhamos em uma história que, a cada capítulo, cresce e se transforma, apresentando personagens e suas histórias, trágicas e infelizes; sobre romances interrompidos, improváveis e, acima de tudo, transformadores.
"Aquilo que esquecemos é como se não houvesse acontecido, mas muitas eram as suas lembranças, reais ou ilusórias, e assim, para ela, foi como viver duas vezes."

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Resenha || A Terra Longa, de Terry Pratchett e Stephen Baxter

Bertrand Brasil, 2018 || 350 páginas || Skoob
Sinopse: Dois grandes autores de ficção científica se unem para dar início a uma aventura entre mundos paralelos. Tudo começa com a oficial Monica Jansson, que vasculha o que restou da casa de um cientista recluso misteriosamente desaparecido e encontra um Saltador: aparelho que permite viagens por entre infinitas Terras paralelas. Anos depois, conhecemos Joshua Valienté, um saltador natural, que não precisa do aparelho para transitar entre universos. Após viver boa parte da vida como um andarilho solitário, ele é recrutado pela influente Black Corporation para uma viagem de exploração, na qual deve seguir até os confins desses múltiplos mundos, afastando-se cada vez mais da Terra Padrão, e descobrir os segredos e surpresas que a Terra Longa reserva.  

RESENHA ✍

A Terra Longa é o primeiro livro de uma série de ficção científica escrita a quatro mãos por Terry Pratchett e Stephen Baxter. Pratchett é mais conhecido pelos livros da série Discworld e pelo teor cômico de suas narrativas fantásticas. Em 2017 a editora Bertrand trouxe uma nova edição de Belas Maldições, que o autor escreveu junto a Neal Gaiman e que é um dos livros mais aclamados de ambos os escritores (resenha aqui). Stephen Baxter é um escritor de ficção científica hard premiado, graduado em matemática e engenharia, conhecido pela criação de universos alternativos e introduzir muito da matemática, física e história da evolução em seus livros.

Escrito por dois autores incríveis e mundialmente reconhecidos por seus trabalhos de ficção científica e fantasia, A Terra Longa é uma fusão das características mais proeminentes nas obras de ambos. Soma a imaginação, criatividade e imprevisibilidade de Terry Pratchett na construção dos personagens, diálogos e comicidade com o conhecimento de Baxter nos detalhes mais científicos e matemáticos do livro, coisas que também não são estranhas ao primeiro. Eles não decepcionam.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Resenha || Um Amor Perdido, de Alyson Richman

Bertrand Brasil, 2018 || 336 páginas || Skoob
Sinopse: Separados pela guerra, ligados pela memória: uma história envolvente e instigante no rastro da Segunda Guerra Mundial. Na Praga do pré-guerra, Lenka, uma jovem estudante de arte, apaixona-se por Josef, um médico recém-formado. Eles vivem cheios de ideais e de sonhos para o futuro, mas também são judeus e muito ligados à família. Casam-se, mas, pouco tempo depois, como tantas outras famílias, são separados pela guerra. As escolhas impostas pelo destino os afastam, mas deixam marcas permanentes: o caos e as informações truncadas dos tempos de guerra os levam a crer que o outro morre. Na América, Josef torna-se um obstetra bem-sucedido e constrói uma família, apesar de nunca esquecer a mulher que acredita ter morrido. No gueto de Terezín, Lenka sobrevive graças aos seus dotes artísticos e à memória de um marido que julgava nunca voltar a ver. Apesar de todas as provações e dos infortúnios, mantém a chama daquele primeiro amor acesa, guardada em seu coração. Da glamorosa vida em Praga antes da ocupação aos horrores da Europa nazista, Um Amor Perdido explora o poder do primeiro amor, a resiliência do espírito humano e a eterna capacidade de recordar.

RESENHA ✍

Lenka é uma jovem estudante de arte na Praga pré-guerra; quando conhece Josef, o irmão mais velho de sua melhor amiga, Lenka se apaixonada perdidamente pelo rapaz. Recíproco, o amor que eles sentem um pelo outro só aumenta, e enquanto descobrem esse novo e arrebatador sentimento e a si mesmos, a Segunda Guerra Mundial se aproxima.

Com as dificuldades cada vez piores e o ar sufocante de um país prestes a ser invadido, eles se casam e planejam viajar até a América. Mas uma reviravolta inesperada faz com que Josef empreenda a viagem sozinho, deixando Lenka, e esse era seu desejo, para trás com toda sua família.

Na América Josef, não sem dificuldades, continua seus estudos na medicina. Em um campo de concentração, Lenka e sua família sofrem as mais crués humilhações e privações. Um acredita que o outro está morto. Décadas depois, eles se reencontram.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Resenha || O Menino que Falava a Língua dos Cães, de Joanna Gruda

Bertrand Brasil, 2018 || 272 páginas || Skoob
Sinopse: Certas vidas são tão surpreendentes que não poderiam ter sido inventadas. É o caso da vida de Julian Gruda, aliás, Jules Kryda, aliás, Roger Binet. Como é possível que aos 14 anos um menino já tenha tido tantas identidades? Que tenha vivido com tantas famílias diferentes sem ser desmascarado? Que tenha atuado como agente secreto da Resistência? Como pode ter crescido em um orfanato se tem pelo menos duas mães? E, sobretudo, onde aprendeu a falar a língua dos cães, o que causa tanta admiração em seus colegas? Ao contar em forma romanesca a história verídica de seu pai, Joanna Gruda descreve uma infância incomum, que começa em Varsóvia no início da guerra e termina na Paris liberta. Pelos olhos de Jules, desfilam diante de nós os dias mais desoladores do século passado, narrados com veracidade e vivacidade ímpares. É a guerra como se estivéssemos presentes, contada sem o menor sentimentalismo, tornando ainda mais palpável o caráter trágico desses anos sombrios. Mas este relato cativante é antes de qualquer coisa a história de um menino que preserva sua capacidade de se surpreender diante das reviravoltas do destino. Movido por uma inabalável esperança, ele nos dá uma extraordinária lição de sobrevivência  


RESENHA ✍

Neste livro vamos conhecer Julian Gruda, um garoto de 14 anos, filho de Poloneses e comunistas, ativistas na luta contra o autoritarismo de Hitler, e que em meio a Segunda Guerra Mundial tem sua vida revirada, mudando-se de casa em casa e até de identidade inúmeras vezes.

Apesar das reviravoltas de sua vida, de passar necessidades e nunca parar em um local especifico, Julian é um menino experto, inteligente e engajado na causa comunista desde sua infância, chegando até a se tornar espião para o partido.

Eu, como grande curiosa sobre tudo a Segunda Guerra Mundial que sou, logo que tomei conhecimento sobre O Menino Que Falava a Língua dos Cães e vi que poderia solicitá-lo para o Grupo Editorial Record, não poderia deixar de fazê-lo, pois fiquei muito curiosa com sua sinopse e principalmente seu título.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Resenha || A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Bertrand Brasil, 2017 || 448 páginas || Skoob
Sinopse: O maior sucesso de Isabel Allende, agora com novo projeto gráfico. A casa dos espíritos é tanto uma emblemática saga familiar quanto um relato acerca de um período turbulento na história de um país latino-americano indefinido. Isabel Allende constrói um mundo conduzido pelos espíritos e o enche de habitantes expressivos e muito humanos, incluindo Esteban, o patriarca, um homem volátil e orgulhoso, cujo desejo por terra é lendário e que vive assombrado pela paixão tirânica que sente pela esposa que nunca pode ter por completo; Clara, a matriarca, evasiva e misteriosa, que prevê a tragédia familiar e molda o destino da casa e dos Trueba; Blanca, sua filha, de fala suave, mas rebelde, cujo amor chocante pelo filho do capataz de seu pai alimenta o eterno desprezo de Esteban, mesmo quando resulta na neta que ele tanto adora; e Alba, o fruto do amor proibido de Blanca, uma mulher ardente, obstinada e dotada de luminosa beleza. As paixões, lutas e segredos da família Trueba abrangem três gerações e um século de transformações violentas, que culminaram em uma crise que levam o patriarca e sua amada neta para lados opostos das barricadas. Em um pano de fundo de revolução e contrarrevolução, Isabel Allende traz à vida uma família cujos laços privados de amor e ódio são mais complexos e duradouros do que as lealdades políticas que os colocam uns contra os outros.  

RESENHA ✍

Para mim é sempre muito complicado resenhar os clássicos, e no caso de A Casa dos Espíritos, da escritora chilena Isabel Allende, a missão é ainda mais difícil. O livro foi lançado originalmente em 1982 e tem sua trama voltada ao realismo mágico, estilo literário que surgiu durante o período conturbado dos processos ditatoriais na América Latina. O gênero tem como principais características elementos mágicos e sobrenaturais na narrativa que são tomados como normais ou cotidianos pelos personagens, que não geram surpresa em suas aparições, e distorções referentes a tempo e estética. Dois outros grandes autores do movimento são Arturo Uslar Pietri e Gabriel García Marquez.

A Casa dos Espíritos segue as histórias de três gerações de mulheres da família del Valle. Clara é a filha mais nova e tem inexplicáveis poderes; ela pode tocar piano sem tocar suas teclas, como também mover e arremessar objetos pelos cômodos de sua casa. Sua irmã, Rosa, tem lindos cabelos verdes e uma beleza que encanta a todos. Sempre protegida, ela arrebata o coração de um pobre mineiro, Steban Trueba, que pede sua mão em casamento. Mas uma sucessão de desgraças abala a vida dessa família, e a bela Rosa morre subitamente, levando o jovem Trueba quase a loucura.

Abalado, ele resolve seguir sua vida buscando riquezas e títulos, e não muito tempo depois se torna um homem muito rico e dono de uma enorme fazenda, As Três Marias, onde apronta barbaridades com seus funcionário e as mulheres que ali vivem. Querendo uma esposa, ele volta a sua cidade para pedir a mão de Clara, a irmã de sua falecida noiva; mas Clara já sabia que isso iria acontecer, e não se opõe ao pedido. A partir daí, a vida do casal e de todos a sua volta muda drasticamente.
"As vezes Clara acompanhava sua mãe e duas ou três de suas amigas sufragistas em visitas a fabricas, onde subiam em caixotes para arengar às operárias, enquanto, a distância prudente, os capatazes e patrões observavam, zombeteiros e agressivos. Apesar de sua pouca idade e completa ignorância das coisas do mundo, Clara percebia o absurdo da situação e descrevia em seus cadernos o contraste entre sua mãe e suas amigas, com casacos de pele e botas de camurça, falando de opressão, igualdade e direitos a um grupo triste e resignado de trabalhadoras, com toscos aventais de algodão cru e as mãos vermelhas de frieira. Da fabrica, as sufragistas se dirigiam a confeitaria da Praça das Armas para tomar chá com bolinhos e comentar os progressos da campanha, sem que essa distração frívola as afastasse nem um segundo de seus inflamados ideais. Outras vezes sua mãe levava-a às comunidades marginais e aos cortiços, aonde chegavam com o coche carregado de alimentos e roupa que Nívea e as amigas costuravam para os pobres. Também nessas ocasiões, a menina escrevia com assombrosa intuição que as obras de caridade não eram capazes de mitigar essa monumental injustiça."

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Um Farol no Pampa, de Leticia Wierzchowski

Resultado de imagem para livro um farol no pampa capaAutora: Leticia Wierzchowski
Série: A Casa das Sete Mulheres #2
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 462
Skoob | Goodreads
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Um Farol no Pampa é um desdobramento do romance A Casa das Sete Mulheres. Neste livro os espaços se ampliam e perdem seus contornos, já não há a clausura de uma estância sitiada pela guerra, mas há o destino de um jovem de nome Matias. E há o medo diante dos caminhos que pareciam traçados, mas que se desfazem a cada passo na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a ida das personagens femininas de A Casa das Sete Mulheres. E mais uma vez, Manuela, a eterna noiva de Giuseppe Garibaldi, dá a sua voz para nos contar o que foi feito do Rio Grande e da sua gente depois que a Revolução Farroupilha teve seu malfadado final. Uma Farol no Pampa trata do sutil e do épico, do amor e da tragédia, do mistério inescrutável que se esconde por trás de cada instante. E traz de volta para o leitor a companhia de personagens queridas como D. Antônia, D. Ana. Caetana, Mariana e Perpétua.
Esta resenha não possui spoilers!

Não vou falar aqui sobre a trama em si, pois não quero entregar muito mais do que já temos na sinopse, e sim um apanhado sobre a leitura no geral, então fiquem despreocupados pois não terá nenhum spoiler!

Há mais ou menos dois meses eu finalizei a leitura do livro A Casa das Sete Mulheres (resenha aqui), um livro que me surpreendeu positivamente, com uma bela história sobre guerra, amor e morte. Mas aquela história, tão bonita e tão triste, não acabou naquele primeiro volume, se estendendo por mais dois livros. Hoje a resenha é sobre o segundo livro, Um Farol no Pampa, que se passa alguns anos depois dos acontecimentos do primeiro, agora com alguns personagens novos, mas ainda acompanhando a saga dos personagens que a gente conheceu tão bem.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Um Pequeno Favor, de Darcey Bell

Resultado de imagemAutora: Darcey Bell
Título original: A Simple Favor
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 336
Skoob | Goodreads
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Livro apontado como sucessor de Garota exemplar e A garota no trem, “Um pequeno favor” inclui traições e reviravoltas, uma pessoa morta e a questão recorrente: quem está enganando quem? Quando sua melhor amiga, Emily, pede a Stephanie para buscar seu filho Nicky na escola, ela alegremente concorda. Nicky e seu filho, Miles são melhores amigos — exatamente como ela e Emily. Mas Emily não volta. Ela não atende ao telefone ou responde às mensagens. Stephanie sabe que algo está terrivelmente errado. Aterrorizada, ela busca ajuda nos leitores do seu blog. Até que ela e Sean, marido de Emily, recebem notícias chocantes: Emily está morta. O pesadelo de seu desaparecimento finalmente chegou ao fim. Ou será que não?
Stephanie é o modelo de mãe coruja; após ficar viúva ela se dedica exclusivamente ao filho, Miles, e ao seu blog sobre maternidade. É na escola de seu filho que ela conhece Emily, mãe do melhor amigo de Miles, Nicky; desde então, elas se tornaram melhores amigas, uma confiando à outra pequenos segredos.

Emily, com suas roupas de grife, seu emprego fabuloso e rotina agitada, não poderia ser mais diferente da amiga, mas elas se dão bem desde o começo. Quando Emily pede um pequeno favor a sua melhor amiga, dizer "não" não é uma opção. Será que Stephanie poderia pegar Nicky na escola e levá-lo para sua casa, por favor? Como Emily viaja muito a trabalho e já pediu o mesmo favor antes, Stephanie não questiona nem desconfia de nada; a amizade das duas é simples assim.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Perto o Bastante para Tocar, de Colleen Oakley

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Autora: Colleen Oakley
Título original: Close Enough to Touch
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 350
Skoob | Goodreads
*exemplar recebido em parceria com a editora 
Sinopse: Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido - e as pessoas que o habitam.Uma dessas pessoa é Erik Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa de seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos livros. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee...
Neste livro vamos conhecer a história de Jubilee Jenkins, uma jovem que foi abandonada pelo pai e que perdeu a mãe recentemente; Jubilee é alérgica ao contato com outros seres humanos e, por esse motivo, desde que precisou deixar a escola aos dezesseis anos depois de quase ter morrido, ela vive reclusa em casa, não tem amigos e juga que nunca os terá. 

Ate que, com a morte de sua mãe, sua situação financeira acaba se complicando e ela tem que se virar para conseguir sobreviver. Nesse meio tempo ela conhece Eric Keegan, um homem divorciado, pai de uma adolescente que se recusa a ver ou falar com ele desde o divórcio, e pai adotivo de Aja, um garoto problemático que perdeu seus pais vítimas de um acidente aéreo; e a partir desse encontro a vida de Jubilee irá mudar de forma inimaginável.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Todas as Constelações do Amor, de Lydia Netzer

Autora: Lydia Netzer
Título original: Shine, Shine, Shine
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 280
*Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: Um retrato emocionante da família moderna e uma deslumbrante história de amor. Sunny Mann idealizou uma vida em uma pacata cidade na Virgínia. Mas, quando um pequeno acidente de trânsito faz a peruca loira de Sunny sair voando pela janela, seu maior segredo é exposto. Ela não apenas é careca, como também está longe do estereótipo de esposa que tenta ser. À medida que sua fachada é desfeita, descobrimos o verdadeiro mundo dela, uma mulher em busca da vida perfeita e de seu marido. À beira da separação, Maxon, que é astronauta, parte para a lua, encarregado de programar robôs que irão construir a incipiente colônia, mas, assim como o acidente de trânsito deu à Sunny uma nova perspectiva acerca do que realmente importa, um desastre envolvendo o foguete dele ameaça tudo o que ambos construíram, revelando segredos há muito tempo escondidos.
Neste livro vamos conhecer a história de Sunny Mann; ela é casada com Maxon, um astronauta que foi mandado para a Lua com a missão de coloniza-la com robôs que ele mesmo criou, tem um filho pequeno austista a quem todos chamam de Bubber, e está grávida de uma menina. 

Sunny é a esposa perfeita, a mãe perfeita, a vizinha perfeita... Mas por trás dessa perfeição toda, ela guarda um enorme segredo: Sunny nasceu totalmente sem pelos no corpo, e ninguém sabe disso, exceto sua família. 

Em Todas as Constelações do Amor da autora Lydia Netzer, publicação recente da editora Bertrand Brasil, nós vamos acompanhar a trajetória dessa família tentando sobreviver da melhor maneira possível com todas suas diferenças.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Carbono Alterado, de Richard Morgan

Autor: Richard Morgan
Título original: Altered Carbon
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 490
Skoob
*Exemplar cedido em parceria com a editora
Sinopse: Um eletrizante thriller noir de ficção científica em adaptação para série do Netflix No século XXV, a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual para de funcionar. A morte, agora, nada mais é que um contratempo inconveniente, uma falha no programa. Takeshi Kovacs, um ex-militar de elite, após sua última morte, tem sua consciência transportada a Bay City, a antiga São Francisco, e é trazido de volta à vida para solucionar o assassinato de um magnata. Isso só para descobrir que seu contratante é a própria vítima, que voltou à vida em um novo corpo, mas sem as memórias do crime. Mal sabe Kovacs, porém, que essa investigação irá lançá-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado. 
Neste livro vamos acompanhar a história de, Takeshi Kovacs, um ex-Emissário da ONU enviado do mundo de Harlan para investigar o assassinato de Laurence Bancroft, um dos magnatas mais poderosos de Bay City, e quem o contratou foi a própria vítima.

Vindo de um planeta totalmente diferente e sem nunca ter estado na Terra, ele começa suas investigações e a cada descoberta ele percebe que vai ser quase impossível concluir sua missão estando cercado de gente poderosa e ambiciosa que é a alta sociedade do lugar, com seus segredos, mentiras e conspirações. 

Kovacs tem ao seu lado nessa empreitada uma policial, uma Inteligência Artificial e mais alguns aliados conquistados ao longo do caminho, e com a ajuda deles vai até o fim para solucionar o crime e salvar a sua "capa".
"- É pedir um pouco demais que acreditem que alguém entrou aqui, passando por toda essa segurança arrombou o cofre que só pode ser aberto por você e sua esposa e assassinou o senhor sem causar nenhum tumulto. Você é um homem inteligente, deve ter algum motivo para pensar assim."

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Casa das Sete Mulheres, de Leticia Wierzchowski

Resultado de imagemAutora: Leticia Wierzchowski
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017 (20ª edição)
Páginas: 462
Skoob
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.

Em 1835 estourou no Rio Grande a Guerra dos Farrapos, uma revolução de caráter republicano que se estendeu por dez anos. A revolta teve como líder o general Bento Gonçalves da Silva, e ficou sob sua liderança por alguns anos até passar por outros generais e coronéis. Foi nessa guerra e em seus personagens históricos que Leticia Wierzchowski baseou seu romance de maior sucesso, que começa com o general Bento Gonçalves enviando as mulheres de sua família para uma estância afastada de todo o conflito para protegê-las. Enquanto isso, os homens da família estariam lutando pela causa dos latifundiários conta o Império.

Naquela casa afastada de tudo no meio do pampa rio-grandense, as sete mulheres (entre crianças, escravos e peões) esperam por notícias, pelo fim da guerra e pelos seus maridos e filhos, podendo apenas pedir em orações pela sua proteção. A sina dessas mulheres é esperar, e é a espera e o confinamento, além da violência e das mortes que rondam aquela estância, que aos poucos vão transformando-as e moldando seus destinos.

Uma dessas mulheres é a jovem Manuela, que possui grande sensibilidade e uma intuição muito forte, assim como suas tias. Poucos meses antes da guerra estourar ela conseguiu ver o futuro e toda a dor e todo sangue que os aguardavam; mas ela também viu a chegada daquele que seria seu grande e único amor: Giuseppe Garibaldi.
"Por que se lutava e por que se morria? Nunca hei de sabê-lo. E nenhum regime sob o céu me haverá de justificar esta guerra. Talvez por um sonho. Por liberdade. Por ela é que se luta. Como Giuseppe Garibaldi. Ele tem esse sonho e o persegue pela vida, mesmo muito longe deste Rio Grande, em outras terras ainda mais distantes de sua pátria, Giuseppe sempre lutou por seu sonho. E eu sempre sonhei com ele. Mas luto pouco, porque não tenho armas."

domingo, 20 de agosto de 2017

A Montanha, de Lori Lansens

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Autora: Lori Lansens
Titulo Original: The Mountain Story
Ediora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Paginas: 322
*Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: Uma história emocionante de aventura, sacrifício e sobrevivência na natureza implacável de uma montanha lendária Assim que completa 18 anos, Wolf Truly pega o teleférico para o topo da montanha que se ergue sobre a cidade em que vive. Ele planeja tirar a própria vida. Em vez disso, acaba se deparando com três mulheres vagando pelas florestas, estranhas que mudarão o rumo da sua vida. Quando uma série de infortúnios deixa esse grupo preso em meio à natureza selvagem, eles logo percebem que podem contar apenas um com o outro para se defenderem da brutalidade da floresta. Conforme dias sem resgate começam a passar e sua desventura se transforma em pesadelo, essas quatro almas perdidas formam um laço inquebrável, impulsionando-se mais longe do que jamais consideraram possível. A Montanha é uma história de redenção e sacrifício; da realidade brutal da natureza; do amadurecimento a qualquer idade; e das formas singulares como forçamos uns aos outros a sobreviver.

Neste livro vamos conhecer Wilfred Truly, o Wolf, quando criança, ele perdeu a mãe de forma trágica, e aos 13 anos mudou-se com o pai do Michigan para a Califórnia, para morar com sua tia Kriket. Chegando lá, descobre que irá morar na Vila de Lata, uma especie de favela de trailers, num ambiente lotado de gente esquisita e perigosa. E ao contrário do que pensava,Wolf não encontrou uma vida melhor neste local, seu pai, que nunca foi muito próximo, acaba se envolvendo com drogas, álcool e jogo, e numa noite bêbado, acaba atropelando um casal e sendo preso.

Mas nem tudo nessa nova cidade foi ruim, ali Wolf conheceu Byrd, e os dois logo se tornaram grandes amigos. Uma das coisas que os dois mais gostavam de fazer juntos era ir à Montanha. Numa de suas aventuras, junto com duas garotas, seu amigo sofre um acidente gravíssimo, e a partir daí, Wolf se vê sozinho no mundo.
"Frank disse que eu era pequeno demais para me lembrar dela - só tinha 4 anos quando ela faleceu -, mas eu me lembro. Glory Elizabeth Truly. Na minha lembrança favorita, ela esta com um vestido de seda branco com mangas-morcego, um que eu nunca vi em nenhuma fotografia. Está de pé diante do espelho de uma penteadeira, sorrindo para nosso reflexo. Atras de nós há um outro espelho, ode descubro a nossa infinidade. "sempre", eu digo. Minha linda mãe ri e me diz como sou esperto antes de cobrir meu rosto de beijos suaves e me rodopiar entre sus braços. Olho a gente de relance a cada giro. Glory parece um anjo com aquele vestido branco."

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Uma Semana de Inverno, de Maeve Binchy

Autora: Maeve Binchy
Título original: A Week in Winter
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 362
Skoob
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: O último livro da autora best-seller de Coração e alma e À espera de Frankie. Quando Chicky Starr decide restaurar a velha Casa de Pedra, situada no alto de um penhasco na costa oeste da Irlanda, e transformá-la em um hotel, todos pensam que ela enlouqueceu. Mas, com uma reforma para proporcionar à casa lareiras, quartos elegantes e uma aconchegante cozinha, não demora muito para Chicky estar pronta para receber seu improvável primeiro grupo de hóspedes. Winnie e Lillian não se dão bem, mas se veem forçadas a passar férias juntas; John, astro de filmes norte-americanos, pensa que chegou despercebido; o casal de médicos Nicola e Henry, estão fartos das mortes que presenciaram; Anders odeia ter que herdar os negócios do pai, mas possui um talento nato para a música; a Srta. Howe, uma gélida professora aposentada, parece não gostar de nada; os Wall estão desapontados por terem ficado apenas com o segundo lugar em um concurso valendo uma viagem a Paris; e Freda, a bibliotecária, está com medo dos próprios dons psíquicos. Dividir “Uma Semana de Inverno” com personagens tão envolventes e improváveis será puro deleite.

Sabe aquela sensação de quentinho no coração? Essa expressão é muito usada para descrever algo que nos tocou lá no fundo, que nos envolveu como em um abraço; um conforto bem-vindo. E não existe expressão melhor para descrever Uma Semana de Inverno, de Maeve Binchy.

Neste livro conhecemos Chicky Starr, que deixou Stoneybridge, uma pequena cidade montanhosa no oeste da Irlanda onde todos se conhecem e ninguém faz nada realmente escandaloso sem ser julgado até o fim da vida, para morar nos Estados Unidos com Walter, que conheceu enquanto ele visitava a cidade, no verão. Com espírito aventureiro, ele a convenceu a ir embora com ele, para morarem juntos e não serem mais escravos das convenções sociais que ambas as famílias queriam empurrar para eles. O romance durou apenas alguns meses antes que ele fosse em busca de outra aventura, mas desta vez sem Chicky, que fica devastada.

Porém, naquela cidade onde pouco conhece, ela se dedica totalmente ao trabalho, em uma pequena pensão, e junta todo o dinheiro que recebe. Para a família, Chicky inventou uma história, um conto de fadas que só existiu em sua cabeça, para não ser humilhada. Um dia ela volta para Stoneybridge e encontra a velha Srta. Queenie, que lhe dá a ideia de comprar a Casa de Pedra, na qual viveu toda sua vida com as falecidas irmãs, e onde agora vive sozinha em sua velhice. Com o dinheiro que guardou em todos aqueles anos que trabalhou arduamente, Chicky resolve voltar às suas origens e compra o lugar, para então transformá-lo em um caloroso hotel.
“– É que isso simplesmente não é o que eu pensei que faria na vida – confessou ele.         _Também não é o que pensei que faria da minha vida, mas, em algum ponto ao longo do trajeto, temos de pegar o que temos e fazer o que dá.”

sábado, 22 de julho de 2017

Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchett

Resultado de imagem para Belas MaldiçõesAutores: Neil Gaiman e Terry Pratchett
Título original: Good Omens
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 350
Skoob
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando.
Belas Maldições (Good Omens, no original), é um livro escrito por dois autores britânicos de fama internacional, Neil Gaiman (também autor de Deuses Americanos e Coraline) e Terry Pratchett (autor da série de fantasia Discworld). Neil Gaiman é conhecido por seu humor inteligente e tramas imprevisíveis de tão malucas e, junto a Pratchett, também dono de um humor único e muita criatividade, cria nesta obra uma trama intricada e repleta de personagens que parecem ter aversão à palavra "comum". Com isso, não podemos esperar nada menos que uma narrativa tão satírica e espirituosa quanto criativa e imprevisível.

O Armagedom está prestes a se tornar realidade neste sábado. O Anticristo? Um garoto de 11 anos trocado na maternidade cujos "protetores", Aziraphale (anjo, o bom) e Crowley (um demônio boa pinta que veio direto do inferno), perderam de vista, tendo esse tempo todo vigiado o garoto errado. O trabalho deles era simples: ficariam sempre por perto, até o dia do juízo final. Agora ambos estão em uma verdadeira enrascada e o céu e o inferno não estão nada felizes com o trabalho dos dois. São poucos dias até o fim do mundo, e até lá eles terão que encontrar a criança. Acontece que eles podem ter se apegado demais à Terra.

Enquanto isso, uma bruxa decodifica as profecias do livro As Justas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa, e prevê cada acontecimento, os mais bizarros (chuva de peixes) até as mais aceitáveis (um caçador de bruxas ainda na ativa indo à sua procura). Tudo fica ainda mais confuso, e divertido, quando os Quatro Cavaleiros do Apocalipse surgem na trama, e as intensões deles não são nada agradáveis.
“O Inferno não era um grande reservatório de maldade, não mais do que o Céu, na opinião de Crowley, era uma fonte de bondade. Eles eram apenas lados do grande jogo de xadrez cósmico. Onde se encontrava a coisa em si, a verdadeira graça e a verdadeira treva da maldade, era bem no interior da mente humana”.

terça-feira, 20 de junho de 2017

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, de Claire North

Autora: Claire North
Titulo Original: The First Fifteen Lives of Harry August
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 448
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*Exemplar cedido em parceria com a editora
Sinopse: Certas histórias não podem ser contadas em uma única vida. Harry está no leito de morte. Outra vez. Não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que ele morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes. Nada nunca muda... até agora. Ele está perto da décima primeira morte quando uma garotinha de 7 anos se aproxima da cama: “Quase perdi você, doutor August. Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.” Este livro conta a história do que Harry faz em seguida, do que fez antes, e do que faz para tentar salvar um passado inalterável e mudar um futuro inaceitável.
Neste livro vamos conhecer Harry August, fruto de um estupro sofrido por sua mãe que era empregada na casa de uma das famílias mais ricas e importantes de sua região, que acaba morrendo em decorrência do parto realizado no banheiro de uma estação de trem.

Como é filho ilegítimo, já que seu pai já era casado na época, sua família paterna oferece uma pensão para que o casal que ajudou em seu parto o crie para que a sociedade não saiba de seu verdadeiro parentesco; e assim ele vive por muitos anos até que depois de um surto ele é internado em uma clínica psiquiátrica e logo depois acaba se matando.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Rastros de Sangue, de Val McDermid

Autora: Val McDermid
Título original: The Wire in the Blood
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 434
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*Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: Livro que deu origem ao seriado Wire in the Blood. Garotas estão desaparecendo por todo o país, e, aparentemente, não há qualquer ligação entre os desaparecimentos. Cabe à recém-formada equipe de análise do Dr. Tony Hill ir atrás de pistas que estabeleçam padrões ou conexões. Mas, após um subordinado surgir com uma hipótese, um dos membros da equipe aparece morto, e a questão se torna pessoal. Agora, acompanhado de sua colega Carol Jordan, Hill embarca em uma campanha de terror psicológico onde os papéis de caça e caçador podem se confundir com facilidade. Depois de tantos anos investigando as mentes de homicidas insanos, a dupla está prestes a descobrir que homens sãos também matam.

Rastros de Sangue é o segundo volume da série Tony Hill & Carol Jordan, da premiada autora escocesa Val MacDermid, aclamada mundialmente por seus livros policiais e suspenses.

Tony Hill é um psicólogo criminal que em seu último caso acabou nas mãos do serial killer que perseguia, o que quase tirou sua vida e deixou sequelas físicas e psicológicas, mas que o ensinou uma lição importante, que serviu de incentivo para criar a Força-Tarefa Nacional de Criação de Perfis Criminais.

Para isso ele precisa de uma equipe, e conseguiu alunos muito inteligentes, mas um pouco rebeldes e diferentes um dos outros, o que causa muito conflito de opinião. O Dr. Hill sabe que terá grandes problemas pela frente, mas está confiante de que conseguirá colocar a Força-Tarefa para trabalhar efetivamente em pouco tempo. O primeiro exercício que aplica à turma é sobre um caso de 7 garotas de 14 e 15 anos que desapareceram sem deixar rastros, apenas com uma muda de suas melhores roupas.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Segredo de Heap House, de Edward Carey

Autor: Edward Carey
Título original: Heap House
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 384
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*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Clod é um Iremonger. Ele vive nos Cúmulos, um vasto mar de itens perdidos e descartados coletados em Londres. No centro dos Cúmulos está Heap House, um quebra-cabeça de casas, castelos, cômodos e mistérios recuperados da cidade e transformados em um labirinto vivo de escadas e criaturas rastejantes. Uma tempestade está se formando sobre Heap House. Os Iremonger estão inquietos, e os objetos falantes estão gritando cada vez mais alto. Os segredos que mantêm a casa em pé começam a vir à tona para revelar uma verdade sombria capaz de destruir o mundo de Clod. Tudo, porém, começa a mudar quando ele encontra Lucy Pennant, uma órfã rebelde recém-chegada da cidade.
Neste livro de pegada sombria conhecemos os integrantes da família Iremonger, a família mais respeitada (pelo menos entre eles) e mais rica de toda a Londres, que vive em uma grande casa feita de pedaços de outras construções. Um verdadeiro castelo mal-ajambrado no meio de um mar de entulho, uma imensidão de lixo. Eles não se misturam com as outras pessoas, e casam entre eles. É uma grande família; enorme, na verdade, e os de linhagem mais distante são serviçais na casa.

Conhecemos a história dessa família pelo ponto de vista em primeira pessoa de Clod Iremonger, O Menino Adoentado, que nunca teve tranquilidade na vida, pois ele consegue ouvir os objetos. Todos os integrantes da família recebem um objeto pessoal, um objeto de nascença, e ficam com eles até o fim da vida, é regra. O de Clod é um tampão universal, que cabe na maioria dos ralos de pia, e se apresenta como James Henry Hayward. Pois é isso que Clod ouve, o nome dos objetos.
"Aqueles apêndices de carne nas laterais da minha cabeça faziam coisas demais; aqueles dois buracos pelos quais os sons entravam viviam assoberbados. Eu escutava coisas quando não devia."
Seus familiares acham que ele é maluco, e que não vai durar muito; e, por ser tão diferente, ele é motivo de piadas e alvo da ira de seus tios e primos.


sábado, 20 de maio de 2017

Amizade É Também Amor, de Fabrício Carpinejar

Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 288
*Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar não fala de amor, mas de amizade. São 122 textos ao longo de mais de 200 páginas que combinam reflexões de companheirismo e humor do cotidiano com lembranças da infância e um ou outro conselho sobre convivência. “Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Amigo é destino, amigo é vocação”, escreve.



Fabrício Carpi Nejar, mais conhecido como Fabrício Carpinejar, é um poeta, cronista e jornalista porto alegrense, filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar, é casado com a advogada mineira Beatriz Reys e tem dois filhos de seu primeiro casamento.

Desde maio de 2011 ele escreve em uma coluna do jornal Zero Hora de Porto Alegre (RS), desde 6 de março de 2012, apresenta o programa A Máquina, na TV Gazeta e atualmente mantém o blog Consultório Poético no portal Globo.com, além de ser consultor do programa Encontro Com Fátima Bernardes, na Rede Globo.


Amizade É Também Amor, seu mais recente livro de crônicas lançado pelo Grupo Editorial Record pela Bertrand Brasil, reúne vários textos sobre relacionamentos, seja ele amizade entre pais e filhos, marido e mulher, namorados, vizinhos ou até conosco mesmos e nossos sentimentos.

domingo, 30 de abril de 2017

Charlotte, de David Foenkinos

Autor: David Foenkinos
Título original: Charlotte
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 240
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*Exemplar cedido em parceria com a editora.
Sinopse: A vida da pintora Charlotte Salomon, morta em Auschwitz Uma tragédia familiar pouco antes da Segunda Guerra Mundial marca a vida da pequena Charlotte, que já dava indícios da realizada artista que viria a se tornar. Obcecada pela arte e pela vida, a jovem, progressivamente excluída de todas as esferas sociais alemãs com a ascensão do nazismo, teve que abandonar tudo para se refugiar na França. Exilada, ela inicia uma obra pictural autobiográfica de uma modernidade fascinante. David Foenkinos coloca em suas próprias palavras um tributo original, apaixonado e vivo a Charlotte Salomon. Esse romance assombroso e redentor, pautado na vida da trágica figura real que lhe serve de protagonista, é o relato de uma busca. Da busca de um escritor obcecado por uma artista.
Às vezes sou fisgada pelos livros mesmo sem saber do que se trata, mas algo acontece eu sinto que preciso lê-lo. Então, começo a minha pesquisa; autor, a história do livro, sua avaliação. Se o livro é inspirado em fatos, a pesquisa é ainda mais aprofundada. Quando lemos um romance baseado ou levemente baseado na vida de uma figura histórica ou mesmo de um acontecimento, é necessário saber o que está sendo romanceado, o que é real e o que é pura imaginação do autor. Vida, ou teatro?

Eu não fazia ideia de quem era Charlotte Salomon até me deparar com a capa desse livro, que me chamou atenção imediatamente. Esse autorretrato me causou um misto de empatia e curiosidade. Eu queria saber quem era ela, o que ela fez e quando fez. E não é exatamente assim quando nos deparamos com uma obra de arte? Aquelas que nos fazem sentir tudo à flor da pele, que nos arrebatam? Não demora até que nosso encantamento pelo objeto se transforme em curiosidade; quem o pintou/criou/fotografou? Em que momento da vida? Onde? Por quê?


Foi o que aconteceu comigo ao ver pela primeira vez esse livro e consequentemente o autorretrato de Charlotte, e foi também o que aconteceu com David Foenkinos, autor deste romance, ao ver pela primeira vez uma exposição com as obras da artista.
"É assim que nos tornamos artistas? Acostumando-nos à loucura dos outros?"
Charlotte veio de uma família judia bem relacionada de Berlim. Seu pai, sempre um pouco distante, era um talentoso médico cirurgião e sua mãe adorava o piano. Charlotte cresceu entre o distanciamento do pai e a tristeza da mãe, que sofreu muito com o suicídio da irmã e tinha crises de depressão cada vez mais frequentes, o a que levou ao próprio suicídio, quando nossa artista tinha nove anos. Charlotte só veio ter consciência deste fato muitos anos depois.


A tragédia marcou a vida da garota, e muito antes de ela nascer. Na família por parte de mãe, boa parte das mulheres se suicidaram, o que vinha a se repetir depois com sua avó, que não aguentou a morte das duas filhas, se sentindo culpada por tudo. A mente da pobre criança? Um verdadeiro caos. Em seus acessos de melancolia ela não sabia, mas assustava sua família e fazia surgir uma pergunta: quando?

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Então a segunda guerra explode e o holocausto mata milhões de inocentes. Assim Charlotte, refugiada na França, começa aquela que seria a obra de uma vida: Leben? oder Theater? (Vida? Ou teatro?), série composta por 769 pinturas com extensas legendas, nas quais trabalhou intensamente até o fim de sua curta vida, em Auschwitz, no ano de 1943, com 26 anos e grávida. Sua obra retrata os horrores que viveu com sua família, seus amores, seus demônios... ela retratava, em traços mais grossos e apressados, sua solidão, mágoa e sua revolta.

Quando entregou sua obra para aquele que seria o guardião da mesma, ela disse as seguintes palavras: Mantenha isso em segurança. É toda a minha vida." É nesse material que Foenkinos baseia seu romance, além da extensa pesquisa que fez, seguindo os passos de Charlotte.


Eu gostei muito da leitura; é um livro sensível e muito triste pois, antes mesmo de iniciar, sabemos o que acontece a heroína. Mas de qualquer forma é um livro que toca profundamente quem o lê com o retrato que pinta da segunda guerra.

Concluí a leitura com ainda mais curiosidade, mas também admirando ainda mais Charlotte Salomon, sua vida e sua obra, que até agora não saiu de minha cabeça. Vemos aqui a vida e a arte em toda sua força, estando o leitor preparado ou não para receber seu impacto.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Resenha Dupla | A Guardiã de Histórias, de Victoria Schwab

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Autora: Victoria Schwab
Título original: The Archived #1
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2016
Páginas: 322
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Sinopse: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

Neste livro somos apresentados a um mundo onde os mortos, como os livros, são guardados em bibliotecas. Não seus corpos verdadeiros, mas uma versão deles que comporta suas Histórias, suas vidas inteiras. Algumas Histórias acordam e ficam nos Estreitos, corredores cheios de portas que apenas um Guardião pode abrir e despachar os desgarrados antes que se tornem fortes o suficiente para escapar para o exterior, o mundo "real".

Mackenzie Bishop é uma guardiã. Seu trabalho começou quando ela tinha apenas 12 anos, incansavelmente treinada por seu avô, que a indicou para o cargo quando sua saúde começou a se deteriorar. Uma menina de 12 anos como Guardiã é um fato inédito, mas Mac pode contar com a ajuda do Bibliotecário Roland.

Os Bibliotecários cuidam do Arquivo, onde essas Histórias repousam. Eles são os únicos que podem lê-las, e também alterá-las.