
Bertrand Brasil, 2018 || 378 páginas || Skoob
Sinopse: Edição com nova capa de um dos maiores clássicos da autora do best-seller A casa dos espíritos.
Abandonada ainda bebê no Chile do século XIX, Eliza Sommers foi criada por uma prestigiosa família inglesa em Valparaíso, onde se apaixonou por Joaquín Andieta, um dos empregados do tio adotivo. A descoberta de ouro na Califórnia em 1849 mobiliza metade do país, que não hesita em içar velas e correr atrás da fortuna — inclusive Joaquín, que lhe promete um casamento tão logo volte com os bolsos cheios de ouro.
Mas Eliza não está disposta a esperar e parte clandestinamente para a Califórnia em busca de seu amado. Viajando escondida no porão de um veleiro na companhia de homens e mulheres atraídos pela febre do ouro, a jovem conhece Tao Chi'en, um médico chinês que a conduz por uma inesquecível jornada pelos mistérios e contradições da condição humana.
Retrato vibrante de uma época marcada pela violência e pela cobiça, Filha da fortuna é um livro sobre a redescoberta do amor, da amizade, da compaixão e da coragem, e é povoado de personagens que ficarão para sempre na memória e no coração dos leitores.
RESENHA ✍
Filha da Fortuna é um clássico da autora chilena Isabel Allende, um dos nomes mais reconhecidos e aclamados da literatura em língua espanhola e vencedora de diversos e importantes prêmios, como Hans Christian Andersen em 2012 por sua série As Aventuras da Águia e do Jaguar, também publicada pela Bertrand Brasil. Meu primeiro contato com o trabalho da escritora foi pelo seu romance mais conhecido, A Casa dos Espíritos, que li e resenhei em 2018 (aqui). O estilo da autora é emaranhar suas narrativas a fatos históricos; suas tramas tendem a ser mais descritivas por isso.
Filha da Fortuna foi uma leitura extraordinária. Comecei o livro com poucas expectativas, confesso, mas fui arrebatada e surpreendida pelo que encontrei aqui. Uma trama também repleta de detalhes e fatos históricos sobre o Chile e a Califórnia (como também outros lugares, mas com enfoque nesses dois) de 1843 a 1853.
Aqui encontramos não só uma aventura com personagens intensos, grandes amores e perdas, mas mergulhamos em uma história que, a cada capítulo, cresce e se transforma, apresentando personagens e suas histórias, trágicas e infelizes; sobre romances interrompidos, improváveis e, acima de tudo, transformadores.
"Aquilo que esquecemos é como se não houvesse acontecido, mas muitas eram as suas lembranças, reais ou ilusórias, e assim, para ela, foi como viver duas vezes."



























