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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Resenha || A Guardiã dos Vazios, de Victoria Schwab

Bertrand Brasil, 2018 || 322 páginas || Skoob | Resenha do primeiro volume
Sinopse: Um mundo rico e criativo, repleto de segredos e escolhas difíceis, em que amor e perda parecem ser duas faces da mesma moeda. O segundo livro da série A Guardiã de Histórias Mackenzie Bishop é uma das Guardiãs do Arquivo, um domínio secreto onde descansam as Histórias dos mortos ― registros de sua vida armazenados em corpos. Se uma História desperta, ela pode enlouquecer e tentar fugir ― e cabe a Mac garantir que cada uma seja devolvida à sua prateleira. No entanto, Mackenzie não se sente mais tão apta para o trabalho. Os acontecimentos do verão passado a assombram, e, quando os pesadelos que a perseguem começam a se insinuar mesmo durante o dia, ela sabe que algo está errado. Estaria lentamente perdendo a sanidade ou será que algo ainda mais sinistro a está perseguindo? Enquanto isso, pessoas começam a desaparecer sem deixar vestígios, e, quando Mackenzie acaba tornando-se a principal suspeita, ela se vê na obrigação de descobrir o verdadeiro culpado. Caso contrário, ela corre o risco de perder tudo ― seu papel de Guardiã, suas memórias… e até sua vida..

RESENHA ✍

A Guardiã dos Vazios é a sequencia do livro A Guardiã de Histórias, série juvenil sobrenatural escrita pela autora premiada Victoria Schwab. Li o primeiro livro em 2016, ano em que foi lançado por aqui, e como gostei muito da leitura aguardei ansiosa pela continuação, que só chegou aqui esse ano (2018). Assim que ele chegou por aqui fui correndo reler o primeiro para refrescar minha memória, e logo segui para o segundo, empolgada para continuar acompanhando os personagens e a trama que tanto me cativaram.

Depois dos eventos do primeiro livro, acompanhamos nossa protagonista Mackenzie Bishop fazendo o possível para continuar depois dos traumas que a abalaram profundamente, física e psicologicamente, colocando a adolescente no meio de uma batalha mortal entre Histórias desgarradas e Guardiões.

Não posso entrar em muitos detalhes sobre a trama, uma vez que acabaria dando algum spoiler sobre os livros, o que não é legal. Uma das coisas que me incomodaram na primeira leitura de A Guardiã de Histórias foi a personagem principal, ou melhor, seu desenvolvimento lento na narrativa. Na releitura eu não tive tantos problemas, inclusive gostei ainda mais do livro, o que me surpreendeu. Nessa sequência, encontramos a personagem passando por diversos problemas, entre eles a incapacidade de dormir sem ser perseguida por pesadelos cada vez piores, e mais reais que nunca. Ou não seriam pesadelos? Talvez os fantasmas que a perseguiram tanto não estejam tão bem enterrados, como imaginava. Eles continuam perseguindo-a, estudando seus passos, acompanhando cada decisão, cada escolha... Até onde ela pode ir com isso? Sua vida está de cabeça para baixo, e para piorar o verão acabou, o que significa voltar a escola... voltar a fingir ser normal, quando tudo o que ela quer é sumir.


Aqui também temos um pouco mais de um personagem extremamente cativante: Wesley. Ele também foi um personagem que amadureceu muito no decorrer da trama e me surpreendeu bastante. A dinâmica entre os dois foi um dos pontos altos do livro, e confesso que shipei muito.

Esse livro tem uma atmosfera mais sombria, gótica, enquanto acompanhamos Mack em suas tentativas de parecer uma adolescente normal quando na verdade é uma Guardiã e precisa diariamente deter Histórias que acordam de suas estantes e vagam pelos estreitos. Para explicar melhor essa parte, vou deixar um trecho da minha resenha anterior:
Neste livro somos apresentados a um mundo onde os mortos, como os livros, são guardados em bibliotecas. Não seus corpos verdadeiros, mas uma versão deles que comporta suas Histórias, suas vidas inteiras. Algumas Histórias acordam e ficam nos Estreitos, corredores cheios de portas que apenas um Guardião pode abrir e despachar os desgarrados antes que se tornem fortes o suficiente para escapar para o exterior, o mundo "real".
Essa continuação tem um ritmo mais lento até chegar aos últimos capítulos, que li de um fôlego só. Dizem que haverá ainda um terceiro livro, e estou torcendo para que a autora realmente estenda essa história mais um pouquinho, pois ficaram algumas questões em aberto. No mais, é uma sequência importante e muito válida se você leu e gostou do primeiro. Recomendo!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Um Tom Mais Escuro de Magia, de V. E. Schwab

Autora: V. E. Schwab
Título original: A Darker Shade of Magic
Editora: Record
Ano: 2016
Páginas: 420
Skoob
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

Kell é um Viajante; um mago com a habilidade rara de viajar entre as Londres paralelas. Nascido na Londres Vermelha e adotado pela realeza, ele foi criado desde os seus cinco anos ao lado do príncipe Rhy Maresh, e é seu fiel protetor. Mas apesar de Kell ser tratado como parte da família, ele tem um papel muito importante e perigoso ali, pois cabe a ele a tarefa de realizar a entrega da correspondência entre os líderes dessas Londres.

Com o fim da Londres Preta há muitos anos atrás, houve uma separação irreversível entre esses mundos, cujas paredes invisíveis apenas os Viajantes conseguem atravessar. A magia desses mundos também se comprometeu, e agora é algo raro na Londres Cinza. Na Londres Vermelha, ainda há muita magia, mas ela não controla o reino nem seus habitantes. Na Londres Branca, a mais perigosa, as pessoas se matam por um pingo que seja de vitalidade, de sangue e magia.
"A magia em si pode transitar. Mas o problema da magia - acrescentou Kell - é que ela se apodera tanto dos obstinados quanto dos fracos de espírito, e um desses mundos não foi capaz de se controlar. As pessoas se alimentaram da magia, e a magia se alimentou delas até devorar seus corpos, suas mentes e então suas almas."

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Resenha Dupla | A Guardiã de Histórias, de Victoria Schwab

Resultado de imagem para livro a guardiã de histórias
Autora: Victoria Schwab
Título original: The Archived #1
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2016
Páginas: 322
Skoob
Sinopse: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

Neste livro somos apresentados a um mundo onde os mortos, como os livros, são guardados em bibliotecas. Não seus corpos verdadeiros, mas uma versão deles que comporta suas Histórias, suas vidas inteiras. Algumas Histórias acordam e ficam nos Estreitos, corredores cheios de portas que apenas um Guardião pode abrir e despachar os desgarrados antes que se tornem fortes o suficiente para escapar para o exterior, o mundo "real".

Mackenzie Bishop é uma guardiã. Seu trabalho começou quando ela tinha apenas 12 anos, incansavelmente treinada por seu avô, que a indicou para o cargo quando sua saúde começou a se deteriorar. Uma menina de 12 anos como Guardiã é um fato inédito, mas Mac pode contar com a ajuda do Bibliotecário Roland.

Os Bibliotecários cuidam do Arquivo, onde essas Histórias repousam. Eles são os únicos que podem lê-las, e também alterá-las.