Favoritos de 2014 (em construção)

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Resenha || Brava Serena, de Eduardo Krause

Dublinense, 2018 || 320 páginas || Skoob
Sinopse: Após ter sido obrigado a se aposentar pela empresa onde trabalhou a vida inteira, Roberto Bevilacqua decide deixar o Brasil e se mudar para a Itália. Assim, planeja viver seus últimos anos em Roma, acompanhado apenas de remédios e lembranças. Ele só não conta com um milagre televisivo e com uma amizade que, entre um vinho e outro, vai redefinir o seu modo de encarar a vida, o tempo e o amor.  

RESENHA ✍

Brava Serena é o segundo romance publicado do escritor brasileiro Eduardo Krause, que teve sua estréia com Pasta Senza Vino (Terceiro Selo, 2014).

Em Brava Serena vamos acompanhar o personagem Roberto Bevilacqua, um homem que passa dos setenta anos e é obrigado a se aposentar da empresa que trabalhou durante grande parte da sua vida. Viúvo e separado de sua única filha, ele resolve empreender uma viagem para a Itália, país que tanto ama e no qual fez boas memórias ao lado de sua esposa; agora, sozinho e com problemas de saúde, tomando suas medicações e em uma dieta rigorosa, ele embarca nessa que será a aventura mais imprevisível de sua história. Ele só não sabe disso ainda.
"A verdade é que já estava mais do que na hora de voltarmos à Itália, não é mesmo? De olhos fechados, parado em meio ao vão de saída da estação Termini, sei que tu concordas. Então, inspiro profundamente, alheio às pessoas que vão e vêm. Com alívio, constato que Roma continua a mesma, pelo menos a sua atmosfera. Se me perguntassem por que me apaixonei por esta cidade, diria que é por causa desse ar. O hálito de Saturno, deus romano do tempo. Apesar de mentirosa, seria uma linda resposta. Pela que ninguém pergunte essas coisas."

Resenha || Os Imortalistas, de Chloe Benjamin

HarperCollins Brasil, 2018 || 320 páginas || Skoob
Sinopse: É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.  

RESENHA ✍

Os Imortalistas é o segundo romance publicado da autora Chloe Benjamin e desde o seu lançamento em 2018 está fazendo grande sucesso entre os leitores. A HarperCollins Brasil trouxe o livro ao país em uma edição incrível, capa dura e com um lindo projeto gráfico, apresentando na capa original a ilustração de uma Árvore da Vida, o método cabalista de explicar a criação do universo ou também hierarquizar o processo evolutivo do homem. E é sobre evolução que a autora vai falar ao abordar quatro irmãos.

Os Gold são crianças inteligentes que, no verão de 1969 em Nova York, aproveitam as férias da maneira que podem. Quando corre a notícia de que uma vidente está na cidade, eles juntam toda a mesada e vão juntos saber sua sorte, ou melhor: descobrir qual será o dia de sua morte. Na sala bagunçada da misteriosa mulher, eles já não têm ideia se querem mesmo aquela brincadeira, mas cada um sai de lá com sua própria data e, em suas mentes, o medo de que ela pode estar certa.

O livro é dividido em quatro partes, e em cada uma delas acompanhamos a vida dessa família.  Cada irmão tem uma personalidade, sonhos e esperanças, e cada um deles reage a sua maneira àquela tarde em que cada um saiu do apartamento da cartomante com uma data na cabeça. Como você reagiria ao saber a data exata da sua própria morte?
"Alguns mágicos dizem que a mágica despedaça nossa visão de mundo. Mas eu acho que a mágica é o que mantém o mundo inteiro. É matéria escura; é a cola da realidade, a argamassa que preenche os buracos entre tudo que sabemos ser verdade. E é preciso mágica para revelar quão inadequada a realidade é."

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Resenha || Garota-Ranho #1: Green Hair Don't Care, de Bryan Lee O'Malley +

Quadrinhos na Cia, 2018 || 136 páginas || Skoob
Sinopse: Do mesmo criador do fenômeno Scott Pilgrim, Garotaranho é uma das séries mais ousadas, engraçadas e espertas dos quadrinhos atuais. Lottie Person é uma blogueira de moda que vive uma vida absolutamente incrível — ou pelo menos é o que ela quer que você acredite. A verdade é que sua alergia está fora de controle, seu nariz não para de escorrer, o namorado a trocou por uma garota mais nova e é possível que ele tenha cometido um homicídio. Este é o primeiro volume do sensacional Garotaranho, de Bryan Lee O'Malley, criador de Scott Pilgrim, e da desenhista Leslie Hung.  

RESENHA ✍

Lottie Person é uma influente blogueira de moda que exibe uma vida perfeita nas redes sociais, mas que na realidade está bem longe da imagem que vende aos fãs. Com uma alergia implacável, ela está sempre fungando e com o nariz vazando; sem contar que o namorado de longa data, Sunny, lhe deu um belo pé na bunda, e pior! já está se exibindo com outra. Como se não bastasse, a nova namorada de Sunny é uma ex estagiária de Lottie, uma verdadeira Stalker.

Tem como piorar? Nossa blogueira ranhenta vai descobrir que sim, e muito. Depois de começar a tomar um novo medicamento para sua alergia e sair para a balada com a amiga nova, uma coisa muito estranha acontece. De uma hora para outra ela se vê no meio de uma cena de crime; um crime que ela mesma pode ter cometido.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Resenha || Um Vento à Porta, de Madeleine L'Engle | Uma Dobra no Tempo #2

HarperCollins Brasil, 2018 || 224 páginas || Skoob
Sinopse: Charles Wallace está em perigo. E o mundo todo também. Quando a família Murry pensava que os problemas haviam terminado, um novo desafio surge. Charles Wallace agora tem seis anos de idade e na escola o menino se tornou um problema. Sofrendo bullying constante, Meg acha que o novo diretor da escola deveria ser responsável pelo menino, mas Charles Wallace fica terrivelmente doente antes que ela possa ajudá-lo. Mas há algo estranho acontecendo. Charles Wallace diz a Meg que há dragões no quintal de casa e ela descobre que os dragões na verdade são Proginoskes, querubins feitos de asas, vento e chamas. E mais uma vez este é só o começo de uma nova aventura, onde Meg e seu amigo Calvin precisam correr contra o tempo para salvar seu irmãozinho. E, para fazer isso, eles devem partir em uma viagem para dentro do corpo do menino e lutar para restaurar a brilhante harmonia do universo. Junte-se a Meg, Calvin e Charles Wallace nesta nova aventura repleta de seres incomuns, mundos novos e muitos heróis que precisam ultrapassar seus medos para salvar o mundo!  

RESENHA ✍

Este é o segundo volume da série de ficção científica jovem adulta Uma Dobra no Tempo, publicado pela primeira vez na década de 1970, quando o gênero não era tão popular e os autores homens dominavam as publicações.

Depois de todas as emoções no primeiro volume, Um Vento à Porta apresenta mais uma aventura impossível protagonizada pela família Murry. Charles Wallace tem 6 anos e é um garoto pequeno e franzino para sua idade, e possui um QI altíssimo, mesmo que para os vizinhos e colegas de escola ele seja nada mais que um menino estranho e desajustado. Sofrendo um bullying constante e violento, Charles Wallace preocupa a irmã mais velha quando afirma ter visto dragões no quintal.

Meg Murry vai falar com o diretor do colégio (que a odeia) e tentar resolver as coisas para o irmão, que anda cada vez mais abatido, mas vai descobrir que a situação dele é mais difícil e perigosa do que parece. Os dragões estavam mesmo no quintal, e Charles Wallace está muito, muito doente. Ela terá que embarcar em uma nova missão, agora para salvar a vida da pessoa que ela mais ama e, de quebra, o mundo também.
“Não tente compreender com sua mente. Suas mentes são muito limitadas. Usem a intuição.”

domingo, 29 de julho de 2018

TAG dos 50% | Os melhores e piores de 2018 até agora


Olá, leitores!!! Tudo bem por aí? Faz um tempo que não batemos um papo por aqui, e confesso que estava com saudades de responder tags no blog, pois acho uma maneira bem dinâmica de compartilhar as leituras e indicações. Hoje vou responder a Tag dos 50% que nada mais é que um diário sobre as leituras que fizemos até metade do ano. Estou um pouco atrasada, mas vamos lá! As leituras que vou mostrar aqui foram do dia primeiro de janeiro até hoje, dia 30 de Julho, ok?
No final do post vou deixar os créditos pela tag!


1 - Qual o melhor livro que você leu em 2018 até agora?

Já começamos com a pergunta mais difícil! hahahha Eu li tanta coisa boa esse ano que seria difícil escolher só um se eu não tivesse lido O MELHOR LIVRO DA VIDA em 2018, que foi A Quinta Estação, da N K Jemisin, e sobre o qual eu ainda não consegui falar aqui pois estou ocupada relendo hahaha Mas obvio que vou citar outros dois aqui! A Parábola do Semeador e Um Amor Perdido também entraram para os favoritos da vida.

                       A Quinta Estação A Parábola do Semeador Um Amor Perdido

Resenha || A Tenda Vermelha, de Anita Diamant

Editora Verus, 2018 || 294 páginas || Skoob
Sinopse: Uma história extraordinária sobre a condição ancestral da mulher. Um livro emocionante que traz poderosas lições de amor, perdão e sororidade. O livro que deu origem à série da Netflix Seu nome é Dinah. Na Bíblia, sua vida é mencionada em um breve episódio no livro do Gênesis, nos capítulos sobre seu pai, Jacó. Narrado na voz de Dinah, este romance revela as tradições e as turbulências de ser mulher na antiguidade. A tenda vermelha era o lugar em que as mulheres se reuniam durante seus ciclos de nascimento e menstruação ou quando estavam doentes. Imaginando as conversas e os mistérios mantidos dentro dessa tenda exclusivamente feminina, Anita Diamant nos oferece um olhar privilegiado sobre a vida diária das quatro esposas de Jacó, mães de seus doze filhos homens, e sobre o convívio com sua única filha, Dinah. Com o resgate desse olhar feminino, conhecemos as fascinantes mulheres que sangraram, trocaram palavras, experiências e rituais na tenda vermelha. Em uma voz íntima e poética, Dinah sussurra histórias sobre suas quatro “mães”, Raquel, Lia, Zilpah e Bilah, que a inspiraram com seus traços femininos únicos. Conforme histórias permeadas de sensualidade, intuição e fortes emoções vão sendo narradas, descortina-se um mundo de caravanas, escravos, artesãos, príncipes, milagres e segredos femininos, até o momento em que Dinah mergulha em sua própria saga de paixão, traições e sofrimento.  

RESENHA ✍

A Tenda Vermelha é o local onde as mulheres descansam durante os dias de menstruação, convalescença e ao dar a luz. É um lugar exclusivo para mulheres, e as meninas só podem adentrar a tenda após o primeiro sangramento. Um lugar para conversas, para o privilégio do descanso e de contar histórias; e de estreitar as ligações com os deuses da saúde e da fertilidade.

Neste livro conhecemos Dinah, que na Bíblia é mencionada brevemente no capítulo sobre seu pai, Jacó, e ainda assim descrita apenas como uma vítima, seguido pela vingança de seus irmãos contra aquele que, segundo esses escritos, a desonrou. Mas a verdadeira história de Dinah está longe de se resumir apenas a esse episódio de tremenda crueldade; sua verdadeira história será agora contada, e nada melhor do que sua própria voz para expor tudo aquilo que viveu.
"Nós nos perdemos de vista por um tempo longo demais. Meu nome nada significa para você. Minha lembrança hoje é pó. (...) É de admirar que certas mães ainda assim tenham dado às filhas o nome de Dinah. Mas algumas o fizeram. Talvez tenham adivinhado que fui mais do que aquela nulidade sem voz própria que aparece no texto. Talvez tenham percebido isso na música de meu nome: a primeira vogal alta e clara como quando a mãe chama o filho ao entardecer; a segunda, suave como segredos sussurrados no travesseiro. Dinah."

Pré-venda || Tiger Lily, de Jodi Lynn Anderson | Editora Morro Branco

Tiger Lily é a nova aposta do catálogo Young Adult da Editora Morro Branco, e já se encontra em pré-venda.

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Editora Morro Branco,2018 || 300 páginas || Skoob
Sinopse:  Antes do coração de Peter Pan pertencer à Wendy, ele pertenceu à menina com penas de corvo nos cabelos... Tiger Lily não acreditava em histórias de amor ou finais felizes, até encontrar Peter na floresta proibida da Terra do Nunca. Diferente de todos que conhecia, ele era impulsivo, corajoso e fazia seu coração bater mais rápido. Mas como líder dos Garotos Perdidos, os mais temíveis habitantes da ilha, Peter era também uma escolha improvável para Tiger Lily. Ainda assim, ela logo se viu arriscando tudo - sua família e seu futuro - para estar com ele. Com tantas diferenças ameaçando separá-los, o amor dos dois parece condenado. Mas é a chegada de Wendy Darling que leva a menina a descobrir que os inimigos mais perigosos podem viver dentro dos corações mais leais e amorosos. Da autora best-seller do The New York Times, esse romance mágico e encantador entre uma heroína corajosa e o garoto que não queria crescer vai partir seu coração.


A Editora Morro Branco nos enviou o o primeiro capítulo de Tiger Lily para degustação e já estou apaixonada por essa história! E, claro, maluca para continuar a leitura :D

sábado, 28 de julho de 2018

Resenha || A Sede, de Jo Nesbø | Harry Hole #11

Editora Record, 2018 || 531 páginas || Skoob
Sinopse: Um assassino está a solta. Ele está na sua casa. E tem sede de sangue. Harry Hole está de volta para enfrentar o único assassino que escapou de suas garras. Uma mulher é morta em seu apartamento depois de um encontro marcado pelo Tinder. As marcas no corpo mostram que a polícia está lidando com um assassino peculiar, quase sobrenatural. No pescoço, uma mordida brutal, com alguns fragmentos de tinta e ferro. Em toda a parte, indícios de que o criminoso bebeu o sangue de sua vítima. Logo em seguida outra mulher morre em condições semelhantes. A equipe de investigação, agora liderada por Katrine Bratt, se vê pressionada pela mídia a solucionar esses casos o quanto antes. A repercussão é tamanha que o chefe de polícia, Mikael Bellman, precisa resolver os crimes o mais rápido possível para que sua reputação permaneça inabalada. Sua única saída é chantagear Harry Hole para trazê-lo de volta à Divisão de Homicídios. Ele não parece disposto a ajudar, mas semelhanças com casos passados colocam Harry frente a frente com o único monstro que já escapou de suas caçadas.  

RESENHA ✍

Um assassinato brutal deixa a polícia de Oslo em alerta. Um corpo de uma jovem mulher foi encontrado com a garganta dilacerada por uma mordida fatal, e no ferimento é encontrado fragmentos que levam os peritos a acreditar que o instrumento utilizado foi uma dentadura de ferro. O assassino também bebeu o sangue da vítima, em um curioso caso de vampirismo que, com a descoberta de novos corpos, parece que não vai parar tão cedo.

Uma equipe de investigação liderada por Katrine Bratt toma a frente para desvendar o caso, enquanto a mídia está em sua cola por mais informações. O peculiar modus operandi do criminoso chama a atenção pela brutalidade, e quando mais mulheres são mortas o chefe de polícia Mikael Bellman sabe que precisam resolver aquilo o quanto antes. Para isso, ele precisa convencer uma certa pessoa a ajudá-lo...