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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Novidades Literárias #7 - Onde Nascem os Gênios, Três Vezes Nós, Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter, Fãs do Impossível e mais


Mais um post com novidades literárias quentinhas para vocês! E que tal começarmos mostrando um super lançamento da editora DarkSide? E melhor ainda: lançamento de uma nova linha editorial de não-ficção, nova aposta da editora, que se chama Crânio. 

Onde Nascem os Gênios
Sinopse: Vamos embarcar em uma viagem única e sem bilhete de volta para conhecer a origem e as raízes que alimentaram a mente e o espírito dos grande gênios da humanidade, conduzidos pelo aclamado autor Eric Weiner, um inveterado andarilho, amante da estrada e apaixonado pelo mundo em que vivemos. Um livro diferente: ora um diário de viagem, ora um romance repleto de informações históricas e costurado com muito humor e um olhar único de quem conhece o mundo como a palma de sua mão.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Belgravia, de Julian Fellowes

Resultado de imagem para Belgravia capaAutor: Julian Fellowes
Título original: Belgravia
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 432
Skoob
*Livro gentilmente cedido pela editora
Sinopse: Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.

1815.
Pouco antes da Batalha de Waterloo a duquesa de Richmond oferece um baile lendário, que termina com a notícia de que o país estava sendo invadido por Napoleão naquele momento. A notícia não os pega totalmente de surpresa, já que a iminência da guera era evidente; mas isso não bastou para que as damas sofressem menos ao se despedirem de seus filhos, maridos e noivos. Aquela noite mudaria suas vidas para sempre. 

James Trechard é um rico comerciante que está sempre tentando subir nos degraus da alta sociedade, porém sem muito sucesso. Sua filha, Sophia, conquistou a admiração do jovem Edmund Bellasis, único filho da duquesa de Richmond. Os dois vivem um romance em segredo, e foi ele quem conseguiu os convites do baile para os Trechard, que nunca seriam convidados de outra forma. Mas a relação secreta de Sophia e Edmund termina  quando ele é morto em combate, deixando-a devastada e com um segredo que abalaria ambas as famílias.
"Esta é uma história sobre pessoas que viveram há dois séculos e, ainda assim, muito do que eles desejaram, muito do que se ressentiram e as paixões arrebatadoras em seus corações eram bastante parecidas com os dramas que vivemos agora, em nosso tempo..."

domingo, 23 de agosto de 2015

Na Ilha - Tracey Garvis Graves


Anna Emerson tem 30 anos, é professora de Inglês e está em um relacionamento que não evolui, e que ela está decidida a terminar assim que voltar de viagem.
Cansada de sua vida monótona e sem novidades ela aceita a oferta de emprego que lhe oferecem sem pestanejar; irá passar o verão em uma ilha paradisíaca dando aulas particulares de reforço para T.J. Callahan, um adolescente de 16 anos com um câncer em remissão.
Ele não quer ir nessa viajem, mas sabe que não tem muita escolha já que está bem atrasado na escola, devido a suas várias idas ao hospital.

As coisas começam a dar errado ainda no aeroporto, quando não conseguem embarcar no avião fretado que iriam. Embarcam em um hidroavião, mas antes de chegar na ilha o piloto sofre um ataque cardíaco, e eles caem no meio do oceano.

Anna e T.J. sobrevivem e são levados pela correnteza para uma ilha desabitada no meio de um mar infestado de tubarões. Fragilizados pelo acidente e lutando para sobreviver naquele lugar lindo mas muito perigoso, os dois precisam se unir para enfrentar os medos e as dificuldades que surgem.
Os meses passam depressa, ambos amadurecem e se conhecem aos poucos, unidos pelo mesmo propósito: sobreviver.

T.J. é jovem, mas maduro para idade. Conforme o tempo vai passando ele fica cada vez mais atraído por Anna, que apesar de sentir o mesmo prefere dar lugar à razão. Afinal, apesar da situação ela continua sendo sua professora, além de anos mais velha. Mas naquele lugar as regras e convenções sociais deixam de fazer muito sentido, logo que são apenas os dois ali, tendo de lidar com animais, doenças e perigos naturais; além da possível recaída de T.J.

Eles ficam na ilha durante 3 anos e meio. E, mesmo longe daquele lugar, as provações continuam e eles precisarão lidar com todo tipo de preconceito, afinal um casal com uma diferença de idade grande como eles ainda não é bem visto na sociedade. Também verão o quanto as coisas mudaram enquanto estavam exilados, quanta coisa perderam e tudo o que sentiram falta.
"A ideia de nossas famílias preparando cerimônias em nossa homenagem me magoou tanto que fechei os olho com força e me obriguei a dormir, com a esperança de fugir das imagens de uma igreja lotada, um altar vazio e as expressões chorosas de meus pais."  (Anna, página 63)
O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos são intercalados com o ponto de vista de ambos os personagens. A escrita da autora é simples e não tem muita descrição, apenas o suficiente para fazer o leitor imaginar os perigos/maravilhas da ilha.

Os personagens foram bem construídos e adorei ambos. O romance também foi bem bolado e aconteceu aos poucos, conforme os personagens iam se conhecendo; os sentimentos surgiram na hora certa e nada foi forçado. Quer dizer, quase nada. Apenas uma cena no livro me incomodou:  Anna e T.J. estavam pescando quando foram atacados por um tubarão, e eles lutaram contra o animal, e depois alguns golfinhos foram ajudá-los. E, quando o tubarão enfim morreu, eles o comeram.' Essa foi a única parte que achei que a autora se perdeu, achei irreal demais.

Metade do livro se passa na ilha e a outra metade se passa após o resgate, achei isso sensacional. É um livro com começo, meio e fim, entendem? Todas as pontas foram devidamente trabalhadas, e no final nenhuma ficou solta. Foi muito interessante acompanhar toda a jornada dos personagens, tudo o que passaram para sobreviver, e depois tudo o que enfrentaram para ficarem juntos...
Li o livro em pouco mais de 5 horas; achei a leitura fácil, mas de ritmo frenético, o que ajudou bastante na tarefa de me deixar acordada madrugada adentro.
Indico para todos que curtem um bom romance com doses certas de drama e humor; e finais lindos e emocionantes.
Entrou para os favoritos!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Book Haul | Recebidos do mês de Junho/15


Olá leitores!
Esse mês de Junho foi um mês cheio de novidades, sobre as quais irei contar melhor no post de leituras do mês :D
Esse mês eu não recebi muita coisa de parceria, ao todo foram 3 livros e irei falar sobre eles primeiro. Fiz uma compra no site das lojas Americanas e ganhei um livro.
Vamos conferir?


terça-feira, 12 de maio de 2015

Queria Ver Você Feliz - Adriana Falcão



Rio de Janeiro. 
Caio e Maria Augusta se conheceram ainda crianças e logo se apaixonaram perdidamente um pelo outro.
 Se comunicavam por cartas e pequenos bilhetes, enviados sempre as escondidas; combinavam um cineminha aqui e outro ali e o amor só aumentava.
Desde o começo era evidente a personalidade forte de ambo: ele ciumento e melancólico; ela dramática e de pavio curto, mas nada podia separar os dois, nem a distância nem dona Tatina, mãe de Maria Augusta, que no começo desaprovou a relação, mas as proibições só serviam pra aumentar a vontade dos dois de ficarem juntos.
Ela tentou separá-los mandando Maria Augusta para Porto Alegre nas férias, mas os dois se comunicavam através de cartas, sempre destacando a saudade que sentiam um do outro e o amor que só aumentava... Foi amor demais... Não existia nada de pouco no relacionamento dos dois, e nada de calmo também.

Com o passar do tempo o dois começam então a namorar sério. Nem Tatina nem ninguém conseguiu afastar os dois, o amor ganhou outra vez. Com a idade avançando o ciúme e as preocupações aumentaram também. Caio precisou arranjar um emprego logo e por conta disso a distância veio de novo se meter na história. Ele lá estudando, ela aqui com saudade. Nas cartas, o ciúme de tudo e todos, na vida, a melancolia chegava com o passar dos dias.


"O fato é que eu poderia contar qualquer história de amor, mas se hoje minha memória anda às voltas com esta, de Caio e Maria Augusta, culpo quem abriu um certo baú florido onde estavam guardados cartões, bilhetes, retratos e cartas." 






Queria Ver Você Feliz é uma história real, colocada no papel por Adriana Falcão, filha caçula de Caio e Maria Augusta.

Quem nos narra essa história é o Amor. De um jeito poética, inteligente, melancólica e até um pouco engraçada ele nos conta a história de Caio e Maria Augusta, da década de 40 até os anos 70, ele sempre esteve lá e agora despeja em nós esse relato dramático e emocionante.
Um relacionamento não é feito apenas de momentos bons, felizes, é feito também de muitas lágrimas e sofrimento. Caio e Maria Augusta foram muito felizes juntos, nos momentos que não estavam destruindo a si mesmos.

"Desde o início desse romance, me empenhei em ser intenso. Acredito que um trabalho só fica bem-feito quando a gente se joga nele com tudo. Aí, sim, o resultado, seja ele qual for, será perfeito. Eu já disse que sou perfeccionista?"   






















Li o livro por indicação do meu melhor amigo (obrigada, John!!) e posso dizer que adorei ter lido. Como boa leitora de romances dramáticos não pude deixar de fazê-lo.
Quando começar a ler, cancele seus compromissos, é praticamente impossível parar.

A história é quase toda contada através das correspondências do casal. Algumas cartas bem grandes, outras bem pequenas (essas escritas pelo Caio, que não sabia muio bem colocar seus sentimentos em palavras, diferente da mulher). Cartas bem apaixonadas, sempre, mas algumas repletas de melancolia e loucura. Maria Augusta chegou a ser internada em um sanatório por um mês, para tratar de seus vícios em soníferos e bebidas.

Apesar de ambos terem tido um final trágico, a vida que tiveram e o amor dos dois no começo do relacionamento é inspirador.
Tiveram três filhas: Rosina, Patrícia e Adriana.



Tenho que parabenizar o trabalho da editora com o livro. Ficou tudo muito lindo e organizado, a revisão está ótima.

Indico o livro para todos que, como eu, adoram um bom romance, mas que não se incomodam com um dedinho de loucura.
(Link do livro no Skoob)

domingo, 26 de abril de 2015

O Dia Seguinte - Rhidian Brook

O dia seguinte - Hamburgo, 1946. Milhares de pessoas vagam, sem abrigo, pela região denominada Zona de Ocupação Britânica. Encarregado de supervisionar a reconstrução da cidade arruinada e de comandar a desnazificação do povo derrotado, o coronel Lewis Morgan requisita uma casa junto ao rio Elba, onde deverá viver com sua esposa enlutada pela morte do primogênito e o filho mais novo do casal, dos quais esteve distante mais de um ano.

Ao contrário do que se espera, porém, o oficial inglês não força os antigos proprietários alemães, um viúvo e sua filha, a abandonarem a casa: insiste em que as duas famílias dividam o mesmo espaço. Assim, nesse ambiente carregado de conflitos e tensões, personagens controversos cujas vidas emocionais são influenciadas pela política e pela história se revelam e tornam a possibilidade de uma reconciliação extremamente real. (Skoob).

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O Dia Seguinte tem como cenário a Alemanha  recém-derrotada e agora ocupada pelos britânicos.
 Enquanto outros soldados tratam os alemães como se fossem monstros, o coronel Lewis os trata com igualdade e faz de tudo para ter uma boa convivência com eles. Nem todos os alemães foram seguidores do Führer e ele tenta provar isso. 
Acaba então permitindo que os inquilinos da mansão requisitada para ele continuem morando ali, junto dele e de sua família, que não vê a dezessete meses, desde o enterro de seu filho mais velho que morreu durante um ataque aéreo alemão. Agora ele precisa estreitar os laços com sua mulher e seu filho Edmund. 

Rachel ainda sofre com a perda de seu filho mais velho e não pode sequer imaginar ter que conviver com aquela gente. Assim como os colegas de Lewis não entende a generosidade do seu marido. 

Lubert e Frieda, pai e filha, tiveram sua permanência na mansão concedida e enquanto ele não pode acreditar em tamanha sorte sua filha demonstra toda sua hostilidade aos novos moradores. 

Nesse ambiente cheio de confrontos, tensão e carregado de emoções acompanhamos a difícil convivência de duas famílias abaladas pelos ataques de ambos os lados. Rachel perdeu um filho, Lubert perdeu sua mulher. 

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"Nem sempre é possível julgar um livro pela capa, Ed. Algumas vezes... o mal dentro de alguém... está enterrado bem fundo."  (Página 168)

A narrativa em terceira pessoa é dividida em diversos pontos de vista o que é maravilhoso já que temos personagens secundários incríveis e podemos acompanhar o que lhes acontece. Se em um momento pai e filha estão discutindo sobre a permanência em casa e aceitar ou não uma oferta de paz; em outro uma criança pede esmolas, sem ter o que comer e onde dormir. 

Os personagens foram bem construídos e os diálogos também. As descrições de ambiente, comportamento e fisionomia foram incrivelmente belas e poéticas, conseguindo nos fazer imaginar cada cena em nossa cabeça. 

"_A Fera está aqui. Eu vi. Berti viu. Dietmar viu. Com seu pelo negro como o casaco requintado  de uma dama. E aqueles dentes como teclas de piano. Precisamos matá-la. Se não fizermos isso, quem fará? Os ingleses? Os ianques? Os russos? Os franceses? Nenhum deles o fará, porque estão ocupados demais procurando outras coisas. Eles querem isso e aquilo. São como cachorros brigando por um osso sem carne. Temos de agir por conta própria. Pegar a Fera antes que ela nos pegue. Então tudo será melhor. (Página 11)


A carga dramática não foi tão grande como eu imaginava e em algumas partes eu sentia que o autor já não sabia o que fazer com os personagens e algumas passagens foram desnecessárias. Ainda assim a escrita de Rhidian Brook é muito boa e a história é linda. 

O final não foi como eu esperava e cheguei a achar que estavam faltando páginas em meu exemplar mas é aceitável já que ele nos dá folha branca para imaginarmos nosso próprio desfecho para o livro. 

Recomendo fortemente para quem gosta de romances que se passam na Alemanha e em cenários pós-guerra. 

terça-feira, 24 de março de 2015

A Hospedeira - Stephenie Meyer






















Nesta distopia escrita por Stephenie Meyer o mundo foi invadido por alienígenas que, por meio de uma cirurgia, conseguem habitar o corpo humano e roubam todas as memórias do individuo, matando a alma. A única coisa que muda na aparência daquele corpo habitado são os olhos, que possuem um assustador tom de azul prateado.
Melanie Stryder foi pega enquanto tentava fugir mas sua hospedeira, Peregrina (ou Peg) não consegue tomar sua mente por completo e enquanto Peg investiga os pensamentos de Mel para descobrir o paradeiro dos humanos que ainda restam; Melanie ocupa a mente da invasora com imagens das pessoas que mais ama e tenta assim fazer com que Peg a ajude a encontrar e proteger sua família. 
Peregrina sabia que seria difícil abitar um corpo humano, mas não imaginava o quanto. Agora, tendo que dividir o corpo com a personalidade forte e aventureira de Mel, Peregrina reconhecerá a verdadeira face do amor e começará a dividir esse sentimento pela família, Jared (namorado de Melanie) e Jamie, seu irmão. Quem mandou Mel dividir pensamentos tão pessoais com ela? Agora as duas nutrem amor pelas mesmas pessoas e, mesmo as duas criando uma bela amizade, isso pode não dar tão certo no final... 
Peregrina vai em busca dos humanos que ainda restam e lá, no meio do deserto, precisa fazer com que acreditem nela, - naquele alienígena que roubou o corpo de uma garota tão amada por todos ali -, que acreditem que ela quer ajudar e ficar perto de Jamie e Jared, proteger e não entregá-los aos buscadores  (caçadores de humanos). Mas aí aparece Ian, um jovem meigo e bondoso ( lindo por dentro e por fora) que se apaixona por ela, Peregrina, não pelo corpo de Melanie, mas por aquele ser que provoca repulsa em outras pessoas, pela essência de Peg, por quem ela é.

"Talvez não pudesse haver felicidade neste planeta sem um peso igual de dor que deixasse tudo equilibrado em alguma balança desconhecida." Pg 548

O livro não é só romance, como muita gente fala. Ele tem sim momentos fofos que faz o leitor abrir um sorriso sem perceber, mas a história em si é bem mais que isso. 
Essa distopia, essa invasão alienígena, foi criada com tanta criatividade que me deixou de queixo caído. Tudo foi muito bem bolado: a forma de vida tanto na terra como em outros planetas, a invasão em si, os conflitos de Mel e Peg... Não poderia imaginar algo melhor. 
Algo que também me deixou impressionada foi a "passividade" das almas invasoras. A nova sociedade não recebe dinheiro por nada, todos são amigos e se ajudam, sempre colocando os outros em primeiro lugar. Sem guerra, sem fome, sem políticas... Seria um mundo perfeito, se a mente humana não fosse extinta. 
A narrativa é rápida, mas muito inteligente, todo o livro sendo narrado pela doce Peg. Confesso que me apeguei bem mais a ela que à Melanie. 
A autora foca bastante nas relações humanas, até porque boa parte do livro se passa em um ambiente fechado no meio do nada. Ela foca muito no amor em todos os sentidos que a palavra possa ter; no amor da Peg pela família da Mel, no amor de irmão, de amigo, entre criaturas diferentes... Tudo de forma muito original e aceitável.

O livro é enorme, e quando digo enorme quero dizer que foram 557 páginas. Poderia ter sido encurtado? Sim, sem dúvidas poderia. As primeiras 200 páginas não são muito animadoras, acredito que muita gente acabou desistindo do livro por isso. Mas vai por mim, melhora! E muito.
Os personagens foram bem construídos, eu gostei muito dos mocinhos mas principalmente do Ian, fiquei apaixonada por ele. 
Eu esperava bem mais do final, algo mais emocionante e surpreendente. Mesmo assim foi convincente e não ficaram muitas pontas soltas. 
Uma coisa que reparei é que a autora foge das cenas de ação, então quem gosta de livros cheios de tensão, principalmente de distopias cheias de tenção, pode não vir a apreciar muito a leitura. 
No todo A Hospedeira é uma distopia incrível, criativa e com maravilhosos personagens. Tem seus pontos baixos (como o ritmo lento dos primeiros capítulos e o final não tão completinho) mas os pontos altos, e são muitos, compensa. 
Ainda não assisti ao filme, mas pelo que ouvi dizer é bem fiel ao livro. E não, não li a saga Crepúsculo, mas adoraria fazê-lo pois sim, gostei dos filmes... Mas isso é assunto para outros posts... 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Extraordinário - R. J. Palacio

 August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.


"Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior."































Quando comecei a ler esse livro eu esperava uma coisa: algo diferente e tão maravilhoso quanto os comentários sobre ele. E foi isso o que encontrei: Uma belíssima história sobre um garoto extraordinário. De qualquer forma eu sabia que iria gostar do livro, mas não esperava algo como o que encontrei. O livro é simplesmente incrível e diferente à seu modo. 
O Auggie é uma criança como qualquer outra se você tirar sua aparência da balança. Ele tem uma síndrome genética que deformou seu rosto. Ele nasceu assim e sua aparência não melhorou muito mesmo depois de incontáveis procedimentos cirúrgicos mas pelo menos agora ele consegue comer sozinho e se virar sem muita ajuda, por isso está indo para a escola pela primeira vez. 
Mesmo assustado ele acaba concordando em ir para escola. Auggie tem uma ideia do que vai encontrar, ele sabe o quanto as outras crianças podem ser cruéis e o quão difícil será ter que lidar com elas. 
Ele logo nos primeiros dias faz amigos mas ainda assim é alvo de comentários maldosos e chacotas. 

"Sabe o que eu acho? A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma." 

Paralelo a isso também temos a visão de outros personagens sobre o que está acontecendo. 
Temos a irmã dele, a Via, que tem que lidar com a super atenção direcionada ao irmão e muitas vezes se sente esquecida pelos pais, ainda mais agora que está entrando na adolescência e precisa de apoio. Porém é evidente o amor que tem pelo Auggie e tudo o que faz para protegê-lo desde criança. Via é uma personagem forte e muito importante nessa história. 

Temos também a visão da Summer. Summer é uma das poucas pessoas no colégio que se aproxima do Auggie e torna-se uma ótima amiga dele. No decorrer da narrativa podemos perceber o quanto ela será importante para ele. Summer é uma personagem maravilhosa.

Jack também é um personagem essencial na narrativa. Ele é um dos amigos que o Auggie faz logo no primeiro dia de aula e se torna seu melhor amigo. Jack é um personagem complexo pois também tem problemas de confiança. No começo ele só se aproxima do Auggie por que a mãe insistiu, mas depois começa a simpatizar e criar laços com o colega.
Entre outros. 

"Não precisamos de olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós. É assim no céu. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama."





























Eu realmente adorei esse livro. É lindo, especial e único. Uma história cheia de verdades e frases inspiradoras. Sem falar nos personagens que são incríveis. Temos várias visões diferentes no livro, muitos personagens participam da narrativa e eu acho isso o máximo. Esse livro pode sim ter o poder de mudar as pessoas, por isso eu gostaria muito que todo mundo lesse, independente da idade, é uma história para todos. Nos ensina de uma maneira apaixonante a não julgar as pessoas e ser gentil com todos pois, lá no fundo, somos todos iguais e especiais. 
Ah, os preceitos do professor Browne são maravilhosos!

"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil."



Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo. _Auggie


domingo, 8 de fevereiro de 2015

O Segredo de Jasper Jones (Craig Silvey)

O Segredo de Jasper Jones
 Numa noite, durante o intenso verão de 1965, Charlie Bucktin é acordado pela visita de Jasper Jones, o pária da pequena cidade de Corrigan, na Austrália. Seduzido pela rebeldia de Jasper, Charlie o acompanha e acaba descobrindo um crime. O segredo, compartilhado entre dois garotos tão diferentes, desperta em Charlie um turbilhão de dúvidas a respeito dos conceitos de verdade e mentira. Neste romance de crescimento, o menino franzino de 13 anos, leitor voraz, reflete sobre os acontecimentos por meio de referências a clássicos do gênero.




Comprei esse livro unicamente porque estava barato, há. Eu não sabia do que se tratava, nem nunca tinha ouvido falar do autor... Mas algo nele me chamou atenção, acho que o título talvez, então comprei. 
 O livro é narrado por Charlie, um garoto de 13 anos que não esperava ter uma noite tediosa e calorenta interrompida por Jasper Jones, o malfeitor da cidade, em quem todos colocam a culpa quando algo ruim acontece e aquele que as mães usam como exemplo do que os filhos podem se tornar se continuarem desobedecendo. Mas Charlie tem suas dúvidas quanto à fama de Jasper e, quando o garoto o chama em sua janela ele não pensa duas vezes e sai para descobrir o que quer que seja.                                                                                                     Charlie só não imaginava que aquela noite ficaria gravada em sua memória pelo resto da vida. Isso porque Jasper o chama para ajudá-lo a esconder o corpo de Laura, que aparentemente foi assassinada e colocada com uma corda no pescoço pendurada em uma árvore dentro de uma clareira. O grande problema é que Jasper é o único que tem conhecimento daquele lugar, ou assim ele achava. Acreditando na palavra de Jasper, Charlie o ajuda, pois ele sabia que se alguém encontrasse o corpo ali colocaria toda a culpa no pobre garoto órfão.  Depois dessa noite, Charlie não consegue tirar da cabeça tudo o que aconteceu e se sente cada vez mais aflito pois imagina que a qualquer minuto alguém encontra-rá o corpo e saberão que ele participou da ocultação do cadáver. Contará ele então com a ajuda de seu amigo Jeffrey, um pequeno garoto que sofre preconceito constantemente mas que vive contando piadas e fazendo o amigo rir. Charlie também ajudará Jasper a encontrar o assassino, enquanto toda a cidade está em polvorosa com o desaparecimento da menina. Nesse ínterim muita coisa acontece e vem atona, segredos revelados e o surgimento do primeiro amor. 
"Enquanto o resto dessa cidade olha para Jasper Jones como se ele não prestasse, me anima que ele me trate como um igual."

Esse livro se passa no verão na Austrália, é desnecessário mas eu queria dizer que passei MUITO calor lendo esse livro. Além do mais eu estava na praia, onde o calor aumentou assim que abri o livro. 
O Segredo de Jasper Jones é um livro lindo, bem escrito e com uma mensagem maravilhosa. Charlie, apesar da pouca idade, é um personagem maduro (nem tanto) e cheio de sonhos. Ele está constantemente mergulhando em algum livro que pega na biblioteca do pai. Mesmo sendo um leitor voraz, ele não podia imaginar que sua vida iria tomar rumo ao caos. 
A história é simples, mas isso só a deixa ainda mais fantástica. Os diálogos (principalmente os Charlie/Jeffrey) são espirituosos e engraçadíssimos! Morri de rir diversas vezes. Craig Silvey é, realmente, um ótimo contador de histórias. Até as partes chatas (todo livro tem, há) passaram depressa, só para o leitor chegar ao final e amar cada linha escrita. 
Super indico, para todos que curtem um bom juvenil com carinha de clássico.
"Cada palavra nova é como dar um soco de volta. Não importa quão obscura ou arcaica, eu as ingiro e deixo que se assentem. E prometo não as esquecer. Coleciono palavras e tranco-as, entesouradas, como pedras preciosas."

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ratos - Gordon Reece

Ratos

Shelley e a mãe foram maltratadas a vida inteira. Elas têm consciência disso, mas não sabem reagir — são como ratos, estão sempre entocadas e coagidas. Shelley, vítima de um longo período de bullying que culminou em um violento atentado, não frequenta a escola. Esteve perto da morte, e as cicatrizes em seu rosto a lembram disso. Ainda se refazendo do ataque e se recuperando do humilhante divórcio dos pais, ela e a mãe vivem refugiadas em um chalé afastado da cidade. Confiantes de que o pesadelo acabou elas enfim se sentem confortáveis, entre livros, instrumentos musicais e canecas de chocolate quente junto à lareira. Mas, na noite em que Shelley completa dezesseis anos, um estranho invade a tranquilidade das duas e um sentimento é despertado na menina. Os acontecimentos que se seguem instauram o caos em tudo o que pensam e sentem em relação a elas mesmas e ao mundo que sempre as castigou. Até mesmo os ratos têm um limite.


Algo que me chamou a atenção sobre esse livro foi o preço baixíssimo que ele tem em alguns sites. E, quando vejo um livro sendo vendido tão barato, me pergunto se não tem nada escrito nele. Me pergunto isso porque um livro (que, as vezes, leva anos até ser concluído) não deveria valer tão pouco. Por trás de um livro barato tem um autor, uma história, uma lição... Vi Ratos em MUITAS caixinhas de correio, mas a maioria dos que compram largam o livro intocado na estante. Será que o livro é ruim? Resolvi comprar e tirar minhas próprias conclusões. 

Ratos não deveria, de jeito nenhum, ficar levando poeira na estante. É uma história de carga emocional alta, que trás a visão de Shelley, uma adolescente que sofre Bullying na escola e se autointitula um rato, pois se esconde sempre que o perigo se aproxima, sem pedir ajuda de ninguém.
Porém, depois de um violento atentado na escola, que a deixou com cicatrizes no rosto e na alma, sua mãe toma conhecimento de tudo o que sua filha passou e resolve comprar uma casa para as duas longe de tudo, principalmente das pessoas. 
Elas pensavam estar livre de todo o sofrimento e o medo, mas, ali no meio do nada, a casa onde moram é invadida por um delinquente e Shelley fica cara a cara com a morte novamente, mas, cansadas de toda a humilhação que passaram, Shelley e a mãe não se escondem, elas enfrentam e tomam decisões que mudarão suas vidas. Até os ratos têm um limite, e as duas estão prontas para virar o jogo. 

"Talvez, pensei, aquilo que não conseguimos compartilhar com os outros seja o que realmente define quem somos." Página 33




























Ratos não foi uma total surpresa pois eu, de alguma forma, soube que eu iria gostar do livro. A surpresa foi que não só gostei, mas a leitura me proporcionou coisas tão boas e acrescentou tanto no meu  "currículo de leitora" que eu me apaixonei por ele. 
Não é novidade o meu amor por livros de mistério/suspense/drama, e ler um livro que carrega todos esses tópicos tão lindamente me fez perceber que existem livros desconhecidos e vendidos à preço de banana que, independente do que se trate, podem ser muito, muito interessantes.

"Fitando o céu, eu gostava de imaginar que vivia em uma época mais simples e inocente - de preferência antes de surgirem os seres humanos, quando a Terra era um vasto paraíso verde e quando a crueldade de ferir apenas por puro prazer era completamente desconhecida." Página 14

A narrativa é em primeira pessoa e quem nos narra é a Shelley, uma adolescente que ama ler e sonha em ser escritora, uma adolescente comum que passou por tanta coisa em tão pouco tempo que precisa deixar sempre tudo bem claro em sua mente para lembrar que aquelas coisas realmente aconteceram, para se mantar lúcida. 

"A realidade era exatamente o oposto da ordem e da beleza; era o caos e o sofrimento, a crueldade e o horror. Era ter seus cabelos incendiados sem ter feito mal a ninguém, era ser explodido por uma bomba terrorista ao levar seus filhos à escola ou ao sentar em seu restaurante favorito, era apanhar até morrer em uma viela enquanto lhe roubam o pequeno salário que acabou de receber, era ser estuprada por bêbados, era ter a garganta cortada por um viciado (...) A realidade era um massacre diário de inocentes. Era um abatedouro, um açougue, forrado pelos corpos de inúmeros ratos..." Página 68

Temos também a mãe de Shelley que tenta proteger a filha de todo o mal, mas que nem sempre consegue proteger a si mesma, então, quando algo horrível acontece, as duas mostram quem podem ser mais fortes, e essa ideia faz com que as duas passem a lidar com os infortúnios da vida de forma não amigável, digamos assim. No fim, já não eram mais vítimas, muito menos presas fáceis... 

Uma história tocante, sensível e cheia de lições. Ratos deveria ser leitura obrigatória. Mudaria muita coisa, em muita gente. Nos mostra que não existe Bullying leve, pois a raiva e a agressão faz mal a todos, tanto às vítimas quanto aos agressores. Se trocarmos a raiva pela gentileza, todos sairão ganhando. 

E vocês que estão com esse livro na estante a séculos: leiam. 




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Garota Que Você Deixou Para Trás - Jojo Moyes #EuTôdeFérias

A Garota Que Você Deixou Para TrásDurante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. 

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. 


Essa sinopse resume bem o livro, mas me deixem falar um pouco mais sobre ele... 

Sophie e Édouard são um jovem casal apaixonado que, por causa da Primeira Guerra Mundial, têm que se separar um do outro. Ele foi levado para lutar no front. Enquanto ela foi deixada no hotel da família em uma pequena cidade na frança tomada por soldados alemães. 
A única lembrança que restou a Sophie foi o quadro que o marido pintou retratando ela nos bons tempos, quando nada parecia capaz de separar os dois. O quadro, de uma beleza hipnotizadora, logo chama a atenção de um comandante alemão. Sophie, que foi designada cozinheira dos alemães, faz de tudo pela família e para rever o marido, arriscando a própria vida por aqueles que ama. 


"Na tela, vi uma garota que não reconheci. Ela me olhava de volta de modo desafiador, com o cabelo cor de cobre reluzindo à meia-luz, a pele clara como alabastro, uma garota com a autoconfiança imperiosa de uma aristocrata. Ela era estranha, orgulhosa e bela. Era como se tivessem me mostrado um espelho mágico." Página 53

Liv Halston é uma jovem viúva que vive sozinha em uma casa projetada pelo falecido marido. Ela passa seu tempo fazendo pequenos trabalhos e admirando um quadro que seu marido a presenteou na lua de mel. O quadro de uma bonita mulher, que parece observar Sophie e dá-la a força necessária para seguir a vida. Mas a vida teima em mudar o rumo das coisas e a vida de Liv vira de cabeça para baixo quando sem mais nem menos ela descobre o valor do quadro e a triste história ligada a ele. Mas ela não é a única que descobre isso.





























A Garota Que Você Deixou Para Trás é uma história bem escrita, mas suas muitas reviravoltas um tanto desnecessárias me fizeram ficar entediada durante a leitura; como assim, produção? Eu explico. É realmente maravilhoso quando estamos lendo um livro chato e de repente a autora ou autor dá uma reviravolta que faz com que não queremos largar mais o livro. Nesse aqui é exatamente o contrário pois começou muito bom e a cada reviravolta ia ficando mais chato.

A primeira parte, que conta a triste história da Sophie é o que salva o livro, pois ela é uma mulher que luta por aquilo que ama: faz de tudo para reencontrar a felicidade e dá a vida pela família em meio a um cenário de guerra e sofrimento.
Enquanto, na segunda parte, Liv é uma jovem ranzinza que só pensa em si mesma. Estou sendo meio dura, não? Mas ela é aquele tipo de personagem que queremos arrancar da estória e colocar uma menos chata (bem menos) no lugar. 

A narrativa da Jojo, pelo menos nesse livro, é bastante descritiva e muitas vezes repetitiva. Como se ela tivesse que escrever um número x de páginas e lhe faltasse tempo para isso. Tanto que os personagens secundários quase não tiveram vez. E muitos desses personagens tinham histórias que dariam um livro, talvez ainda melhor que A Garota. 

Tenho, entretanto, que reconhecer o belíssimo trabalho de pesquisa da autora. Ficou evidente que ela passou muito tempo pesquisando antes de sentar para escrever. E, mesmo tendo me decepcionado com algumas coisas nesse livro, não tardarei a ler outras obras da autora pois talvez eu não tenha começado com o pé direito. 

Dei 3 estrelas para o livro. A primeira parte foi muito boa e os últimos capítulos foram bem cativantes. A personagem Liv e a narrativa muitas vezes arrastada e repetitiva que me fizeram tirar as duas estrelas. Sendo assim, A Garota Que Você Deixou Para Trás é um bom livro, mas nada espetacular. Indico para quem curte romances mais descritivos e histórias da Primeira Guerra. 
Ah, estou completamente apaixonada por essa capa! 




sábado, 22 de novembro de 2014

Invisíveis - Stef Penney

Invisíveis
 Quando Rose se casou com o atraente Ivo Janko, integrante de uma família de ciganos nômades, muitos se perguntavam o que os dois tinham em comum. Rose é quieta e tímida. Ivo é taciturno, porém carismático. Depois que ela desapareceu, boatos diziam que ela fugira por causa de um filho que nasceu com o problema genético da família. Mas o pai de Rose, Leon, não tem tanta certeza disso. 
Ele quer saber a verdade e contrata um detetive particular para descobri-la. É aí que entra Ray Lovell, um detetive, que embora pouco renomado, tem a vantagem de ser descendente de ciganos. Lovell concorda em pegar o caso. 
No entanto, sete anos após o desaparecimento de Rose, ele teme que tenha se passado tempo demais. Além disso, sua investigação é dificultada pelas únicas pessoas que poderiam ajudá-lo: a família Janko. Trata-se de um clã fechado, e a última coisa que desejam é um estranho se metendo em seus assuntos particulares. Ray não consegue entender a relutância deles em ajudar. Qual é o motivo de não quererem que Rose Janko seja encontrada? 




Demorei séculos para finalmente concluir a leitura de Invisíveis. Esse, como muitos outros da minha estante, foram comprados pelo preço baixo e beleza das capas. Costumo gostar dos livros que compro "no escuro" e com esse não foi muito diferente.

O livro é narrado por 2 personagens, em primeira pessoa. O primeiro personagem, o que nos abre a história, é Ray Lovell, um detetive não muito renomado que está passando por um divórcio. É contratado por Leon, um cigano, para encontrar sua filha, Rose, que está desaparecida a 7 anos e, mesmo com a especulação de uma fuga por conta do estado de saúde do filho ou a fuga com outro homem, Leon não acredita em algo assim e está disposto a pagar para que Ray a encontre, viva ou morta. 
Apesar de ter suas dúvidas quanto ao sucesso de tal investigação depois de tanto tempo, Ray acaba aceitando o caso, e entrando em uma rede de mentiras, traições e muito mistério envolvendo uma família cigana que faz de tudo para manter sua privacidade. 
Aos poucos, e por ser metade cigano, Ray Lovell vai conquistar um pouco de simpatia dos Janko, principalmente do JJ, integrante da família de 14 anos, e é ele quem narra em paralelo ao Ray. 

JJ não tem vergonha de ser cigano, mas já passou por poucas e boas na escola e com uma garota, que ao visitá-lo ficou chocada com o modo de vida dele, dentro de um trailer. Isso para ele foi uma facada no estômago e daquele dia em diante nunca mais levou ninguém para conhecer sua família. 
Ele é um personagem indispensável na trama pois é ele que nos narra o ponto de vista dos Janko à tudo o que acontece com eles. E claro, ficamos por dentro da história de todos os integrantes dessa família tão misteriosa. 

"Na verdade, não entendo nada, mas, às vezes, é preciso fingir que a gente entende, só para deixar as pessoas à vontade. Assim como, à vezes (muitas vezes, na minha experiência), precisamos fingir que não entendemos algo que alguém disse ou o que está acontecendo. Caso contrário, as coisas podem ficar complicadas."  Pagina 246

"Entendo melhor o que meu tio-avô quer dizer agora quando fala que somos diferentes. Não piores ou melhores, apenas diferentes. (...) podemos ter cabelos escuros e falar inglês, gostar de The Smiths e detestar aulas de geografia. Mas somos como trens que correm sobre trilhos mais ou menos paralelos, mas que nunca se encontram. E não posso ir para seus trilhos, nem ela, para os meus." Pagina 110

"Dizia que os Ciganos têm pele e cabelos escuros e "olhos especialmente brilhantes". O que isso significa? Como alguns olhos podem ser mais brilhantes do que outros? Ficando molhados?" Pagina 109

Eu gostei muito desse livro. A narrativa é fluída mas confesso que demorei um pouco para me acostumar com o estilo de escrita da autora, que reúne dois pontos de vista cruciais e narrativa poética, mas sem exageros. Não tenho dúvidas que Stef Penney foi bem sucedida na tentativa de reunir mistério, romance, distúrbios psicológicos e personagens que ficam dias na cabeça do leitor. Foi uma ótima trama, mas me decepcionei com o final, esperava bem mais do desfecho pois o mesmo foi simples e não muito conclusivo como eu gostaria e como a história pedia. Para quem, como eu, tem curiosidade na cultura Cigana e suas peculiaridades, vai ganhar um prato cheio. 
Contudo é um livro incrível e muito bem escrito que indico para quem gosta de detetives e bons mistérios para decifrar. 4 estrelas <3 E o que falar dessa capa? Adorei. Ah, a capa é daquelas meio emborrachadas sabe? Não curto muito mas ok, com essa ilustração a gente releva  :)
                                            

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Melhores Quotes #7




Feita de Fumaça e Osso


Ela tem gosto de néctar e sal. Néctar, sal e maçãs. Pólen, estrelas e dobradiças. Tem gosto de contos de fadas. Donzela cisne à meia-noite. Creme na ponta da língua de uma raposa. Ela tem gosto de esperança.
Pg 113



Como mofo nos livros, os mitos crescem sobre a história. Talvez você devesse perguntar a alguém que esteve lá, tantos séculos atrás.
 Pg 116



Os olhos dele eram hipnóticos, e as sobrancelhas, negras e aveludadas. Ele era  cobre e sombra, mel e ameaça, a severidade das maçãs do rosto afiadas e o bico de viúva no cabelo, como a ponta de uma adaga. Tudo isso e o estalo abafado do fogo invisível e, encarando-o, Karou parecia ser jogada para dentro de uma melodia de sangue e magia, e mais alguma coisa. 
Pg 182



Ela era real, e existia no mundo. Como olhos de um animal brilhando à noite em uma floresta, ela estava lá em algum lugar, como um pequeno brilho radiante em meio à escuridão que tudo preenchia. 
Pg 254



Esperança? A esperança pode ser uma força poderosa. Talvez não haja magia real nele, mas, quando você sabe o que mais deseja e mantém isso aceso como uma chama dentro de si, pode fazer as coisas acontecerem, quase como mágica.
 Pg 266



Ela correu para dentro de si mesma e se preencheu.
Ela se deixou entrar e estava plena. 
Ela se fechou de novo. O vento se acalmou. Foi simples assim. 
Ela estava completa.  
Pg 282



Eu li Feita de Fumaça e Osso pela primeira vez ano passado e simplesmente viciei! Esse livro é tudo de bom e mais um pouco, o melhor sobrenatural que já li e um dos xodós mais xodós da estante <3 LEIAM
Eu reli ele esse ano pra marcar os quotes e porque eu pensava (bobinha) que a intrínseca iria lançar o terceiro livro ainda esse ano. Acontece que só irão lançar ano que vem, então enquanto isso continuarei relendo os dois primeiros, porque reler é vida <3

Espero que tenham gostado dos quotes! Se quiserem um post falando melhor dos dois livros é só deixar um comentário aqui em baixo <3

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Wish List - Lançamentos Literários (DarkSide, Intrínseca, Record...)

Oi meus amores, tudo certinho? 
Hoje o post é sobre os livros que foram lançados e alguns que nem são tão novos assim e que eu já estou LOUCA para compra-los, bora lá?


 

A trilogia Star Wars assim que lançou, entrou pra wish list, mas pelo preço vai ficar lá ainda por algum tempinho. 
A Menina Submersa eu também me apaixonei a primeira vista, pela capa eee... O comentário do Neil Gaiman, CLARO!
O Irresistível Café de CupCakes me chamou muito atenção pela sinopse, pelo título e pela capa. 

            Foto: [LIVRO DO DIA]

Evie trabalha para a Agência Internacional de Contenção Paranormal: sua melhor amiga é uma sereia, seu ex-namorado é uma fada, ela está se apaixonando por um transmorfo e é a única que pode ver através do glamour paranormal. Mas a chegada de Lend, um metamorfo misterioso, e muito, muito gato, à AICP vai despertar várias dúvidas que Evie não sabia que carregava dentro de si. Seria ela mesma uma paranormal? Seria a AICP tão nobre quanto parece?
Quer saber mais sobre essa história sobre seres do outro mundo, cheia de humor? Então, confira: http://bit.ly/PolíciaParanormal

Neil Gaiman 
Amei a sinopse de Policia Paranormal, deve ser um livro mega engraçado. 
E o livro mais amado, desejado e aguardado do momento Orange is the new Black, uma das melhores séries ever e  um livro que promete ser perfeito <3


  Agora me contem, quais os lançamentos que vocês mais querem ler?

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

[Resenha #31] Cidades de Papel - John Green



Editora: Intrínseca
Título Original:  Paper Towns
Ano:2008 by John Green
Numero de páginas: 368
Edição: 1°
Gênero: YA- Jovem Adulto
Tradução por: Juliana Romeiro
Nota: 111115/5
No Skoob (Clique aqui)






O livro vai narrar a história de Quentin Jacobsen (Q.), um adolescente que desde a infância nutre um amor platônico por sua vizinha, Margo Roth Spiegelman. No passado, eram amigos inseparáveis, mas hoje Margo é a garota mais popular da escola enquanto Quentin é o Nerd que tem apenas 2 amigos, Radar e Ben.

Em uma madrugada, Quentin é visitado por Margo, que entra pela janela do quarto do garoto e faz uma proposta: ela o convida para um plano de vingança; no começo Q. fica relutante em aceitar mas resolve que vai assim mesmo, quem sabe ela quer retomar a amizade dos dois.
A noite de aventuras foi incrível e Q. fica com esperanças de que tudo fique como antes e eles possam voltar a ser amigos, mas no dia seguinte, na escola, Margo não vai e nem nos dias seguintes àquele.
Ninguém parece se importar com o sumiço dela, é característico de Margo sair pelo mundo sem avisar nada a ninguém.
Preocupado com o paradeiro da garota, Q. descobre que ela deixou pistas e resolve ir atrás dela, mas parece que elas não levam a lugar nenhum e Q. tem que correr contra o tempo para resolver o mistério.

"Uma Margo para cada um de nós. E todas elas eram mais espelho do que janela."Página 231

"Quis dizer que ela deve estar por aí fazendo coisas típicas de Margo. Virando o mundo de cabeça pra baixo"
Página 108

" A menininha que enfiara o dedo na represa para proteger a cidade havia  sumido. A enchente era inevitável."
Página 109



A narrativa do Green nesse livro me impressionou, sempre achei a escrita dele poética e inteligente mas nesse livro ele se superou. Os personagens são tão engraçados e tão bem narrados que eu me senti entre amigos. Os melhores amigos do Q. são o Radar e o Ben, personagens únicos e engraçadíssimos, quando a história ficava repetitiva eles quebravam o gelo com as piadas hilariantes e os diálogos cheios de sarcasmo.
Muita gente falou mal da personagem Margo, deve ter alguma coisa errada comigo pois amei e entendi a personagem como se já fosse íntima dela, os motivos que levaram ela a fazer o que fez podem ter sido "pequenos" mas ela tinha um motivo e um sonho, o que ela fez foi correr atrás do que queria mesmo que para isso ela tivesse que ir do conhecido para o desconhecido, a fome de aventura da personagem me fez acreditar nela, e foi isso que aconteceu, eu acreditei e defendi a personagem.
O Quentin as vezes fica meio possessivo em acha-la e esquece da própria vida para desvendar o quebra-cabeça que é o sumiço dela.
Um livro incrível que mexeu muito comigo. Na minha opinião esse foi o melhor livro do John Green até agora. Perfeito.
Sobre o final: Não acho que tenha faltado um final como muitas pessoas acham, gostei do desfecho mas adoraria uma continuação,
Super indico!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

[Resenha] Deslembrança - Cat Patrick


Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela 
manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.


Editora Intrínseca / 256 páginas 






Deslembrança vai nos contar a história da London, uma adolescente que tem um problema desde criança, toda noite às exatas 4:33 da manhã, então London tem que anotar tudo o que ela fez, vestiu e viu durante o dia em bilhetes e anotações, para que no dia seguinte ela saiba exatamente o que viveu no dia anterior. 
Após esquecer de escrever um bilhete, London vai pra aula de educação física e não leva sua roupa (ela esqueceu de escrever o bilhete) e quando uma colega empresta uma blusa com gatinhos e um short curto em um dia de frio ela vira motivo de piada, é quando ela conhece Luke, um garoto novo na escola que ao ver a situação de London dar a ela seu casaco. À noite no mesmo dia London não menciona Luke em seu bilhete pois não consegue vê-lo em seu futuro, isso mesmo, ela esquece do passado mas lembra do futuro. 
A melhor amiga de London, Jamie, esta tendo um caso com um funcionário da escola, um homem de 24 anos e casado, após discutir com a amiga por não aceitar esse caso elas tem uma briga feia e acabam rompendo a amizade, London tenta de todas as formas reatar com a amiga mas Jamie não quer nem saber dela. O motivo de não querer que Jamie se envolva com o professor é o futuro que London ver para a amiga, um futuro horrível com muitas decepções.


“Todas as minhas lembranças, boas, ruins ou tanto faz, um dia vão se concretizar."


Luke é um personagem encantador, sempre preocupado e atencioso ele conquista London todos os dias. Depois de algum tempo namorando ela procura saber sobre seu Pai, que não ver a anos, quando isso acontece London acaba lembrando de algumas coisas de seu passado, a memória remota de London parece melhorar... mas nem tudo são flores quando se trada do passado e tem coisas que ela preferia não lembrar. 

"Então o tempo para.
Primeiro, vejo o sorriso. Há uma inconfundível doçura em meio à provocação ."  

O livro é viciante, muito encantador, todo narrado pela doce London de uma forma divertida e apaixonante. 
Li super rápido, é um livro descontraído, para se ler em um dia.
O romance é deles dois é emocionante, porque mesmo não lembrando claramente de Luke ele consegue conquista-la todos os dias com pequenos gestos.
Qualquer semelhança com o filme Como se fosse a primeira vez é mera coincidência até porque depois da página 20 vemos que é muito diferente mesmo tendo uma protagonista parecida. No filme por exemplo a personagem principal não "lembra" do futuro como a London, entre muitas outras diferenças. 
A única coisa que me deixou triste é que o final não é tão conclusivo, fica algumas coisas em aberto que a gente fica curiosa, como se tivesse uma continuação. 
Mesmo assim dei nota 5, um livro leve, divertido e encantador. 
Do gênero romance foi o que mais me agradou até agora. 
Recomendo. 




Beijos e até a próxima