Anna Emerson tem 30 anos, é professora de Inglês e está em um relacionamento que não evolui, e que ela está decidida a terminar assim que voltar de viagem.
Cansada de sua vida monótona e sem novidades ela aceita a oferta de emprego que lhe oferecem sem pestanejar; irá passar o verão em uma ilha paradisíaca dando aulas particulares de reforço para
T.J. Callahan, um adolescente de 16 anos com um câncer em remissão.
Ele não quer ir nessa viajem, mas sabe que não tem muita escolha já que está bem atrasado na escola, devido a suas várias idas ao hospital.
As coisas começam a dar errado ainda no aeroporto, quando não conseguem embarcar no avião fretado que iriam. Embarcam em um hidroavião, mas antes de chegar na ilha o piloto sofre um ataque cardíaco, e eles caem no meio do oceano.
Anna e T.J. sobrevivem e são levados pela correnteza para uma ilha desabitada no meio de um mar
infestado de tubarões. Fragilizados pelo acidente e lutando para sobreviver naquele lugar lindo mas muito perigoso, os dois precisam se unir para enfrentar os medos e as dificuldades que surgem.
Os meses passam depressa, ambos amadurecem e se conhecem aos poucos, unidos pelo mesmo propósito:
sobreviver.
T.J. é jovem, mas maduro para idade. Conforme o tempo vai passando ele fica cada vez mais atraído por
Anna, que apesar de sentir o mesmo prefere dar lugar à razão. Afinal, apesar da situação ela continua sendo sua professora, além de anos mais velha. Mas naquele lugar as regras e convenções sociais deixam de fazer muito sentido, logo que são apenas os dois ali, tendo de lidar com animais, doenças e perigos naturais; além da possível recaída de T.J.
Eles ficam na ilha durante
3 anos e meio. E, mesmo longe daquele lugar, as provações continuam e eles precisarão lidar com todo tipo de preconceito, afinal um casal com uma diferença de idade grande como eles ainda não é bem visto na sociedade. Também verão o quanto as coisas mudaram enquanto estavam exilados, quanta coisa perderam e tudo o que sentiram falta.
"A ideia de nossas famílias preparando cerimônias em nossa homenagem me magoou tanto que fechei os olho com força e me obriguei a dormir, com a esperança de fugir das imagens de uma igreja lotada, um altar vazio e as expressões chorosas de meus pais." (Anna, página 63)
O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos são intercalados com o ponto de vista de ambos os personagens. A escrita da autora é simples e não tem muita descrição, apenas o suficiente para fazer o leitor imaginar os perigos/maravilhas da ilha.
Os personagens foram bem construídos e adorei ambos. O romance também foi bem bolado e aconteceu aos poucos, conforme os personagens iam se conhecendo; os sentimentos surgiram na hora certa e nada foi forçado. Quer dizer, quase nada. Apenas uma cena no livro me incomodou: Anna e T.J. estavam pescando quando foram atacados por um tubarão, e eles lutaram contra o animal, e depois alguns golfinhos foram ajudá-los. E, quando o tubarão
enfim morreu, eles o comeram.' Essa foi a única parte que achei que a autora se perdeu, achei irreal demais.
Metade do livro se passa na ilha e a outra metade se passa após o resgate, achei isso
sensacional. É um livro com começo, meio e fim, entendem? Todas as pontas foram devidamente trabalhadas, e no final nenhuma ficou solta. Foi muito interessante acompanhar toda a jornada dos personagens, tudo o que passaram para sobreviver, e depois tudo o que enfrentaram para ficarem juntos...
Li o livro em pouco mais de 5 horas; achei a leitura fácil, mas de ritmo
frenético, o que ajudou bastante na tarefa de me deixar acordada madrugada adentro.
Indico para todos que curtem um bom romance com doses certas de drama e humor; e finais lindos e
emocionantes.
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