Sinopse: Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que a vida de Drew Silver é uma sequência de decisões equivocadas. Faz quase uma década que sua banda de rock emplacou uma música, filha única de mãe solteira. Desde então, a banda se separou, sua mulher o largou e Silver tem assistido a vida passar, tocando em casamentos – quando aparece algum – e descontando os cheques cada vez menos frequentes que recebe pelos direitos autorais de seu único sucesso. Silver então descobre que a ex-mulher está prestes a se casar de novo e que a filha adolescente, Casey, está grávida. Para completar, depois de sofrer um derrame que o deixa incapaz de controlar a língua e guardar para si o que pensa, ele precisa de uma cirurgia no coração. Diante desse cenário, o músico fracassado depara com a pergunta decisiva: será que vale a pena salvar uma vida tão mal vivida? Assim, sob o olhar exasperado da família, ele toma a decisão radical de se recusar a fazer a cirurgia e dedicar o pouco tempo que lhe resta a tentar consertar o relacionamento com Casey e aproveitar a vida – mesmo que ela não dure muito. Com diálogos rápidos, irônicos e sagazes, Jonathan Tropper confirma sua habilidade em retratar com humor e perspicácia o lado oculto da família moderna.
Silver tem 44 anos e é um solitário ex-astro do rock
com apenas uma música de sucesso, um péssimo pai, e um babaca de marca maior.
Silver mora em condomínio para onde os fracassados se mudam quando nada em sua
vida dá certo, Versalles, e lá divide seus dias com dois outros amigos
fracassados, Jack e Oliver. Seus dias são uma sucessão de acontecimentos
previsíveis e repetitivos, seus maiores hobbies no momento são secar (aqui me
refiro a secar como olhar profundamente) as jovens universitárias que amam a
piscina, e doar esperma toda terça-feira pela mísera quantia de 75 dólares que
gasta com bebidas e charutos.
A cereja do bolo de desgraças na vida de Silver é
com certeza os oito anos de divórcio não superado. Até aí tudo bem (para quem viveu oito anos dessa forma, está
tudo bem!), porém de uma hora para outra sua filha Casey, 18 anos, oradora da
turma do ensino médio, recém-aceita na universidade e com a qual seu
relacionamento é terrível, o procura com a notícia de que está gravida.
“É difícil saber por onde começar. As coisas têm sido confusas há tantos anos que tentar identificar um ponto de partida é como tentar descobrir onde começa a sua pele. Tudo o que você vai conseguir saber é que ela envolve todo o seu corpo e que, às vezes, parece um pouco mais apertada do que você gostaria."



