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domingo, 2 de julho de 2017

Todos, Nenhum: Simplesmente Humano, de Jeff Garvin

Autor: Jeff Garvin
Titulo Original: Symptons of Being Human
Editora: Plataforma21
Ano: 2017
Páginas: 400
Sinopse: Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso. Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo. Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix.

Neste livro vamos conhecer Riley, um adolescente como qualquer outro que não se encaixa nos padrões do resto do mundo. Tem problemas familiares e sofre bullying como qualquer outro. Uma unica coisa o diferencia, Riley tem gênero fluido, ou seja, as vezes se identifica como garoto e outras como garota.

Ele esconde esse segredo de todos, principalmente de seus pais; pesar disso, tenta viver sua vida do jeito mais tranquilo possível; mas tudo muda com sua transferência para uma escola pública, depois que de ter um surto e acabar indo parar em uma clinica psiquiátrica.

Por seu jeito diferente de vestir, Riley acaba sendo alvo de piadas e perseguição no novo colégio, seus colegas passam a chamá-lo de "aquilo", "aberração" entre outras coisas.
"- É menina ou menino?
- Não - fala outra garota. - Deve ser...
- Sim, mas olha só o que aquilo está vestido.
Aquilo. Ela me chamou de aquilo."

sábado, 14 de janeiro de 2017

A Parede Branca do Meu Quarto, de Marina Oliveira


Autora: Marina Oliveira
Editora: Thesaurus
Ano: 2015
Páginas: 384
SinopseApós ter um vídeo postado no Youtube sobre o surto psicótico que teve durante uma prova, Mariana Vilar virou uma celebridade da internet. Infelizmente, isso não trouxe nenhuma vantagem para a vida dela: foi expulsa do colégio antigo, perdeu o contato com o melhor amigo e, agora, ainda tem que aguentar as pessoas perguntando a todo tempo se a conhecem de algum lugar. Chega a hora de cursar o terceiro ano do Ensino Médio, não vai ser fácil. Novo colégio, rodeado de pessoas diferentes. Os desafios surgem e as inquietudes aumentam. Mariana começa a perceber que as experiências e desejos que guiavam o seu comportamento antes, de repente não fazem mais sentido. Entender as mudanças que vão desde belos momentos afetivos até estranhas festas da elite brasiliense será uma questão de sobrevivência. E quanto à parede branca do título? Ah, meu caro leitor, só posso garantir que ela nunca mais será a mesma.
Neste livro vamos conhecer Mariana, uma jovem brasiliense, que nunca foi muito popular no colégio; por ter o QI acima da media, ela sempre foi rotulada como "a esquisitona" ou "a CDF"; Mariana foi obrigada a mudar de colégio depois de ter protagonizado o maior surto da historia do PAS (uma especie de vestibular dividido em três etapas que são realizadas a cada termino de ciclo do ensino médio), ter seu surto publicado no youtube e o vídeo ter se tornado um viral, transformando-a assim em uma celebridade instantânea.

Ela agora é aluna do colégio Joana D’Arc, mas esta redondamente enganada se pensa que as coisas no novo ambiente escolar vão ser mais tranquilas; a primeira coisa que acontece quando ela pisa no local é a tipica cara de "te conheço de algum lugar!?" por parte da maioria dos outros alunos e as piadinhas.


A garota ignora a tudo e a todos, pois seu único interesse ali são as aulas; ela não tem interesse nenhum em fazer amizades, pois acha que isso pode atrapalhar no seu objetivo, mas isso se torna impossível, pois, Lara e Mauricio, dois colegas que se sentam perto dela na sala de aula, se aproximam, e mesmo contra sua vontade, uma amizade muito forte e verdadeira vai nascer e servir para abrir seus horizontes.
“OK. Comecei a gritar e gargalhar que nem uma louca, dancei a Hula e acabei destruindo a cadeira em que estava sentada. Os fiscais poderiam ter parado a prova e me retirado da sala, ou chamado os bombeiros e até mesmo arranjado alguém para atirar um dardo tranquilizante em mim. Mas não. Em vez disso, eles ficaram em estado de choque. Paralisados, quer dizer. Alguns alunos, então, não querendo perder a oportunidade, resolveram filmar toda a minha histeria e colocar no Youtube na mesma hora.”
Sobre Minha Experiencia de Leitura: A Parede Branca do Meu Quarto pode parecer só mais uma historia boba sobre adolescência, mas é muito mais que isso; é uma historia linda e tocante sobre amizade, família, auto-descobertas e crescimento que me surpreendeu e mexeu comigo totalmente.


A Mariana não me ganhou desde o começo, no primeiro capitulo achei ela muito esnobe, mas com o passar da leitura ela foi me convencendo, ela se mostrou uma menina que aparenta ser forte, mas que possuí muitas fraquezas e inseguranças como todos os jovens de sua idade. Gostei muito de como ela é com os familiares, mesmo com todas as diferenças e dificuldades é nítido o amor que ela sente por todos, principalmente por sua vó.
“ – Bom, veja o seu quarto. Ele poderia ser o quarto de qualquer pessoa. Branco, sem graça. Não há personalidade, você não se preocupa com isso. Aliás, você só se preocupa com os estudos. É isso que está na sua frente, saca?”
A amizade entre ela a Lara e Mauricio é muito verdadeira, eles brigam, como qualquer outro grupo de amigos, mas estão sempre juntos quando um precisa do outro. Por falar em amizade, a Mariana deixou um melhor amigo para trás, o Ian, os dois brigaram depois que ela descobriu a homossexualidade do amigo, por quem era apaixonada; essa parte me fez desgostar de novo da Mariana, mas depois eu entendi o por que de ela ter agido daquele jeito.


Como em todo bom jovem adulto, neste também não poderia faltar um romance totalmente fofo e viciante, daqueles que nos fazem ficar na torcida antes mesmo de ele dar o primeiro sinal de existência. O romance LGBT não é tão trabalhado quanto eu gostaria que tivesse sido, mas mesmo assim passa uma verdade linda, nada estereotipada.
“ – Vou te dizer o que acho, Mariana – ele voltou a falar. – Seguindo a analogia da parede branca, acho que todos nós somos paredes coloridas e enfeitadas com as mais diversas coisas. Só que, por vários motivos, em algum momento da vida, nos pintamos de branco para proteger a nossa essência. Fazemos isso para não mostrarmos que somos imperfeitos; somos humanos. Sentimos raiva, tristeza e inveja. Só que esses sentimentos foram taxados como “ruins”. E ser ruim, bem, é ruim. É ai que passamos o branco em cima de nós mesmos, para homogeneizar nossa aparência. Para aparentarmos ser perfeitos.”
A escrita da autora Marina Oliveira é muito viciante e gostosa de ler, eu não consegui me afastar da leitura por muito tempo; todos os seus personagens são muito bem construídos e trabalhados ao longo da historia, e também são extremamente apaixonantes e verdadeiros. As descrições dos ambientes são muito completas, o que ajuda o leitor a imaginar cada cenário perfeitamente.

Essa leitura me trouxe varias reflexões importantíssimas, mas acho que não importa o quanto eu fale sobre a minha experiencia com esse livro, vocês só irão entender verdadeiramente o quão importante ela é, ao lê-lo, então, leiam! Só posso dizer que não vejo a hora de ler mais obras da Marina.

domingo, 10 de julho de 2016

Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli

Simon vs. a agenda Homo Sapiens
Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Ano de lançamento: 2016
Páginas: 272
 Skoob 

Sinopse: Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
   

“Branco não devia ser o padrão, assim como hétero não devia ser o padrão. Não devia existir nenhum padrão.”

Neste livro conhecemos Simon, um garoto de 16 anos como qualquer outro, em pleno ensino médio, com dúvidas sobre quem realmente é, ou quer ser. E Simon tem um segredo: ele é gay; e é sobre isso que se trata essa história. Ele é homossexual sim, mas não acha tão importante assim se assumir, porque, para ele, esse fato não muda em nada quem ele é ou como ele se relaciona com as pessoas ao redor (Tá certíssimo, Simon!); afinal, como ele mesmo fala em determinado momento do livro: “Heterossexuais não têm que sair do armário, não é mesmo?” (Tá certo de novo, Simon!)