
Editora Morro Branco, 2017 || 416 páginas || Skoob
Sinopse: Nix é uma viajante do tempo. Ela e seu pai, Slate, velejam a bordo do Temptation, um navio pirata repleto de tesouros. Ao longo do caminho eles encontram amigos, uma tripulação de refugiados do tempo e até mesmo um charmoso ladrão que pode significar muito mais para Nix. Tudo que Slate precisa é um mapa certo para viajar a qualquer tempo e lugar, real ou imaginário: seja para a China no século 19; terras vindas direto das Mil e Uma Noites ou até mesmo uma mítica versão da África. Apesar das inúmeras possibilidades, o pai de Nix está obcecado com um mapa específico: Honolulu, 1868 – o ano de nascimento de Nix e a última vez em que ele viu sua esposa viva. E, por uma chance de reencontrá-la mais uma vez, Slate está disposto a sacrificar a tudo e a todos.
Quando o desejado mapa aparece, Nix vê sua própria existência em perigo e agora deve descobrir o que quer, quem é, e aonde realmente pertence, antes que seu tempo acabe. Para sempre.
RESENHA ✍
The Girl from Everywhere: O Mapa do Tempo é o livro de estréia da autora Heidi Heiling, nascida em Honolulu, no Havaí, cenário paradisíaco onde se passa boa parte dessa história. Lançado em 2016, seu livro logo conquistou milhares de jovens leitores, apresentando Nix, uma adolescente que viaja no tempo e espaço à bordo de um enorme navio.
O Temptation é comandado por Slate, pai de Nix, e é ele quem possui o dom da Névoa, sendo capaz de viajar no tempo e para qualquer lugar, seja real ou fictício, desde que tenha um mapa original em mãos. E sobre mapas Nix entende muito bem.
A tripulação do navio já viu de tudo, e juntos passaram pelas mais incríveis aventuras, algumas das quais foram alimentadas pelo maior desejo de seu pai, algo pelo qual ele daria tudo: um mapa que o levasse para o ano de 1868 em Honolulu, Havaí, onde ele conheceu a mãe de Nix, que morreu pouco depois de dar à luz. Slate tem certeza que, se ele voltar àquele ano, pode reencontrar sua amada e protegê-la, mas parece não entender, ou não querer entender, o que está bem claro para sua filha: a viagem poderia reunir sua família e lhe dar a casa e o amor materno que nunca conheceu, mas também, e mais provavelmente, pode colocar sua própria existência em risco.
"Quando eu era jovem, aprendi a contar com a perda. Cada vez que dormia, alguma coisa desaparecia. Cada vez que acordava, alguém tinha ido embora. Mas... também aprendi que criamos alguma coisa nova todos os dias. E seja o que for, vivemos essas coisas enquanto elas duram. (...) Paraíso é uma promessa que nenhum deus se incomoda de cumprir. Só existe o agora, e amanhã nada será igual, gostemos disso ou não."

