Autora: Bruna BeberEditora: Record
Ano: 2017
Páginas: 96
Skoob
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Bruna Beber tenta retirar, ao extremo, o peso, a profundidade e a densidade da poesia A começar pelo título: tipo de canto, prece ou recitação que provém de uma dimensão religiosa, a palavra “ladainha” passou a ser usada para dizer aquilo que se repete incansavelmente apesar de já ter perdido o sentido. Ainda, ao escolher não dar títulos aos poemas, mas apenas enumerá-los com a sequência dos 32 primeiros números primos, Bruna Beber foge à simples infinitude dos números naturais, aspirando a uma infinitude ainda não de todo mapeada. O que poderia ser visto como um exercício de banalidade e humor propositalmente afirmativos é, antes de tudo, uma posição ironicamente crítica da poesia para com sua história, para com a poeta, o leitor, a tradição, o mundo, o nosso tempo e, mesmo, a vida.
Esse ano tive gratas surpresas com a leitura de livros de poesia. Não é um gênero que eu leia muito, apesar de realmente gostar bastante, e em 2017 estou lendo muitas de autores nacionais e, como disse, tendo surpresas bem bacanas.
Bruna Beber é uma escritora e poetisa brasileira nascida no Rio de Janeiro. Entre seus livros de maior destaque está Rua da Padaria (Record, 2013), livro que reúne poemas, em sua maioria, sobre a infância. Seus textos já foram publicados em vários países, sendo ela uma autora de destaque na poesia contemporânea brasileira. Ladainha é seu quinto livro de poesia, e começou a escrevê-lo em 2015, publicado agora em 2017 pela Record em uma bonita e simples edição.
Ladainha (que significa prece, oração) é dividido em três partes, sendo elas Vidádiva, Canseios e Meodels, todos em uma linguagem coloquial que é característica sua. Os poemas não possuem título, e são ordenados por números primos, escolha da autora.



