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sexta-feira, 17 de junho de 2016

3 livros nacionais de não-ficção | #euleionacional


Hoje o post é com 3 indicações de livros de não ficção brasileiros. Não-ficção é um gênero que gosto bastante, apesar de não ser tãaao presente entre minhas leituras. 

   Vamos juntas? A Máquina de caminhar Put some farofa

Vamos Juntas? > Toda mulher já se sentiu insegura na hora de sair sozinha na rua. O risco de ser abordada, perseguida ou assediada é uma realidade. Mas, um dia, uma moça chamada Babi Souza teve uma ideia simples e revolucionária: da próxima vez em que você estiver sozinha, olhe para os lados. Pode ter outra mulher andando na mesma direção. Por que não vão juntas?

Logo, o movimento Vamos Juntas? conquistou moças em todo o Brasil, se tornando um símbolo de união feminina e feminismo, na defesa por direitos iguais entre homens e mulheres. Aos poucos, muitas mulheres mudaram sua forma de enxergar o dia a dia e a moça ao lado. 
Além de dados sobre o feminismo, que mostram como ainda há tanto a ser conquistado, este guia traz relatos de mulheres que aprenderam, junto ao Vamos Juntas?, a enxergar companheiras umas nas outras. A se unir, ao invés de rivalizar.  


quinta-feira, 28 de abril de 2016

A Máquina de Caminhar, de Cristovão Tezza.

"Porque escrever não é um meio para chegar em algum lugar, mas a própria construção do lugar, na proporção de um tijolo por palavra, dizendo com simplicidade. Não conseguimos escapar da linguagem, nossa alma visível."

Skoob || 192 páginas || Editora Record
Sinopse: Por mais de seis anos, Cristovão Tezza assinou uma coluna de crônicas no jornal paranaense Gazeta do Povo, revelando a seus leitores uma nova faceta, a de observador fino e bem-humorado do cotidiano. Segundo livro saído da contribuição desse cronista tardio às páginas do jornal, A máquina de caminhar reúne 64 crônicas, selecionadas por Christian Schwartz e ilustradas por Benett, que comprovam a maestria do autor em extrair do circunstancial e do provisório pequenas pérolas literárias. Completa esta coletânea um saboroso ensaio sobre a crônica, com a marca do humor, em que Tezza faz uma brilhante análise de dois exemplos da pena de nosso maior prosador, Machado de Assis. A partir deles, procura definir as marcas deste gênero brasileiríssimo ao qual se dedicou de maneira quase acidental e de que este livro é uma bela amostra.


Cristovão Tezza, é um escritor brasileiro autor de obras importantes como o premiado romance O Filho Eterno, que teve grande impacto no panorama ficcional de nosso país. 
Depois de anos escrevendo apenas ficção, Tezza recebe a proposta de assinar uma coluna semanal como cronista para o jornal Gazeta do Povo, onde permaneceu por 6 anos.
Suas crônicas  ganharam uma seleção em 2013, levando o título Um Operário em Férias, organizados por Christian Schwartz, que também seleciona as 64 crônicas de A Máquina de Caminhar.

Não sou leitora assídua do gênero, porém assim que bati o olho neste livro senti a necessidade de lê-lo. Os temas que permeiam as páginas deste livro são os mais variados; desde futebol até literatura, passando por viagens e política, assunto é algo que não falta para Tezza, que consegue manter o leitor interessado e presente mesmo quando o assunto da vez é política, um natural divisor de opiniões que está presente em nosso cotidiano. 

As crônicas que falam sobre literatura, leitura e leitores foram as melhores em minha opinião. Apesar de não concordar com uma coisa ou outra (e isso é totalmente saudável), me vi em muitos relatos do autor, inclusive na crônica Leitura Disparatadas, onde o autor diz ler vários livros ao mesmo tempo, e cada um deles seguindo um critério. Por exemplo, um livro para se ler em viagens não podem ter mais de 250 páginas; ao passo que os livros de cabeceira têm mais de 300.