
Dublinense, 2018 || 320 páginas || Skoob
Sinopse: Após ter sido obrigado a se aposentar pela empresa onde trabalhou a vida inteira, Roberto Bevilacqua decide deixar o Brasil e se mudar para a Itália. Assim, planeja viver seus últimos anos em Roma, acompanhado apenas de remédios e lembranças. Ele só não conta com um milagre televisivo e com uma amizade que, entre um vinho e outro, vai redefinir o seu modo de encarar a vida, o tempo e o amor.
RESENHA ✍
Em Brava Serena vamos acompanhar o personagem Roberto Bevilacqua, um homem que passa dos setenta anos e é obrigado a se aposentar da empresa que trabalhou durante grande parte da sua vida. Viúvo e separado de sua única filha, ele resolve empreender uma viagem para a Itália, país que tanto ama e no qual fez boas memórias ao lado de sua esposa; agora, sozinho e com problemas de saúde, tomando suas medicações e em uma dieta rigorosa, ele embarca nessa que será a aventura mais imprevisível de sua história. Ele só não sabe disso ainda.
"A verdade é que já estava mais do que na hora de voltarmos à Itália, não é mesmo? De olhos fechados, parado em meio ao vão de saída da estação Termini, sei que tu concordas. Então, inspiro profundamente, alheio às pessoas que vão e vêm. Com alívio, constato que Roma continua a mesma, pelo menos a sua atmosfera. Se me perguntassem por que me apaixonei por esta cidade, diria que é por causa desse ar. O hálito de Saturno, deus romano do tempo. Apesar de mentirosa, seria uma linda resposta. Pela que ninguém pergunte essas coisas."