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quarta-feira, 2 de março de 2016

Lugares Escuros, de Gillian Flynn

"Eu tenho a maldade dentro de mim, tão real quanto um órgão.
 (...) É o sangue dos Day. Há algo de errado com ele."



Depois de ler outros dois livros da autora, Objetos Cortantes e Garota Exemplar, e me encantar com a escrita dela e com seus personagens maravilhosamente bem construídos, me convenci que iria ler qualquer coisa que Gillian Flynn escrevesse, independente do gênero. E foi com muita ansiedade e certeza que seria uma boa leitura que peguei Lugares Escuros, livro que foi adaptado para o cinema em 2015, estrelado por Charlize Theron. 

Neste livro conhecemos a mordaz e pouco amável Libby Day, já com seus 31 anos, falida, e sem nenhuma perspectiva para o futuro, já que passou anos e anos apenas gastando o dinheiro que era depositado em sua conta quando ainda era uma garotinha e as pessoas se importavam com ela, com o caso Day. 

Quando tinha 7 anos, Libby sobreviveu ao massacre que matou sua mãe e suas irmãs na fazenda onde moravam, no Kansas. O caso ficou conhecido como Sacrifício Satânico de Kinnakee, e o irmão da menina, Ben, de 15 anos na época, foi preso e acusado dos crimes. A pequena Libby colocou o irmão atrás das grades, mesmo sem nunca ter tido completa certeza sobre o que aconteceu naquela noite. O fato é que tudo isso vem atona agora, 25 anos depois, em forma de um grupo intitulado Kill Club, onde pessoas obcecadas por casos de assassinato fazem reuniões para debater sobre o assunto e criar teorias. 

Eles pagam pelo tempo de Libby, que precisa do dinheiro e não vê outra saída, para que ela vá atrás das pessoas do seu passado que podem ter algo a ver com a morte de sua família. Todos acreditam que Ben é inocente, e precisam convence-la disso para que ela volte atrás em seu depoimento e faça com que seu irmão saia da cadeia. 
Quanto mais Libby tenta se lembrar dos detalhes daquela noite e quanto mais investiga sobre o caso, mais ela se questiona sobre o que realmente aconteceu. 

"Ninguém ri de mim. Tudo o que digo ou faço é levado muito, muito a sério. Ninguém debocha de uma vítima. Não sou objeto de diversão."