"... há alguns alívios que só as mulheres podem sentir. Algumas cargas, só as mulheres compreendem. E quando uma mulher chora aliviada, o universo também sente. Outras mulheres também sentem."
Skoob || 210 páginas || Giz Editorial
Sinopse: A vida de Marisa é regida pelo controle. Seja à frente do seu trabalho ou da vida dos filhos, ela é racional, mantendo-se sempre fria, um ser à parte das banalidades, cuja única preocupação é ser um exemplo. Olga é sua antítese. Sentimentos à flor da pele, dor flagelando a carne, pensamentos embaçados pelo esquecimento proporcionado pelo álcool. Sozinha, preocupa-se em apenas ser, em um mundo cercado por fatos que não reconhece mais como seus. Enquanto isso, Ana e Verônica esbarram com o acaso. Duas senhoras solitárias, vizinhas e antagônicas. Será que um dia alguém acharia que poderiam viver em paz? Mais ainda, será que poderiam se apaixonar? Duas jovens livres e independentes. O que as impede de ficar juntas?
Mulheres que não sabem chorar é mais que uma história de amor entre iguais. Junto a estas personagens tão humanas, o leitor vê-se despido dos preconceitos, pudores e medos. Ora crua, ora poética, a trama nos obriga a enfrentar o espelho e se ver como nunca imaginou antes. Pois ao mergulhar neste romance, o que fará você pensar não é a forma como vê o amor, mas sim a forma com que ele se volta em sua direção. Esteja preparado. (Danilo Barbosa - Autor de Arma de Vingança)
Mulheres que não sabem chorar, da autora brasileira Lilian Farias, parceira do blog, é um livro que, logo no primeiro capítulo, mostra ao que veio. Lilian não tem "papas na língua" e é ousada, imprevisível e presente em cada página.
Marisa é uma mulher controladora, fria e sarcástica. Em casa, com os filhos, ela não demonstra afeto; no trabalho, nunca dá o braço a torcer. Passou anos de sua vida preocupada apenas em ganhar mais e mais poder; assim, construiu seu império. Dona de uma floricultura movimentada, Marisa é rica, porém nada sabe sobre felicidade.
Olga é o contrário. Alcoolista, ela perdeu há muito tempo a vontade de lutar pela recuperação. Poderia, em qualquer dia da semana, ser confundida com uma mendiga. Já não se importava mais com a violência para com ela nas ruas. Ela merecia. Ou assim pensava.
Marisa e Olga moram na mesma rua, e sempre que se encontram trocam farpas. Marisa se enoja com a situação de Olga; Olga, nunca fica sóbria o suficiente para se importar com algo além de entornar outra garrafa. Em seus poucos momentos de lucidez, sofre as dores da vida, preferindo a alternativa.
Ana é uma jovem mulher fragilizada pelos fantasmas de seu passado. Quando encontra Verônica, vê naquela bela mulher um amor; uma vida. Porém tem medo de que a outra veja seu verdadeiro eu, sua bagunça particular que tenta esconder, temerosa que ela vá embora assustada.
"Todo mundo tem algo a dizer, todos nós temos experiências fabulosas, só que em algum lugar do mundo a arte de ouvir fora perdida com a própria arte de viver."
A história dessas mulheres se interligam com a história de muitas outras. Mulheres violentadas, marcadas, traídas, sofridas, roubadas, caladas, violadas; incompreendidas. Mulheres que foram vítimas da crueldade, do machismo e da intolerância; do preconceito e da falta de informação. Uma vítima da outra, e da outra, e de outros...