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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Prometo Perder, de Pedro Chagas Freitas

Título: Prometo Perder
Autor: Pedro Chagas Freitas
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 308
Skoob
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: A mais recente incursão do escritor português, que é sucesso na internet, por um universo poético e cheio de sensações, do qual leitor algum sairá o mesmo. Em uma viagem intimista e desconcertante, Pedro Chagas Freitas caminha, em Prometo perder, até o interior da emoção: da saudade ao desejo, da rebeldia à submissão, da dor ao amor, nada ficará por tocar. Permita-se sentir. “Prometo perder. Prometo por vezes fraquejar, por vezes cair, por vezes ser incapaz de ganhar. Nem sempre conseguirei superar, nem sempre conseguirei ultrapassar. Nem sempre poderei ser capaz de ir tão longe como você me pede, de te dar exatamente o que você merecia que eu te desse. O que desesperadamente te quero dar. Nem sempre conseguirei sorrir, também. “Prometo perder”. Prometo ainda me manter vivo depois de cada derrota, resistir ao peso insustentável de cada impossibilidade. Há de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir. “Prometo perder”. Porque só quem ama corre o risco de perder; os outros correm apenas o risco de continuar perdidos. “Prometo perder”. Porque só quem nunca amou nunca perdeu.”
Olá coleguinhas, hoje eu quero dividir com vocês a inquietante experiência que é ler Pedro Chagas Freitas. Para início de conversa deixo-os avisados de que essa não é uma leitura fácil e nem rápida, mas calma que isso não é ruim. A leitura pode não ser das mais fluidas, mas compensa gloriosamente em sua profundidade.

Ano passado ganhei Prometo Falhar de Gaby e lembro que a cada quote maravilhosa (e olha que são muitas), eu mandava uma mensagem pra ela contando, como diz a expressão: é um tiro atrás do outro. Com Prometo Perder não foi muito diferente, ao final da leitura o livro está com tantas flags que eu fiquei bem pobre de marcadores.



“E que nenhuma palavra se diga para magoar, e que nenhum grito se dê para ferir – e que eu seja o que mesmo desgraçado consegue sorrir. “
Então queridos leitores, este tipo de leitura é super indicada para aqueles que gostam de se sentirem incomodados; envolvidos com a leitura, mas não de um jeito ruim. O estilo de Pedro Chagas leva o leitor a uma profunda reflexão sobre temas como dor, sofrimento, amor, saudade, perda, culpa e alguns outros sentimentos conflitantes, que ele consegue colocar no papel tão bem.  
“A humanidade tem medo da dor, e por isso sofre. “
O livro como um todo não conta uma história, hora é uma carta, hora um diálogo, hora uma frase apenas, mas todas com um tom de desabafo, de colocar para fora o que muitas vezes sentimos e de alguma forma não conseguimos explicar.


Como não conta uma história não tenho como falar muita coisa pra vocês, apenas espero imensamente que possam em algum momento desfrutar de todo sentimento guardado em cada página desse livro tão rico. Gosto de pensar que alguns livros apenas lemos e outros nós sentimos, esse com certeza meus amigos, é um livro para ser sentido.
"Quando gostar de alguém, não tenha medo. Não seja covarde. Não seja poucochinho. Não se esconda em semipalavras, em semiatos. Quando gostar de alguém, vá com tudo, vá contigo todo, com tudo o que você é, com tudo o que sente, com tudo o que tem pra dar. Seja romântico, seja cafona, seja incansável, seja sonhador e faça sonhar. Seja utópico - por que não?"
Sobre a edição não tenho nada a reclamar, a capa está linda, a revisão está de parabéns, então, só posso esperar pelo próximo presente do Pedro Chagas.

3 comentários :

  1. Olá adorei sua resenha, acredito ser uma obra rica em conteúdo e isso faz toda a diferença, beijos!

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  2. Eu já estava curiosa para ler esse livro, agora que eu vi a sua resenha eu fiquei ainda mais. Parece ser um livro que mexe com o leitor e espero gostar da leitura também.

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  3. Não conhecia o autor, nem a obra.
    Fiquei intrigada com o livro devido sua resenha. Me pareceu poemas/poesias.. Como disse, não há uma história mas mesmo assim, a leitura é profunda e até um pouco dificil...
    Eu não consigo entender poesia, acho que não sou tão inteligente ao ponto... rs.
    Fiquei com vontade de tentar essa leitura...
    Parabéns pela resenha e obrigado pela dica.
    Acho que vou tentar sim! :D

    beijinhos!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com/

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