Mostrando postagens com marcador Por Lugares Incríveis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Por Lugares Incríveis. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Se você gostou de... Poderá gostar de... #3 | Por Lugares Incríveis, de Jennifer Niven.

"Se você gostou de... Poderá gostar de..." é uma coluna onde irei dar 3 indicações de leituras que podem agradar os fãs de determinado(a) livro/serie de livros. Seja por ter uma premissa parecida ou possuir personagens que passam por situações semelhantes. Todas as indicações são de livros que já li e de cujas leituras eu gostei bastante." 

E aqui estou eu, depois de algum tempo sem atualizar essa coluna!
Para o post de hoje resolvi escolher um livro que trata de temas que eu particularmente gosto bastante; na literatura, claro. Luto. Todos esses livros abaixo possuem personagens que precisam lidar com uma perda recente que os deixam totalmente sem rumo. E aí entra outro tema também presente: a depressão. E, para completar: suicídio. Sendo esse último tema presente apenas em nosso protagonista, em Mathilda Savitch (não é o foco do livro) e em Eu Estive Aqui. 
Vamos lá?

Se você gostou de... 


Sinopse: Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Poderá gostar de...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven



O que acontece quando dois adolescentes emocionalmente quebrados se encontram? 


No alto da torre do sino da escola, Theodore Finch encontra Violet, que está prestes a pular. Encoraja pela presença e confiança de Theodore, Violet desiste.
 O garoto mais esquisito da escola salva uma das garotas mais populares dali, mas claro que não é essa a versão que circula pelo lugar. Com todos achando que ela salvou o garoto de cometer suicídio, não será Violet quem irá desmentir o boato; já bastava ser "a garota que perdeu a irmã", não queria mais nenhuma atenção sobre si. 

Para Theodore isso não é problema. Não é a primeira vez que algo assim envolve seu nome e ele sempre foi  chamado de "aberração" por conta de seu jeito e dos personagens que encarna. Sim, Theodore Finch tem suas  fases. Um dia ele pode ser o "Finch fodão", no outro ele pode ser o "Finch nerd", e por aí vai. 
O que os seus colegas não sabem é que ele está destruído. 
Depois de passar vários e vários dias dormindo, praticamente sem comer nem falar, ele acorda. Theodore está acordado há dias e a contagem continua. Agora que despertou, não quer perder mais tempo dormindo, principalmente depois de conhecer Violet. 
A garota consegue bagunçar ainda mais sua mente,  e tudo o que ele quer é passar seu tempo com ela, cuidando para que ela não faça nenhuma besteira.

Mas quem está salvando quem?

Um trabalho de geografia. Uma dupla. Vários lugares incríveis para visitar. Vários dramas envolvidos. 
Theodore e Violet terão que confiar um no outro para conseguir enfrentar, juntos, os fantasmas que os persegue. Porém algumas dores são tão fortes que nem o mais intenso sentimento será capaz de curar. 

"Você não sabe como é. É como se tivesse uma pessoinha raivosa dentro de mim, tentando sair. Está ficando sem espaço porque cresce cada vez mais, e então começa a levantar, entra nos meus pulmões, no meu peito, na minha garganta, e continuo a empurrá-la para baixo. Não quero que saia. Não posso deixar que saia." 

Bipolaridade, depressão, suicídio. Três tópicos pesados introduzidos em uma história regada à momentos fofos, diálogos inteligentes e paixão entre adolescentes. Três tópicos que podem, ou não, ter dado certo nesse YA. 

Para quem tem depressão ou já passou por fases de extrema tristeza e/ou intenso vazio, esse livro pode significar muito, mas também pode trazer sensações não muito boas. 
Acho que tudo depende muito do seu momento e do que você está disposto a absorver da leitura. São poucos os momentos felizes, mas não foi isso o que realmente me incomodou. 
O que me incomodou foi a falta de amadurecimento dos personagens. Não é como se a dor deles ou o sofrimento diminuísse. O que senti foi que a cada capítulo o enredo fica mais carregado; e posso dizer com certeza que o final não é dos mais agradáveis. Foi aí que parei para refletir. 

A autora quis passar uma mensagem com o livro, e ela passa, mas não desenvolve isso como poderia. E para os que já passaram ou estão passando pelos mesmos problemas dos protagonistas, isso é notável. Fora que a falta de lados positivos, de momentos felizes e de um final ameno não ajudam muito. O romance é sim muito lindo e os dois juntos são incríveis; mas para o que a autora quis transmitir, eu esperava mais. Isso torna tudo um pouco mais "real", até porque nem sempre temos finais felizes; mas se torna "cruel" para aqueles que pegam o livro pensando que ali acharão um final feliz, o final que acham que não podem ter, e sinceramente isso não ajuda muito, não é?

Os personagens não passam por mudanças tão notáveis no decorrer da narrativa, mas foram sim bem construídos, acho até que foram construídos muito como um "casal", já que é quando estão juntos que ficam mais interessantes.

Uma coisa muito legal é que não rola o "amor à primeira vista" entre eles, e sim uma construção mais lenta e verossímil de uma relação amorosa.

Sobre os lugares que eles visitam: são realmente incríveis, cada um à sua maneira. 
E esses lugares ajudam na "recuperação" deles? Não. Ajudam no romance, mas não alivia quase nada o transtorno interno deles. 

A autora se perde um pouco, mas Por Lugares Incríveis é muito bom e indico a todos que curtem o gênero; mas apenas se suas expectativas não estiverem tão altas. 
É emocionante? Dependendo do ponto de vista, sim. Eu chorei? Não. Mas fiquei destruída por um tempo. Na verdade fiquei sem reação por um tempo, e só depois de alguns dias refletindo consegui escrever esse post. 

Não quis entregar muito da estória, já que é sempre bom ter pequenas surpresas durante a leitura, mas espero que tenham gostado do post :)