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terça-feira, 4 de julho de 2017

Inventei Você?, de Francesca Zappia

Autora: Francesca Zappia
Título original: Made You Up
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 346
*Exemplar recebido em parceria com a editora.
Sinopse: Alex está no último ano do ensino médio e trava uma batalha diária para diferenciar realidade de ilusão. Armada com uma atitude implacável, sua máquina fotográfica, uma Bola 8 Mágica e sua única aliada — a irmã mais nova —, ela declara guerra contra sua esquizofrenia, determinada a permanecer sã o suficiente para entrar na faculdade. E Alex está bem otimista com suas chances, até se deparar com Miles. Será mesmo aquele garoto de olhos azuis com quem ela compartilhou um momento marcante no passado? Mas ele não tinha sido produto da sua imaginação? Antes que possa perceber, Alex está fazendo amigos, indo a festas, se apaixonando e experimentando todos os ritos de passagem tipicamente adolescentes. O problema é que ela não está preparada para ser normal. Engraçado, provocativo e emocionante, com sua protagonista nada confiável, Inventei você? vai fazer os leitores virarem as páginas alucinadamente, tentando decifrar o que é real e o que é invenção de Alex
O gênero jovem adulto é um dos que mais li exemplares e, por isso, é fácil identificar quando um autor não coloca nada novo na trama, ou segue uma fórmula já muito usada (não deixa de ser bom, só não surpreende), então quando me deparo com um livro que aborda assuntos tabu ou possui algum personagem que não se encaixa nos padrões impostos pela sociedade fico imediatamente interessada pela leitura. E foi esse o caso com Inventei Você?, primeiro livro da autora estadunidense Francesca Zappia.

O livro é narrado por Alex, uma adolescente que está terminando o ensino médio e planejando entrar na universidade, só que para Alex não é só uma questão de ir bem na escola ou escrever a carta do jeito certo, é questão de se manter sã o suficiente para não ser mandada a um hospital psiquiátrico e perder então a chance de seguir com sua vida. Alex tem esquizofrenia, e mesmo com seus medicamentos, acompanhamento psicológico e uma mãe super cuidadosa, ela tem crises onde não consegue diferenciar o que é real e o que é fruto de alucinações. Para registrar cada coisa fora do comum que encontra, ela usa uma câmera e, todas as noites, revê as fotos que tirou para observar se alguma coisa mudou.