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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Resenha || Deserto e Asfalto, de Munique Duarte

Kazuá, 2018 || 120 páginas || Skoob
Sinopse: O que você faria ao notar que sua vida é uma monotonia sem fim? Para fugir dos dias sempre iguais, em “Deserto e Asfalto”, Rebeca cismou com uma garagem trancada à chave, localizada em um bairro estranho chamado Ária. Todos os dias, ela investiga um pouco mais, até “ver-se coberta de lama até o pescoço”. O intrigante Omar, vizinho da construção, não dará trégua à menina enxerida, que acabará descobrindo muitos mistérios, alguns deles bem perigosos.  

RESENHA ✍

Deserto e Asfalto é o segundo livro da escritora brasileira Munique Duarte que tenho o prazer de ler. O primeiro, O Salto do Guepardo, me encantou pela força da trama, a construção dos personagens e toda a questão psicológica que a autora desenvolveu; então, quando soube do lançamento de Deserto e Asfalto fiquei bem animada! A Munique é uma mulher incrível, talentosa e criativa, e gentilmente me enviou um exemplar (autografado!) para ser lido e resenhado aqui no blog.

Essa é uma aposta da autora mais voltada ao mistério. O livro acompanha vários personagens que possuem como ligação o bairro onde vivem: Aria. Um lugar calmo, quente e monótono, onde cada um cuida da própria vida no cenário hostil que ele proporciona. Mas esse lugar, tão tedioso para alguns, se torna a obsessão de uma dessas personagens, Rebeca, que um belo dia, em uma  viagem de ônibus, repara em uma garagem trancada com a palavra danger pichada bem em frente. A garagem, localizada em Aria, e seu misterioso conteúdo se tornaria a obsessão da estudante, que passa a visitar todos os dias aquela rua, imaginando o interior da garagem.

Nem os misteriosos assassinatos que ocorrem naquele lugar, bem em frente ao danger escrito no portão da garagem, a fazem desistir de especular e tentar desvendar o enigma que aos poucos se alimenta de sua sanidade. 
"Ária é um grande palco de vidas que se cruzam. Vidas desconhecidas uma das outras e que se revelam mais próximas do que se pode imaginar. Proximidade que demonstra ódio ou simpatia. Que pode durar para sempre ou apenas dois segundos. Tudo depende da intenção dos autores."