
SINOPSE:
O Lado Feio do Amor - Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.
Hoje, domingo (26/09), comecei e concluí uma leitura que me deixou sem fôlego; mas não sem palavras...
O Lado Feio do Amor é um new adult que, como todos os bons new adults, possui elementos clichês do gênero.
Um personagem marcado pelo passado? Confere.
Uma personagem estudando e indo atrás de seus sonhos longe de homens e distrações? Confere.
Sexo? Confere.
Palavrões? Confere.
Amor, medo e também boas risadas? Confere.
Personagens secundários que são tão interessantes quanto os principais? Confere.
E eu poderia escrever mais um punhado de coisas clichês que encontrei nessa leitura.
Mas me deixem convencer vocês a dar uma chance, se não a este livro, à autora (que arrasa sempre).
Vocês devem se perguntar: como algo regado de clichês pode ser bom?
E eu respondo: sendo bem escrito, não tem erro. Se é clichê, é porque isso já usado e foi bom antes; e pode muito bem ser usado e ser maravilhoso novamente. Repito: nas mãos certas o clichê pode ser bem surpreendente. E no caso deste livro, me deixou de boca aberta.
Colleen Hoover tem uma escrita maravilhosa. Tão simples e tão visceral ao mesmo tempo que faz com que o leitor mergulhe na leitura; faz com que o leitor sinta, pense e entenda as tramas que ela desenvolve. Tem sexo? Sim. Tem palavrão? Sim. Isso quer dizer que a autora quis chocar? Talvez.
Colleen simplesmente usa esses tópicos para se aproximar do leitor; porque tudo isso faz parte da vida, é real e é humano e às vezes é necessário chocar, sim.
Essa autora é tão boa no que faz que trás reações físicas de tão imersos que ficamos na leitura de suas obras. E olhe que li apenas duas!
Eu ri, ri muito. Mas também me emocionei e torci por um final feliz. Torci para que os personagens encontrassem o lado bonito do amor. E nem sou romântica!
E ela constrói e desconstrói tão bem a personalidade dos personagens! E sim, eles parecem de verdade. Pessoas comuns e marcadas que encontramos por aí, se tivermos sorte (ou azar, dependendo do ponto de vista).
Agora vou deixar vocês por dentro dessa história...
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Miles é um bom homem, apesar de tudo o que já sofreu. Sua vida se resume a trabalho, amigos, trabalho, dor, trabalho. Mas nem sempre foi assim.
Seis anos atrás, com seus 18 anos e cheio de planos para o futuro, ele conheceu a jovem e bela Rachel, por quem se apaixonou completamente. Mas o pai de Miles conhece a mãe da garota. Pior, ele estão juntos.
Por um curto espaço de tempo os dois não sabem o que fazer, além de esconder dos pais o que realmente sentem um pelo outro.
Mas algo realmente trágico acontece (e com trágico quero dizer TRÁGICO); mas somos apresentados a este fato muitos capítulos mais tarde.
Tate tem 23 anos e acaba de se mudar para o apartamento do irmão, Corbin, para se estabilizar enquanto estuda e arruma um emprego. Só não podia contar com o irresistível e misterioso vizinho, que é um dos melhores amigos do irmão. A atração que sentem é instantânea, apesar de demorarem até admitir isso.
A relação dos dois, após um acordo e algumas regras, se resume em encontros esporádicos e muita coisa física (evitando a palavra sexo, não sei porquê. Mas não tem como). Acontece que, apesar de ter sido previamente avisada, Tate quer muito mais do que Miles está preparado para oferecer.
Tate quer o amor dele. Miles queria poder dar isso a ela. Acontece que ele já não vê o lado bonito da coisa. A palavra amor para ele perdeu a beleza seis anos antes, quando ainda era usada e sentida sem causar dor e sofrimento. Ele não está preparado, não ainda. Mas é difícil pra caramba lembrar disso, principalmente quando está com ela...
O que esperar dessa leitura? Nada. Tudo.
Mas esteja preparado para muita emoção e muitas, muitas revelações durante a narrativa.
E sobre a narrativa...
Tate narra o presente. Ela é uma garota muito apegada às palavras e, no fundo, muito romântica; deixando transparecer isso em suas descrições. Mas também é pé no chão e gosta de ter sua independência. É engraçada e arranca muitas gargalhadas com suas bobagens.
Miles narra o passado, mais especificamente 6 anos antes, quando com 18 anos. É um garoto sonhador, mas muito dedicado. Quando conhece Rachel sua narrativa começa a ter uma forma diferente, escrita como se fosse um grande poema. É romântica e muito bonita sua forma de ver as coisas.
Com a tragédia que já comentei esse formato de narrativa é interrompido. E pode ter certeza, tudo o que você vai querer é que ele volte a escrever como antes.
Bom. É isso tudo o que eu tinha para escrever. Logo que finalizei a leitura (poucas horas atrás) pensei comigo mesma: é melhor colocar tudo isso no blog antes que eu me esqueça desse livro. Bobagem. Sério, é provável que eu não esqueça nem tão cedo.
Espero ter convencido alguns de vocês a realizar a leitura, ou então ter colocado uma pulguinha atrás da orelha <3
Estava com saudades desse formato de post. Sem muita formalidade... apenas jogando aqui tudo o que senti/aprendi com alguns livros logo que faço a leitura. Espero que tenham gostado :)