
Record, 2018 || 392 páginas || Skoob
Sinopse: Não conte para ninguém, mas Jen é uma das minhas pessoas favoritas.
(Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu.)
Jen está triste. Aiden quer que ela seja feliz. Formou? Não necessariamente. É que Jen é uma mulher de trinta e poucos anos cujo namorado acabou de trocá-la por outra e Aiden é um programa de computador muito caro e complexo.
Aiden conhece Jen melhor que ninguém. Com acesso a todos os seus dispositivos, Aiden sabe qual é a música mais tocada de sua playlist, consegue achar suas fotos preferidas e selecionar as citações que mais a inspiram nas redes sociais. A partir de observações e de algoritmos singulares, ele resolve procurar um novo parceiro para ela. E com a internet inteira à sua disposição, não precisa ir longe para encontrar o que conclui ser o espécime perfeito e arquitetar um encontro. O problema é que Jen não parece querer contribuir para o plano infalível de Aiden.
Será que uma máquina muito inteligente artificialmente conseguirá desvendar a inteligência emocional para poder interferir de um jeito positivo na vida de Jen? E, o que é mais difícil, será que essa máquina vai descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes?
RESENHA ✍
Felicidade Para Humanos é o livro perfeito para quem deseja uma leitura inteligente e instigante que envolve não só um romance fofo, mas também ficção científica. O livro lembra bastante alguns episódios da série Black Mirror, pois mostra a tecnologia interferindo na vida das pessoas e toda essa interação, cada vez mais forte e frequente, entre homem e máquina.
Em seu primeiro romance, o escritor P.Z. Reizin apresenta dois personagens que tem suas vidas interlaçadas de uma forma um pouco diferente...
Jen é uma mulher bem sucedida que está em uma nova fase em sua carreira como jornalista, agora trabalhando para uma empresa de tecnologia que testa inteligências artificiais. Seu trabalho consiste em manter conversas com Aiden, uma das inteligências, e escrever sobre a experiência. Seu namorado de longa data acabou de deixá-la, assumindo estar apaixonado por outra, e Jen passa seus dias ouvindo Lana del Rey acompanhada de uma taça de vinho, filmes clássicos e muita choradeira. Ela só não imagina que Aiden, seu objeto de trabalho, está observando tudo isso pelas telas de seu celular, computador e demais aparelhos.
