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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Entrevista com o autor: Alex de França Aleluia | Crown | #euleionacional


O escritor Alex de França Aleluia responde sobre como foi criar o livro Rapunzel & o Reino das Trevas e seus novos projetos com a Editora Crown.


1) O que te motivou escrever Rapunzel & o Reino das Trevas?

Já tinha um projeto de fantasia. O meu menininho Gheb ganhou sua primeira aventura no ano de 2009. Assim, juntei o que ele tinha de melhor e resolvi trabalhar com uma releitura. Escolhi Rapunzel pelo dinamismo das tranças. Achei que poderíamos dar a ela uma visão mais concreta da sua força de mulher. O cabelo é tudo em uma pessoa, mostra seu humor, muitas vezes concatena com o olhar. Daí temos uma personalidade relatada sem que a própria pessoa saiba.

2) O que o leitor pode esperar encontrar em Rapunzel & o Reino das Trevas?

Ele pode esperar muita fantasia. Aventura, descobertas. Terá encantos, adrenalinas e o melhor de tudo, vai torcer pela mocinha como jamais fez.



3) Quais os personagens principais da história? Fale um pouco deles.

Temos em si, 5 principais. Acho que todos são mocinhos. Entendo que ninguém nasce ruim, devido as circunstância da vida, torna-se ruim. A Bruxa Sara é um exemplo disso. O príncipe Huan, também. Rapunzel foi muito bem tratada, mas os complexos da Bruxa pela trajetória de vida, deixou-a neurótica e assim acarretou muitos problemas a ela.
Mas o importante nesta obra é a essência do ser humano. É o que tento passar a vocês.

4) Em sua história, Rapunzel não é uma princesa em perigo, mas uma mulher forte que toma a frente na luta contra a Rainha Bruxa. O que o motivou a fazer esse tipo de alteração no conto clássico?

Tenho em mim que a mulher é forte. Pode passar o que for, saberá como chegar ao êxito. A própria bruxa Sara, não podemos dizer que ela não é forte! Ela se arriscou! Ela foi para cima em virtude de um passado nebuloso. Quanto a Rapunzel, venho mostrar que o poder é girado pelo coração. Quanto mais nobre tu és, mais desafios enfrentará com possibilidades de sucesso. Ela é assim. Não se deixou abater!

5) Encontrar um amor não é a maior preocupação de Rapunzel nesse livro, mas sabemos que ela fica com o coração dividido,qual a mensagem que você quer passar sobre esses "príncipes" que ela encontra em sua jornada?

Uma coisa que tive certeza na vida é que semelhante atrai semelhante. E quanto mais lucidez você tem, mais conseguirá enxergar as coisas em sua frente. Rapunzel vem com alguns pretendentes em sua trajetória. Ela poderia tudo, até escolher com quem permanecer para o resto de sua vida, mas seu coração a guiou em um sentido, sabe por quê? Porque ela é igual ao seu amado.

6) Levando em conta que você é professor, quando escreve com protagonistas mulheres, você tem preocupações feministas de igualdade de gênero?

Sinceramente não. Escrever é observar. Ser humano é ser humano. O que muda? A trajetória de vida. Preocupo-me com isso.

7) Sabemos que Rapunzel terá uma continuação, mas que o livro termina com uma finalização de enredo e novos desafios são propostos. O que podemos esperar no próximo livro?

Muita paixão. Inveja, desafios e personagens curiosos. Além de muitas buscas e aprendizagens pela Rapunzel.

8) Você pretende escrever e publicar mais releituras de contos clássicos?

Ainda não pensei no assunto. Mas gostei disso... sô!

9) Quais os seus próximos projetos com a Editora Crown?

Temos em mente alguns suspenses psicológicos. Uma reformulação de um livro meu e sua continuação. Além, claro, da continuação de Rapunzel que já está reservada para ela!

Para quem quer seguir o autor Alex de França Aleluia, abaixo, os links de suas redes sociais:
Snap - profalexfranca
Twitter: @escritoralexf
Face: Prof. e escritor Alex de França Aleluia
Site: www.professoralexdefranca.wordpress.com

Sobre a obra:

“Rapunzel, jogue suas tranças!”
Rapunzel é uma criança raptada e condenada a viver por muitos anos em uma grande torre por sua mãe adotiva, uma bruxa de coração gelado. Seu destino trará um príncipe diferente dos contos de fadas, mas esse encontro desencadeará uma guerra ameaçando o Reino de Zafon.
Em meio à mistérios sobre sua origem, Rapunzel terá de desvendar seu verdadeiro passado e vencer a Rainha de Zafon se quiser salvar seu reino.






Gostaram do post? Estou bem ansiosa para conferir essa leitura! 

Compre o livro Rapunzel & o Reino das Trevas no site da editora: http://www.editoracrown.com.br/rapunzel-o-reino-das-trevas/ 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Entrevistando a escritora: Carolina Matsuo






Olá leitores!
Fiz uma entrevista bem legal com a escritora Carolina Matsuo, autora de O Sumiço de Beatriz, que já tem resenha aqui no blog! Vocês sabem que adorei esse livro, então falarei dele até todos vocês terem lido <3

A Carolina foi super gente boa e dedicou um tempinho para me responder algumas perguntas, e ainda dá spoiler de que já tem um novo projeto em mente para esse ano! Bora conferir? :D



1- Quais são suas maiores influências literárias? Quais autores mais influenciam seu trabalho como escritora?

Eu gosto de obras de vários autores. Gosto bastante de histórias que envolve conspiração, investigação, trama político, mas também leio romance, biografias,etc. Contudo, quando escrevi O Sumiço de Beatriz não me inspirei em nenhum autor específico. Escrevi porque gosto e pela vontade, simplesmente escrevia e me sentia bem com isso.



2- Seus personagens foram inspirados em alguém? Ou são todos fictícios?


Todos os personagens são inspirados em pessoas do nosso cotidiano, a maneira como falam, como se comportam, se vestem, os definem. São parecidos conosco, não só fisicamente, mas também pelo interior. Por exemplo, um dos protagonistas, Tomaz, larga tudo para procurar Beatriz e saber o que realmente está acontecendo. Acredito que muitas pessoas tem medo/receio de fazer algo ou de dizer algo para alguém. Não sabem o que podem encontrar, desistem ou não fazem nada, mas aquelas que seguem em frente já são vitoriosas por conseguirem quebrar essa barreira.




3- Você sempre sonhou em escrever ou é algo mais recente?


Não digo que foi um sonho. Desde quando eu era criança, eu gostava de escrever. Quando tinha 11 anos escrevi O Sumiço de Beatriz, mas era uma história muito diferente do que se vê hoje, contudo, eu mantive as característica da personagem principal – Beatriz – e criei uma trama totalmente diferente do que era, agora para um público jovem adulto e adulto.



4- Você se apega aos seus personagens? Consegue imaginá-los em situações do dia a dia?

Sim, eles são personagens inspirados em pessoas do nosso cotidiano. Quando os leitores lerem a trama, para aqueles mais inteirados no que acontecem no Brasil e no mundo, irão perceber que as atitudes, a corrupção envolvida, dentre outros as situações são do dia a dia que algumas pessoas talvez já puderam presenciar.




5- li O Sumiço de Beatriz super rápido pois o ritmo é muito acelerado. Quanto tempo você levou para escrevê-lo?

Como parte do cenário eu uso acontecimentos factuais, então eu tive que fazer uma pesquisa sobre isso e sobre algumas armas, sobre religião, etc. Levei por volta de um ano e meio para por tudo no papel, e não tive pressa para escrever.



6- Imagine que seu livro será adaptado para o cinema e você tem carta branca para escolher o elenco principal. Quais artistas você escolheria para interpretar o Tomaz e a Beatriz? Já pensou nisso?

Fazer associação com pessoas conhecidas não é uma coisa que eu gosto muito de fazer, porque acho que isso limita a imaginação do leitor. Mas como sei que muitas pessoas
gostam de ter uma ideia de como seriam os personagens, direi apenas uma representação da relação personagem - ator somente de alguns personagens, ao meu ver, mas gostaria que as pessoas não se limitassem a isso.

 Christian - Colin Farrell
 André - Edward Norton 
 Tomaz - Paulo Rocha
 Luciana - Anna Faris



7- Tem algum outro projeto em mente? Haverá livro novo ainda esse ano? :D

Sim, tenho um projeto em mente, mas por enquanto me dedico na divulgação d’O Sumiço de Beatriz.



8) Como decidiu escrever a obra O Sumiço de Beatriz?

Durante o período da faculdade, mestrado, trabalho, conversei com muitos jovens adultos e adultos sobre a frequência em que liam livros de qualquer tipo. A maioria não tinha paciência e acabava desistindo da leitura em poucas páginas. Eu fiquei um tempo pensando sobre isso, pois a sensação de ler um livro é muito boa, abrir a sua mente, imaginar fisicamente os personagens e mergulhar na história, e aquelas pessoas não conseguiam sentir isso. Eu queria fazer alguma coisa a respeito.
Quando eu tinha 11 anos de idade, nasceu a personagem Beatriz, uma estilista e especialista em maquiagens e eu resolvi utilizá-la e reescrever a "estória" O sumiço de Beatriz. Mudei totalmente o cenário e a linguagem, mas mantive as características da personagem. Hoje, ao ler "O Sumiço de Beatriz" você encontrará uma trama que envolve conspiração política-militar, perseguição e investigação, com fatos da história como os acordos entre petrolíferas feitos em períodos diferentes do nosso governo e desvio de bilhões durante essas negociações, e tudo isso misturado com um toque de ficção científica, aventura, mistério e romance.
A trama foi escrita com o intuito de "prender" o leitor em cada capítulo, dessa forma, incentivasse ou resgatasse o hábito de ler daquelas pessoas e proporcionasse bons momentos.


8- Algum recadinho para os seus leitores?

Desejo que “O Sumiço de Beatriz” deixe os leitores incentivados a ler cada vez mais, e para aqueles que ainda não tem esse hábito, então que esse seja o começo!

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Carolina, muito obrigada por dedicar um tempinho ao blog e ser sempre tão atenciosa <3

Espero de coração que tenham gostado da entrevista! Não deixem de dar uma espiada na resenha do livro, clicando na capa dele ali em cima, lá tem sinopse e como vocês podem adquirir a obra. :)

Beijos e até mais. 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Entrevista com Kelly Hamiso, autora de Padma.

Kelly Hamiso, autora do maravilhoso livro Padma, aceitou responder algumas perguntas sobre as delicias e dificuldades em escrever um livro e, claro, a criação de Padma. 
Quero agradecer de todo coração ela ter concedido essa entrevista para todos que têm curiosidade em ler ou, assim como eu, adorou seu livro. 

A escritora Kelly Hamiso é empresária no ramo da indústria da construção civil, nasceu na capital de São Paulo, em 7 de setembro de 1978.
Desde os treze anos, (apesar de achar que foi muito antes disso), adorava escrever, criar histórias e personagens; sempre compartilhando suas aventuras e amigos imaginários com sua melhor amiga Sheila.
Passou sua adolescência, lendo, criando e tomando café.
Adora rock, flores, shopping e conversar. Tem um fascínio inexplicável pela Flor de Lótus e o Antigo Egito. Cursou letras no UNIFIEO, casou-se aos vinte e três anos e tem um filho, com quem compartilha suas histórias.


1. De onde veio a inspiração para escrever Padma? Como foi a criação do livro? 
Kelly: Eu escrevi a primeira versão de Padma aos 13 anos, nos anos oitenta, época em que os filmes ostentavam o garoto bad boy e a mocinha de família; o rock influenciava o comportamento dos jovens e o livro foi escrito nesse cenário. Fiz algumas adaptações quando o reescrevi para que ficasse mais moderno, ( para que o Beto não precisasse ir até o orelhão com o bolso cheio de fichas telefônicas para ligar para Jéssica rsrsrs),  e acrescentei a mitologia da flor de lótus que combina muito bem com a estória. Para os personagens, me inspirei em pessoas que convivi na época.   


2. Como é receber o carinho dos leitores?
Kelly: Eu adoro essa pergunta! Eu leio as mensagens e fico com um baita sorriso é tudo meio mágico pra mim. Cada leitor absorve da estória lições diferentes. Algumas falam mais sobre o amor, outras falam sobre aceitar as diferenças (essa é a minha bandeira), outras sobre a religiosidade e outras visam a superação. É sempre diferente! Costumo dizer que a  reação das pessoas que me escrevem é muito melhor do que tudo que imaginei um dia. Escrever é difícil, publicar é impossível, ser aceito pelo leitor é uma dádiva.

3. Qual seu livro(s) favorito(s)? 
Kelly: Eu gosto mesmo é do Machado de Assis. Li suas obras a vida toda, Helena é minha heroína  (tem um trecho do livro em Padma), mas tem uns três anos que me permiti ler títulos contemporâneos e gostei muito.

4. Seus pais te influenciaram a ler, quando criança? E você influência seu filho? 
Kelly:  Quando eu tinha onze anos minha mãe me obrigava a limpar os livros que ficavam na  estante da sala, que eu nem sei de quem eram, pois nunca vi meus pais lendo.  Eu passava a flanela na capa de um livro que sempre me chamou a atenção. A capa mostrava o sol tocando o mar, as letras eram douradas e o título" O Sol por Testemunha".  Não resisti. O livro não era adequado para minha idade, mas adorei e desde então nunca mais parei de ler.  Meu filho é um caso bem diferente, leio pra ele desde que estava na minha barriga e ele adora livros, gibis e até aventuras que eu invento.

5. Padma é seu primeiro livro ou você já escreveu algum outro que (infelizmente) não foi publicado? 
Kelly: Já escrevi quatro livros, mas precisam de uma série de complementos: pesquisa, cheiro, cor, sons. Gosto de ir aos lugares que descrevo para passar o máximo de realidade possível, sair para observar as pessoas em locais públicos também. Livro prontinho, saindo do forno, ainda não.

6. Sua família te apoia como escritora? Eles leem seus livros? 
Kelly: Minha família me apóia muito, principalmente meu marido e meu filhote. Os familiares sempre lêem e apesar de ser uma força positiva, o autor precisa de uma opinião de alguém que não o conheça, é a garantia de que seu trabalho está bacana. O leitor não imagina o poder de sua opinião.

7. Você costuma reler seu livro? Alguns autores têm problemas em reler os livros. 
Kelly: Eu releio sim, sem problemas e sempre acho que dava para melhorar.

8. Você é apegada aos seus personagens?  (Confesso que me apeguei muito ao Beto, rsrs)
Kelly: Padma foi o primeiro livro que escrevi e não me lembro, em vinte anos,  de deitar a cabeça no travesseiro e não pensar neles (Beto e a Jéssica), antes de dormir. Depois que o livro foi para a Novo Século, que caiu a minha ficha de que eu nunca mais poderia mudar a estória, a vida deles era aquela e ponto final. Fiquei uns quinze dias com dificuldade para dormir. São como filhos que crescem e vão embora, não foi fácil.

9. Qual a sua maior dificuldade como escritora?
Kelly: O tempo.  Eu ficaria o dia inteiro escrevendo por dias sem sair para nada, mas não posso ser assim, tenho trabalho paralelo, marido, um filho e agora vou ter um bebê e não posso mergulhar nesse mundo como gostaria, mas quando estou num projeto, eles entendem bem e me deixam o máximo de tempo sozinha. Reescrevi Padma em seis meses, das dezenove às três da manhã, foi punk.

10. Você já está escrevendo uma continuação? O que nos aguarda? 
 Kelly:  Mesmo que Padma seja independente de continuação, antes da gravidez, eu estava escrevendo a estória da Angélica que se encaixa como uma continuação. O livro terá ação (meu complemento favorito), suspense, novidades sobre alguns personagens de Padma (que irão reaparecer) e romance. 

11. Algum recado para seus leitores?
Kelly: Eu sempre agradeço o carinho dos leitores, opiniões, puxões de orelha e as lágrimas que me fazem  derramar. Muito obrigada! 

Agora é torcer para que 2015 traga a continuação de Padma <3 :D
(Clique na imagem abaixo e leia a resenha do livro)

Lá você pode ler os contos da autora :)