"Comece pelo começo," disse o Rei gravemente, "e prossiga até chegar ao fim; então pare."
Aventuras de Alice no no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice Encontrou por Lá.
Demorei anos até ter meu primeiro contato com esse livro, e digamos que não foi uma leitura agradável como um todo. Meu problema, inicialmente, foi a linguagem do livro, muito fantil e ao mesmo tempo enigmática. Confesso, me deu sono. E sim, pesquei bastante enquanto lia. Sem mais demora, vamos à minha opinião sobre essa leitura:
O primeiro livro começa a história de Alice, uma menina de 7 anos (e meio) extremamente curiosa e com uma criatividade sem limites. Um dia, quando tira um cochilo no jardim, acaba sonhando com o Coelho Branco, que a leva, todo apressado, para o País das Maravilhas. Lá ela conhece outros personagens incrivelmente peculiares, como o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas. Além do icônico Gato de Cheshire, claro; além de viver aventuras mágicas e improváveis; repleta de poemas e velhas canções muito simbólicas.
No segundo livro, Através do Espelho e o que Alice Encontrou por Lá, ela vive outra aventura quando, brincando com seus gatinhos, tem a ideia de ver sua casa por outro ângulo, no espelho, e então sua imaginação, em sonho, à leva através do espelho, onde encontra novas e ainda mais estranhas figuras; animais que falam e amigos improváveis que irão ajudá-la - ou não - à chegar na ultima casa (como em um jogo de xadrez) e ser uma rainha. Porém, no mundo do espelho, não existe um ângulo certo e todos os caminhos, se seguidos à risca, levam a caminhos errados.
""Eu sou real!" Disse Alice e começou a chorar."Não vai ficar nem um pingo mais real chorando", observou Tweedledee. "Não há motivo para choro"."
O segundo livro é ainda mais pirado que o primeiro, se isso for possível, porém foi o que mais gostei.
A criação desse livro e o estado psicológico do autor enquanto escrevia ainda gera bastante polêmica. Mas, vamos deixar as polêmicas para depois e focar na obra em si.
A narrativa, em terceira pessoa, tem um bom ritmo, depois que conseguimos nos situar melhor e nos acostumarmos com a escrita do autor. Possui bastante diálogo, todos enigmáticos, o que não deixa de ser interessante, apesar de cansar um pouco. Fora todas as canções, poemas e etc. Juro que minha vontade era passar direto por elas!
Agora, se preparem: eu prefiro a adaptação de Tim Burton para o cinema. Amo a caracterização do país das maravilhas, mas em especial dos personagens. Amor eterno pelo querido Chapeleiro.
A edição está muito bonita. Capa dura, ótima revisão e espaçamento; além de repleto de ilustrações, feitas pelo renomado John Tenniel. Algumas bem creepy, outras muito bonitas, como essa:
Um bom livro, mas que não funcionou muito bem comigo. Não ter gostado não faz a obra ruim, e tenho certeza que nesse caso o culpado não foi o livro. Entendo muito bem quem o tem como favorito, então espero que me entendam também :D
*Este livro cumpre o terceiro desafio do Desafio Literário Premiado Observo Books (Lista de livros para ler antes de morrer). E é o segundo clássico que leio esse ano, para o projeto Lendo Clássicos 2.0.

