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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A Mansão Hollow, de Agatha Christie


"Em todo aquele grupo apenas uma pessoa parecia estar realmente viva: o homem prestes a morrer."


Sinopse: Um inofensivo convite para almoçar na Mansão Hollow logo se transforma em mais um caso a ser desvendado por Hercule Poirot. A cena do crime parece um tanto artificial - o corpo de um homem agonizando na beira da piscina, sua mulher logo ao lado segurando um revólver, e ainda três testemunhas. Seria na verdade uma encenação, uma brincadeira de mau gosto para provocar o detetive? Infelizmente, para a vítima, não. Indo contra todas as evidências, Poirot não demora a descobrir que a arma que aquela mulher tinha nas mãos não era a mesma que matou seu marido. O que aconteceu, então?

"E, de repente, com um tremendo choque, com aquela sensação difusa como a de um filme fora de foco, Hercule Poirot percebeu que aquela encenação artificial tinha um quê de realidade. Pois o que ele observava, se não era um morto, pelo menos era um homem agonizante." 

Neste mistério protagonizado pelo icônico Hercule Poirot, um detetive perspicaz e estranho que muitas  vezes faz sua investigação mais para satisfazer a própria curiosidade que qualquer outra coisa; uma família abastada o convida para um almoço na Mansão Hollow. Quando chega na propriedade, o detetive se depara com a cena de um crime. Logo pensa ser uma encenação, uma brincadeira de mal gosto dada a sua profissão, mas o corpo jazendo no chão prova ser real. Uma realidade bem distorcida, ele logo repara. Artificial, até.  O que realmente aconteceu ali? 

Esse foi meu terceiro livro da Agatha, e todos eles foram protagonizados por Poirot. Mais uma vez, fui surpreendida. Mas não com o crime em si, e sim com a forma como a narrativa foi desenvolvida. São diversos personagens que podem, ou não, ter algo a ver com o crime, e são diversas perspectivas. Isso inicialmente me causou certa estranheza, mas logo me acostumei e a leitura fluiu melhor. 
A resolução do crime não me surpreendeu de fato. Achei fácil e até simples, o que não é do feitio da autora, pelo menos nos livros que li dela até hoje. A investigação por parte do Poirot me causou certa inquietação, pois ficamos de fora de toda ela. Geralmente não gosto disso, e aqui não foi diferente. 
Porém, devo dizer, amei a construção dos personagens! Simplesmente maravilhoso. Todos muito diferentes entre si, peculiares. Uma em especial me chamou muita atenção: a Lady Angkatell. Nesse ponto a autora deu um show. 
O livro não é tão grande, possui 256 páginas, e foi uma leitura de bom ritmo. Li mais rápido do que costumo, com os livros dela. A tradução está boa e a edição (a minha é econômica, apesar de ser capa dura) está ok. Achei as capas dessa coleção belíssimas! 
Dei 4/5 estrelas para o livro e indico à todos. Se nunca leu nada da autora mas quer começar, esse é um ótimo título para introdução :)