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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Resenha || Um Encontro de Sombras, de V.E. Schwab

Record, 2017 || 560 páginas || Skoob
Sinopse: Kell e Lila estão de volta nesta sequência de Um tom mais escuro de magia Quatro meses se passaram desde que a pedra sombria caíra nas mãos de Kell. Quatro meses desde que seu caminho cruzara com o de Delilah Bard. Quatro meses desde que Rhy fora ferido, que os gêmeos Dane foram derrotados e que a pedra fora enviada com o corpo moribundo de Holland, pelo portal, de volta para a Londres Preta. Em diversos aspectos, as coisas quase voltaram ao normal, apesar de Rhy ficar mais tempo sóbrio e de Kell estar sempre assolado pela própria culpa. Inquieto e tendo desistido dos contrabandos, Kell é frequentemente visitado por sonhos sobre acontecimentos mágicos de mau agouro, acordando apenas para pensar em Lila, que desapareceu no píer como sempre desejara fazer. Conforme a Londres Vermelha finaliza as preparações para os Jogos Elementais (uma competição de magia internacional e extravagante com o intuito de entreter e manter saudáveis os laços entre os países vizinhos), certo navio pirata se aproxima, trazendo velhos amigos de volta ao porto da capital. Mas, enquanto a Londres Vermelha está absorta em bajulações e nas emoções dos Jogos, outra Londres está gradualmente voltando à vida, e aqueles que se pensava estarem perdidos para sempre retornaram. Afinal, uma sombra que se esvai no meio da noite reaparece pela manhã, e tudo indica que a Londres Preta se ergueu novamente. Sendo assim, para manter o equilíbrio da magia, outra Londres deve perecer.  

RESENHA ✍

Um Encontro de Sombras é o segundo livro da série Shades of Magic, da escritora americana V.E. Schwab, que também publica como Victoria Schwab seus livros mais juvenis. Shades of Magic teve inicio com Um Tom Mais Escuro de Magia (resenha aqui), um dos melhores livros que li em 2017!

Nessa sequência acompanhamos os personagens quatro meses depois dos acontecimentos que marcaram o fim do primeiro livro, e sobre os quais eu não posso dar muitos detalhes por um bom motivo: spoilers. Então não se preocupem :)

Mas bem, vamos lá! Depois de várias revelações chocantes, traições e reviravoltas, nossos personagens poderiam muito bem estar procurando paz e sossego; mas essas palavras não existem no vocabulário de Kell, nosso Antari, e muito menos no vocabulário de Delilah Bard, nossa ladra que parece mais um imã para o perigo.
"O que quer que eu seja, que seja o suficiente."
Agora fazendo parte da tripulação de um navio, enquanto ela não consegue um para si mesma, Lila está indo bem. Continua reservada e não confia em qualquer um, nem mesmo no seu Capitão. Seu extinto para a luta e para a magia está ainda mais aflorado e, quando toma conhecimento dos Jogos Elementais, ela toma uma decisão que mudará sua rota. De novo.


Os Jogos Elementais é uma competição de magia que tem o intuito de celebrar e manter estreitos e saudáveis os laços entre reinos e países. O próximo jogo acontecerá na nossa Londres, e é a família de Kell, mais precisamente o príncipe Rhy, que está cuidando dos preparativos. E ele tem uma surpresa para Kell, uma maravilhosa e perigosa surpresa.

Enquanto isso, forças obscuras e com sede de sangue e destruição chegam na Londres Branca, onde quatro meses antes aconteceu um verdadeiro massacre. Um personagem bem conhecido está ganhando forças para retomar o que começou, e o alvo dessa vez será a Londres Vermelha.
“As pessoas só podiam te machucar se você se importasse o suficiente para deixar que elas o fizessem.”
Uma nova guerra prestes a começar. Novos personagens e muitas revelações. Uma magia desconhecida ganha força e uma das quatro Londres pode perecer. Só resta aos nossos amados personagens impedir que isso aconteça, enquanto tentam lidar com outras forças que podem unir ou separá-los para sempre.

Gente, o que foi esse livro?! Logo no primeiro capítulo eu já tive uma boa ideia do rumo que a autora ia tomar e ela não decepcionou. Enquanto o primeiro livro focou mais na interação dos personagens, na magia de Kell e nas Londres, essa sequência é dedicada aos personagens, na individualidade deles, na construção e desenvolvimento do Kell e da Lila, além de termos também bastante do Rhy, o que achei incrível e bastante necessário, pois em Um Tom Mais Escuro de Magia ele teve um papel importante, porém só vimos deslumbres de sua personalidade.


Um Encontro de Sombras é um livro mais lento, mais denso até. E não, isso não é ruim, pelo contrário. Esse foco nos personagens e na história individual de cada um deles foi necessário para que conhecêssemos melhor suas motivações e sua força, deixando de lado aquela velha receita já conhecida dos leitores do gênero, onde os personagens só são "bons" quando em dupla ou grupo. E vou dizer: Delilah Bard sozinha é um hino!

Se na companhia do antari ela mostrou força, coragem e muita lábia, nesse segundo volume ela mostra tudo isso e mais um pouco, lutando sozinha para sobreviver em um lugar desconhecido (ela é da Londres Cinza) e fazer seu nome tanto em terra quanto no meio do mar. Delilah é uma personagem muito honesta, fiel ao que acredita, o que a move, os sonhos que tem. Lila é uma sobrevivente, uma inspiração mesmo.

O Kell está em uma fase mais melancólica nesse segundo livro, com novas responsabilidades e ainda menos liberdade, já que depois dos acontecimentos do primeiro livro o rei e a rainha da Londres Vermelha resolveram responsabilizá-lo, já não o tratando mais como um filho, o que por si só já é um castigo doloroso o suficiente para Kell.

Nas últimas 200 páginas temos bastante ação, diálogos fervorosos e ácidos e, claro, os Jogos Elementais é o grande responsável por isso e não deixa NADA a desejar. O livro termina em um cliffhanger de roer as unhas e mal posso esperar para ter o último livro em mãos!

Terminei essa leitura super satisfeita e com sentimentos muito bons em relação a todo esse mundo, esses personagens e sobre a escrita da autora. Fechei o livro com um quentinho no coração e já com saudades de tudo isso, me sentindo inspirada a ler mais do gênero e inspirada também a ser tão corajosa e ousada quanto a Lilah para enfrentar a vida e os problemas de frente; ter mais do Kell no quesito família e autocontrole e, também, ter mais do espírito ousado e do senso de humor do Rhy.

Dói saber que essa aventura está acabando, e ao mesmo tempo quero o próximo livro para ontem... Como lidar?

Leiam! :D

Um comentário :

  1. Oi, Gabi!
    Menina, teve vezes que queria matar a Lila, mas adorei esse crescimento dela na história. Ela teve meu perdão no final do livro.
    Kell meu filho só sofre nesse livro T_T
    Beijos
    Balaio de Babados

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